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10/08/2017 - 08:16 - Atualizado em 11/08/2017 - 15:56
Equipe da UFU desenvolve método para eliminação do Aedes aegypti
Segundo os estudos e testes realizados pela equipe do Laboratório de Inteligência Natural e Artificial, conjunto de ações pode evitar transmissão de patologias como zika, dengue e febre chikungunya em um prazo máximo de dois meses
por Autor: 
Hermom Dourado

Análise do ciclo reprodutivo do inseto foi parte fundamental para a elaboração do protocolo de combate. (Imagem: Pixabay)

Liderado pelo professor Luciano Vieira Lima – lotado na Faculdade de Engenharia Elétrica (Feelt) e que também atua em programas de pós-graduação da Faculdade de Educação (Faced) –, um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) afirma ter desenvolvido uma solução rápida e eficaz para eliminar o Aedes aegypti. “Tivemos como base os fundamentos de estudos realizados e aplicados com sucesso para a contenção da zika na Polinésia Francesa. Concluímos a pesquisa e testes de validação com um sistema que possui um protocolo de contenção e erradicação das doenças, um sistema computacional em nuvem e mobile para controle dos locais de riscos e uma armadilha para captura e aniquilamento do mosquito”, sintetiza Lima, que tem como principal colega nas pesquisas a doutoranda Nayara da Silva Costa Chiovato.

De acordo com o docente, tudo se baseia em medidas simples e praticamente sem custos que, caso aplicadas corretamente, irão eliminar o Aedes em até 60 dias. O protocolo está disponível gratuitamente para consulta em um site desenvolvido pelo aluno Vitor Ferraz do Amaral Mello, de Engenharia da Computação. Como o grupo ainda busca parcerias, este espaço virtual vem sendo mantido no ar graças a doações voluntárias que também são revertidas para o pagamento da hospedagem e do pessoal responsável pelo banco de dados e atualizações.

Resumidamente, a proposta da equipe da UFU é mudar o foco de combate à origem do problema. No lugar da preocupação com a postura e eclosão dos ovos e outras ações centradas no mosquito, as medidas têm como base a busca pela quebra do ciclo de realimentação das doenças. “Desta forma, em um ou dois ciclos de reprodução de Aedes, evitando o contágio das fêmeas pela picada em humanos doentes, erradicam-se focos da doença nas áreas que utilizarem o protocolo”, assegura Lima.

Ele informa, ainda, que estudos internacionais apontam o Brasil como o maior exportador de zika do mundo atualmente. A dinâmica ocorre da seguinte maneira: o brasileiro infectado viaja para outros países, é picado pelo Aedes local, o qual pica pessoas sadias que passam a se tornar doentes, as quais se locomovem, são picadas por outros Aedes de outros locais, fazendo que os vírus daquela e de outras doenças se espalhem em grande velocidade.

De posse de todos os dados que comprovam a ineficácia em curto prazo e o alto custo das políticas atuais adotadas pelo governo brasileiro nos esforços de enfrentamento às doenças provocadas pelo Aedes aegypti, os pesquisadores buscam também na iniciativa privada parceiros para a implantação do projeto: “Repassaremos sem custos todo o material explicativo e as orientações. Este conjunto de soluções pode viabilizar a empresa que adotar o sistema a fazer parte do consórcio mundial do combate à zika, angariando fundos da Organização Mundial de Saúde e do governo federal.”

 

Divulgação

Para fazer a apresentação e facilitar a compreensão do método, a equipe do Laboratório de Inteligência Natural e Artificial (Lina) disponibilizou no YouTube dois vídeos explicativos: Erradica Zika IErradica Zika II.

Também faz parte do trabalho do projeto a divulgação em todas as mídias que abram espaço para tal. O professor Luciano Vieira Lima comenta que recentemente concedeu uma longa entrevista ao programa “Intervalo de Aula”, da Faculdade Araguaia, de Goiânia, e que os resultados da pesquisa também foram apresentados em uma matéria veiculada pela TV Integração.

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