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20/10/2017 - 10:41 - Atualizado em 23/10/2017 - 17:00
UFU desenvolve pesquisas com produtos 'zero lactose' em Patos de Minas
Estudos sobre estas mercadorias cada vez mais consumidas estão sendo realizados por graduandos e mestrandos em Engenharia de Alimentos; convênio que será firmado com cooperativa vai possibilitar novos trabalhos
por Autor: 
Hermom Dourado

Bolsista de iniciação científica, Camila Alves Moreira faz parte do grupo de pesquisa orientado por Milla dos Santos. (Foto: arquivo pessoal)

 

Alunos dos cursos de graduação e pós-graduação em Engenharia de Alimentos, no Campus Patos de Minas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), estão atentos ao significativo crescimento do mercado de produtos alimentícios para fins especiais, com destaque para os lácteos sem lactose, destinados à população com intolerância a esse dissacarídeo.

De acordo com a professora Milla Gabriela dos Santos, responsável pela orientação das pesquisas com este foco, uma parcela considerável da população apresenta deficiência no processo de absorção daquele açúcar. “Isso ocorre pela produção da enzima β-galactosidase – o outro nome da lactase – em quantidade insuficiente para a digestão da lactose no intestino”, esclarece.

Um dos trabalhos atualmente em execução por acadêmicos de graduação é o de Camila Alves Moreira, matriculada no sexto período do curso e bolsista de iniciação científica pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Os estudos comparam propriedades dos iogurtes tradicionais e dos conhecidos como “zero lactose”, conforme relata a professora Milla: “os dois tipos são analisados do ponto de vista sensorial, físico-químico e microbiológico no decorrer da vida de prateleira, observando, sobretudo, o conteúdo de lactose. Isso é feito por meio de cromatografia líquida de alta eficiência.”

Já a mestranda Lilian Mayumi Kuribayashi vem desenvolvendo um projeto que visa à otimização do processo de hidrólise da lactose, a partir da imobilização da enzima lactase. Em busca da intensificação das pesquisas nesta área, a UFU e a Cooperativa Central Mineira de Laticínios Ltda. (Cemil), que apoia o curso de Engenharia de Alimentos desde sua criação em Patos de Minas, em 2011, estão acertando os últimos detalhes para a assinatura de um convênio.

 

Portas abertas

Milla dos Santos comenta que, tão logo a parceria seja formalizada, os projetos de pesquisa e extensão daquela unidade da UFU poderão ser desenvolvidos pelos alunos sob supervisão da instituição e nas dependências da Cemil, com fins de desenvolvimento tecnológico e científico.

Gerente da Divisão da Qualidade da Cemil, Amado Jésus Silva acredita que o estabelecimento de parcerias entre a indústria e a comunidade acadêmica tem uma importância valiosa para a sociedade. “Elas são muito produtivas e viabilizam a realização de pesquisas mais direcionadas e aprofundadas na prática em nível industrial, aumentando, assim, o campo de ação daqueles trabalhos científicos e tornando-os mais palpáveis”, aponta.

E prossegue: “além disso, o monitoramento destas pesquisas pela indústria em conjunto com a academia permite que as mesmas possibilitem aplicar e promover a elaboração de produtos e tecnologias que atendam aos anseios de uma sociedade bastante exigente em relação ao que coloca na mesa, seja em termos de qualidade, nível nutricional ou até mesmo para fins especiais.” 

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