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12/05/2017 - 15:51 - Atualizado em 16/05/2017 - 14:54
Pesquisa 1A sobre comportamento de animais e plantas contribui para preservação
Estudos apontam que a natureza se organiza como numa rede interligada e entendê-la ajuda a conservar a natureza
por Autor: 
Letícia Brito (Estagiária de Graduação)

Formiga Camponotus se alimenta de gota de néctar extrafloral (Foto: Arquivo do pesquisador)

Quando uma abelha poliniza uma flor aqui no Cerrado, ajuda a preservar o Rio São Francisco, que nasce na Serra da Canastra e deságua no Atlântico depois de banhar cinco estados. Na natureza, tudo está conectado. É como uma colcha de retalhos, ou uma teia de aranha: cada espécie, de animal ou de planta, é um ponto da teia que está ligado a vários outros. Na ecologia, isso recebe o nome de rede de interações ecológicas, e é estudando essa rede que se entende o que fazer para preservar o meio ambiente.

Na biologia, há uma área chamada de ecologia comportamental, que estuda o comportamento de animais e plantas e como eles se relacionam uns com os outros. Esses estudos são feitos por meio de observação e experimentos laboratoriais, por exemplo. Começa de um ponto específico (uma espécie animal ou vegetal) da rede de interações ecológicas e vai ampliando os estudos, para observar todas as interações ligadas a esse ponto inicial.

O professor Kleber Del-Claro, do Instituto de Biologia da UFU, desenvolve estudos em ecologia comportamental e está na categoria 1A de pesquisadores do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Del-Claro explica que os experimentos no campo e laboratório tentam demonstrar se o comportamento do animal aumenta ou diminui seu valor adaptativo. Isso é o que “capacita esse animal a sobreviver por mais tempo e deixar uma descendência maior no ambiente”, diz o professor.

E como as abelhas e o Rio São Francisco são exemplos disso? “A rede de interações que acontece dentro das Veredas do Cerrado mantêm os polinizadores que sustentam as plantas; elas, por sua vez, têm as raízes que seguram a terra e impedem o assoreamento, mantendo as nascentes de água sobrevivendo e nutrindo os grandes rios, como o São Francisco”, afirma Del-Claro.

A pesquisa na UFU

De acordo com o professor Del-Claro, na UFU, a pesquisa é focada em observar as interações que acontecem no Cerrado. Um dos locais de observação e experimento é a Reserva Ecológica do Panga, uma área adquirida pela UFU, em 1986, e logo transformada em espaço de reserva.

As aulas de campo são etapas que compõem o estudo de ecologia comportamental (Foto: Arquivo do pesquisador)

Além dos campos, as observações e os experimentos são feitos também em laboratórios na UFU. A criação de colônias de formigas e de variados insetos, além de observações e fotografias em lupa são exemplos disso.

Entender uma rede de interações exige estudar cada ponto dela. Para pesquisar uma grande área é preciso reunir forças: de alunos da graduação até pós-graduandos e professores. Graduandos, por exemplo, podem pesquisar como acontece a polinização de uma planta. No mestrado, é possível estudar a rede de polinizadores dela. Já no doutorado, observar como diferentes redes estão interconectadas em uma comunidade inteira. Como resultado, é possível a reunião de todos esses estudos em artigos científicos que, posteriormente, podem ser publicados em revistas científicas.

Preservação ambiental

Já que a natureza funciona como uma rede, preservar um grande animal, como o lobo-guará, por exemplo, significa também preservar animais menores, como formigas. A área para manter salvo o lobo-guará é grande porque ele é o topo da cadeia trófica, ou seja, abaixo dele existem várias espécies vivendo no mesmo ambiente, das quais ele depende. Assim, ao procurar preservar o lobo-guará, a ideia é proteger todo um sistema maior em que ele está.

Nesse sentido, as pesquisas contribuem para esclarecer maneiras eficientes de preservar. “Desses estudos da ecologia de interações em redes, feitos por pesquisadores do mundo todo, saem muitas propostas de ação para preservação de determinados ambientes”, aponta o professor Del-Claro.

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