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05/10/2017 - 17:59 - Atualizado em 10/10/2017 - 08:44
Outubro Rosa: Campus Patos de Minas desenvolve projetos sobre câncer de mama
Novas estratégias e descobertas têm sido encontradas com técnicas de DNA
por Autor: 
Natália Spolaor

Pesquisas têm contribuído na busca de soluções para o combate ao câncer de mama (Foto: Thaíse de Araújo)

 

O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres em todo o mundo. Normalmente, a doença é diagnosticada em exames de rotina quando se percebe um nódulo na região dos seios. Entretanto, muitas vezes esses nódulos são tão pequenos que não são sentidos, causando a falsa impressão de que a mulher está saudável.

De acordo com dados da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (Iarc), órgão da Organização Mundial da Saúde, em seu último relatório publicado em 2012, a taxa de incidência desse tipo de câncer era de 1,6 milhão de casos entre mulheres, sendo considerada a doença que mais as mata no mundo.

Os avanços da biologia molecular e de técnicas mais sofisticadas permitiram que  genes e seus produtos fossem estudados para uma melhor compreensão das mais diversas patologias, incluindo o câncer. Pensando nisso, o grupo de pesquisa do Laboratório de Genética e Biotecnologia, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em Patos de Minas, desenvolve diferentes projetos voltados para o câncer de mama.

Coordenado pela professora Thaise Gonçalves de Araújo, o grupo conta com uma técnica de laboratório, alunos de iniciação científica do curso de Biotecnologia, discentes de mestrado e doutorado do campus. Uma das linhas de pesquisa diz respeito ao desenvolvimento da técnica do DNA recombinante, por meio da extração, amplificação e manipulação de porções do material genético.

Também são estudados os mecanismos celulares envolvidos na origem do tumor, para melhor compreender a doença. Para isso, são associadas pesquisas básicas e aplicadas juntamente com técnicas de engenharia genética, associadas à cultura de células que auxiliam nessa busca. Como explica a pesquisadora, “a complexidade dessa doença exige diferentes enfoques e, no nosso grupo, buscamos novos marcadores moleculares para o diagnóstico e acompanhamento das pacientes”.

O câncer de mama é um problema de saúde pública com um número crescente de pacientes. São esperados 20 milhões de novos casos para 2025, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Portanto, o autoexame, combinado com diagnósticos periódicos, é recomendado para detecção da doença, já que ela possui significativos índices de cura, que giram em torno de 95% quando descoberta precocemente.

Como conta a professora Thaise, o trabalho em conjunto tem garantido excelentes resultados e aberto caminhos promissores para novas pesquisas. “Quando pensamos no câncer de mama, necessitamos desenvolver novas estratégias, tanto para sua identificação quanto para informar ao médico quais as peculiaridades existentes, para que, assim, seja definida a melhor terapia. Além disso, entender essa doença também se torna interessante”, diz.

Uma pesquisa do Inca aponta que 66,2% dos casos são descobertos pelas próprias pacientes ao notarem alguma alteração na mama. O dado reforça a importância do autoexame e da observação das mudanças no corpo para a prevenção da doença, mas, principalmente, para a procura de tratamento e indicação médica. Essas mesmas orientações também são evidenciadas durante o mês de outubro, quando acontece o Outubro Rosa, uma campanha de prevenção ao câncer de mama.

 

Símbolo da campanha do Outubro Rosa (Foto:Pixabay)

Outubro Rosa

A campanha é uma iniciativa que começou no final do século 20, quando o laço cor de rosa foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990.

Posteriormente, a data passou a ser comemorada em todo o mundo, tendo todas as ações direcionadas para a conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce e para o alerta da grande quantidade de mortes relacionadas com a doença.

Para que a população se sensibiliza-se pela causa, as cidades eram enfeitadas com laços rosas, principalmente nos locais públicos. Posteriormente, surgiram outras ações como corridas, desfile de moda com sobreviventes, partidas de boliche, entre outras. A primeira iniciativa no Brasil foi a iluminação do Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, no dia 02 de outubro de 2002, sendo que o ato de iluminar locais de destaque no país permanece até os dias atuais.

 

Tratamento e prevenção

É importante que as mulheres façam um autoexame para averiguar se existem pequenas alterações mamárias. Caso haja a presença de algum sinal ou sintoma do câncer, como caroço fixo, endurecido e, geralmente, indolor; pele da mama avermelhada, retraída; alterações no mamilo; pequenos nódulos debaixo das axilas ou no pescoço e/ou saída espontânea de líquido dos mamilos, é recomendado procurar um serviço para avaliação diagnóstica.  Em casos em que é detectado o câncer, normalmente o tratamento consiste em uma cirurgia, juntamente com técnicas de radioterapia e quimioterapia.

Apesar de muitas vezes o câncer de mama não ter uma causa específica, algumas medidas podem ser tomadas. A principal maneira é ter uma alimentação saudável, balanceada e rica em alimentos de origem vegetal. É importante evitar embutidos e o consumo excessivo de carne vermelha. Além disso, a prática de atividades físicas e hábitos saudáveis contribuem para evitar a doença.

 

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