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18/07/2017 - 21:46 - Atualizado em 20/07/2017 - 08:27
Diplomacia científica e interdisciplinaridade são temas de mesas coordenadas por pesquisadores de Uberlândia
Reunião em Belo Horizonte acontece até sábado (22)
por Autor: 
Diélen Borges

Professores Ivan da Costa Marques (UFRJ), Carlos Henrique de Carvalho (UFU) e Luciano Mendes de Faria Filho (UFMG) participaram da mesa sobre diplomacia (Foto: Diélen Borges)

O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFU, professor Carlos Henrique de Carvalho, coordenou, nesta terça-feira (18/7), a mesa-redonda Diplomacia Acadêmico-Científica Brasileira e suas Relações com as Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, durante a 69ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Belo Horizonte. Completaram a mesa os professores Ivan da Costa Marques, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Luciano Mendes de Faria Filho, da UFMG.

Os debatedores falaram sobre a importância de se pensar diplomacia para além das questões econômicas, englobando também a ciência e a cultura. “É uma das dimensões fundamentais para a internacionalização da pesquisa brasileira”, disse Faria Filho. O docente da UFMG refletiu sobre os aspectos linguísticos que envolvem a produção e comunicação científica, especialmente o predomínio da língua inglesa. “Não dá para ser uma língua única. Tem coisa que não é possível dizer em inglês. Língua é componente substantivo da cultura”, declarou.

Marques criticou os rankings internacionais que classificam as universidades. Na maioria deles, as instituições brasileiras aparecem nas posições mais abaixo da lista, mas, segundo o professor da UFRJ, os critérios adotados - como número de prêmios Nobel na universidade - são fora da realidade dos países do hemisfério sul.

O representante da UFU, professor Carvalho, vinculado à Faculdade de Educação (Faced), defendeu a necessidade de se questionar “o que queremos com a política de internacionalização brasileira”. O pró-reitor falou sobre a criação e as mudanças em programas do Governo Federal como o Ciência sem Fronteiras, que neste ano passou a ser o Mais Ciência, Mais Desenvolvimento, sem que os pesquisadores e as instituições fossem ouvidos. “Programas são anunciados, mas não somos convidados [a construí-los juntos]”, afirmou.

Carvalho falou ainda sobre a forma como os recursos financeiros são consumidos pela ciência no Brasil. Segundo ele, a maior parte do orçamento é destinada às bolsas e poucos recursos são repassados para o investimento na própria pesquisa.

Interdisciplinariedade

Em outra mesa-redonda, nesta terça-feira (18/7), o professor Emerson Fernando Rasera, do Instituto de Psicologia (IP/UFU), comandou o debate sobre Caminhos para a Promoção da Interdisciplinaridade na Psicologia Social: por Práticas Decoloniais na Pesquisa.

Dolores Cristina Gomes Galindo (UFMT) falou em mesa coordenada por Emerson Fernando Rasera (UFU) (Foto: Diélen Borges)

Uma das debatedoras, a professora Luciana Kind do Nascimento, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC/MG), convidou o público para participar do XIX Encontro Nacional da Associação Brasileira de Psicologia Social (Abrapso), que acontecerá de 1º a 4 de novembro na UFU.

Também participaram da mesa as professoras Dolores Cristina Gomes Galindo, da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), e Claudia Andréa Mayorga Borges, da UFMG.

 

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