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23/03/2018 - 11:44 - Atualizado em 23/03/2018 - 13:05
Presidente da Fapemig fala sobre novas estratégias para ciência frente a dificuldades financeiras
Em aula inaugural das pós-graduações da UFU, Evaldo Vilela abordou divulgação científica e transformações tecnológicas
por Autor: 
Daniel Pompeu (Estagiário de Graduação)

presidente fapemig aula inaugural

De acordo com o presidente da Fapemig, é preciso mostrar o valor da ciência considerando falta de prioridade dada à área (Foto: Milton Santos)

 

O presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), Evaldo Ferreira Vilela, ministrou a aula inaugural dos cursos de pós-graduação da Universidade Federal Uberlândia (UFU) nesta quinta-feira (22/3). O professor falou, entre outros assuntos, sobre o contexto, desafios e perspectivas da produção de ciência nas universidades.

Estavam presentes na mesa de abertura da aula o reitor da universidade, Valder Steffen Júnior; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação, Carlos Henrique de Carvalho; a diretora de Pós-Graduação, Eloisa Ferro; o diretor de Pesquisa, Kleber Del-Claro; e o diretor da Agência Intelecto, Thiago Paluma.

Frente às dificuldades de financiamento enfrentadas pelas pós-graduações e que têm afetado a própria Fapemig, Vilela reiterou que uma nova perspectiva pode ser adotada frente à situação. “É um momento muito rico para fazermos as mudanças que temos que fazer”. De acordo com ele, parte dessas mudanças significa estimular nos pesquisadores a priorização do conhecimento científico unido à resolução de problemas práticos que levem ao desenvolvimento do país.

O presidente da fundação ainda defendeu que o diálogo entre ciência e sociedade seja intensificado a partir das pós-graduações. Segundo ele, é importante que a população e seus representantes políticos entendam que a academia trabalha em prol de soluções para problemas reais enfrentados na atualidade. O ideal, de acordo com o professor, seria convencer os diversos setores da importância de um plano nacional de ciência, tecnologia  e inovação que resistisse financeiramente às mudanças políticas.

É o que reforçou a diretora de Pós-Graduação da UFU, Eloisa Ferro. “Acho que a gente precisa ter um mecanismo de comunicação melhor, mostrar que o que a gente faz realmente tem impacto na vida da sociedade.” Na esfera acadêmica, a professora disse que mesmo os trabalhos de ciência básica que não tenham uma aplicabilidade a curto prazo devem ter sua contribuição social explicitada pelos pesquisadores. “A ciência é feita para isso, para melhorar a vida das pessoas”, declarou.

Considerando um mundo em constante transformação tecnológica, Vilela também argumentou que a própria abordagem do conhecimento deve ser revista. “A referência não é mais o professor simplesmente. A educação deve dar ferramentas aos estudantes [para que explorem o conhecimento disponível]”. Ele falou sobre os jovens que conhecem apenas o mundo já conectado pela internet e que hoje ocupam os bancos das universidades. Num contexto em que a resposta da maioria das perguntas está a um smartphone de distância, as estratégias de busca e interpretação deste conteúdo podem ser mais importantes do que as próprias respostas.

Veja imagens da atividade na galeria do portal Comunica UFU.

 

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