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15/03/2018 - 15:14 - Atualizado em 19/03/2018 - 11:33
Cotas para pessoas com deficiência passam a vigorar na UFU
Pela primeira vez candidatos com alguma deficiência tiveram reserva de vagas
por Autor: 
Elainy Carmona

(Foto: Pixbay)

Cinco anos após a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) ter aderido às cotas raciais e sociais, a reserva de vagas para pessoas com deficiência entrou em vigor.  A decisão foi regulamentada através do decreto 13.409/16 que altera a lei de cotas (12.711/12) e começou a valer a partir do segundo semestre de 2017, pelo Sistema de Seleção Unificada (SISU), no entanto a UFU não abre vagas pelo sistema no meio do ano e a decisão foi cumprida à partir do processo seletivo do primeiro semestre de 2018.                 

A lei de cotas reserva metade das vagas das instituições de ensino para candidatos oriundos de escola pública. Essas vagas subdividiam-se, até então, para atender candidatos autodeclarados negros  (pretos e pardos) e indígenas com a renda per capita abaixo de um salário mínimo e meio. Outra porcentagem contempla alunos com tais características (negros, indígenas e de escola pública), mas sem a condição de renda. A partir do novo processo seletivo, passa a valer também a reserva para pessoas com deficiência.

Segundo o edital de ingresso específico, divulgado pela Diretoria de Processos Seletivos (DIRPS), pessoas com deficiências físicas, surdez ou deficiência auditiva, cegueira ou baixa visão, deficiência intelectual, transtorno e espectro autista serão contempladas pela nova modalidade, que reserva cerca de 2 a 6 vagas, dependendo do curso. O  candidato aprovado deve apresentar um laudo médico comprovando a deficiência.

 

Amparo

 

O Centro de Ensino, Pesquisa, Extensão e Atendimento em Educação Especial (Cepae) foi criado em 2004 buscando promover ações de acessibilidade para pessoas com deficiência. Um das coordenadoras do centro, Eliamar Godoi explica: “O Cepae atua no sentido de articular  políticas e ações de acolhida da pessoa com deficiência no sentido de colaborar, sobretudo, na perspectiva de didática e pedagógica para a oferta do Atendimento Educacional Especializado.”

Os estudantes com esse perfil podem se cadastrar no Cepae e caso tenham uma necessidade específica, no momento do cadastro é possível apresentar essa necessidade para que a universidade tenha a possibilidade de buscar soluções com o objetivo de amparar o estudante.

Além disso, a universidade oferece a bolsa acessibilidade, uma parceira entre a Pró Reitoria de Assistência Estudantil (Proae) e o Cepae. O benefício foi divulgado no EDITAL SEI Nº 1/20. Para solicitar a bolsa, o aluno deve estar cadastrado no Cepae e o valor pago durante o período letivo pode ser usado pelo estudante como melhor atendê-lo.

 

Assistência Estudantil  

 

Além da bolsa acessibilidade, estudantes da universidade podem solicitar as bolsas de assistência estudantil caso enquadrem-se no perfil socioeconômico. A moradia estudantil, por exemplo, possui dois apartamentos adaptados para cadeirantes.                           

O diretor de Inclusão, Promoção e Assistência Estudantil, Noriel Pereira explica que é de extrema importância que o aluno contate a universidade com antecedência caso possua alguma necessidade especial, no caso dos ingressantes. Assim que a matrícula for deferida já recomenda-se que contate a Proae para que a questão do estudante seja resolvida o quanto antes.   

 

 

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