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04/04/2018 - 10:08 - Atualizado em 10/04/2018 - 14:19
Estudantes podem contribuir para melhores condições de ensino e permanência
Das pesquisas científicas às políticas públicas, entenda a importância da Pesquisa Nacional do Perfil do Graduando
por Autor: 
Nasser Pena

Ser aprovado para um curso em uma universidade pública é aspiração de muitas pessoas no Brasil. Após a aprovação, um novo universo de possibilidades se abre. É possível mergulhar no mundo da pesquisa, estabelecer relações com a comunidade por meio da extensão universitária, participar de grupos de estudos, atléticas, projetos culturais, coletivos políticos etc. No entanto, a caminhada pela vida acadêmica tem seus altos e baixos. É na busca de compreender mais profundamente o cenário em que se encontram os estudantes de graduação da universidades federais brasileiras e das unidades do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) e do Rio de Janeiro (Cefet-RJ) que está em andamento a quinta edição da Pesquisa Nacional do Perfil do Graduando.

 

A pesquisa é gerenciada por uma equipe da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e coordenada pelos professores Leonardo Barbosa e Patrícia Vieira Trópia, vinculados ao Instituto de Ciências Sociais (Incis). “A pesquisa é muito importante porque a universidade só pode responder às reais demandas dos estudantes se ela os conhecer profundamente. Mais do que apenas sexo e idade, tem um conjunto de informações que a universidade precisa”, afirma Trópia.

 

A fase de coleta dos dados vai até junho de 2018 e nela se busca reunir informações sobre os estudantes que vão desde dados socioeconômicos até questões mais sensíveis, como a saúde mental e emocional. Ainda, cabe destacar que os dados disponibilizados pelos alunos têm seu uso restrito à pesquisa. “Embora ele vá digitar o CPF dele lá, ele não vai ser identificado. A pesquisa é completamente anônima”,  completa Trópia. O questionário é simples e para responder todas as questões leva-se, em média, cinco a seis minutos.

  

Os estudantes levam, em média, de cinco a seis minutos para responderem à pesquisa. (Foto: Milton Santos)

 

Essa é a maior pesquisa já realizada no Brasil sobre o perfil dos graduandos das universidades federais. Os dados coletados serão tratados e apresentados por meio de um relatório com cinco cadernos temáticos. Além disso, se as universidades tiverem uma participação efetiva, poderão ter o resultado da pesquisa em nível institucional. “Se tivermos uma participação pequena da UFU, a nossa universidade não poderá ser analisada isoladamente do todo”, afirma Trópia. Entre todas as instituições participantes, a UFU está na 13ª posição em relação à porcentagem de alunos respondentes. Esse ranking pode ser acompanhado em tempo real na plataforma on-line da pesquisa.

 

 

Por que participar?

 

Uma pesquisa como esta, de dimensão nacional, pode parecer algo distante do cotidiano dos estudantes. No entanto, os seus resultados podem ser utilizados para desenvolver projetos e ações pontuais e que afetam diretamente a vida dos graduandos. Desde questões básicas, como implementação e ampliação de moradias estudantis e restaurantes universitários, até construção de complexos esportivos, espaços e equipamentos culturais, creches e muitos outros. Para participar, basta acessar o site da pesquisa e responder ao questionário. É rápido, fácil e pode ajudar a construir uma universidade mais plural, acessível e inclusiva.

 

 

Aplicações da pesquisa  

 

Muito além da permanência, a pesquisa é uma rica fonte de dados que podem ter uso prático e científico. É em posse desses dados que a estudante de Ciências Sociais da UFU, Natália Dreossi, desenvolve seu trabalho de conclusão de curso (TCC). “Na pesquisa que faço para o TCC, os dados da pesquisa de perfil são essenciais. Uso eles para testar minhas hipóteses. Fiz um referencial teórico que discute as políticas de ampliação do ensino superior e uso os dados da pesquisa do perfil para ver a efetividade destas políticas. Certamente, o conteúdo da pesquisa do perfil dos graduandos é uma ferramenta importante e poderosa. Muitas vezes discutimos políticas com base em ‘achismos’, e os dados da pesquisa são uma ferramenta legítima para o conhecimento científico, acessível a gestores, pesquisadores, movimento estudantil e comunidade no geral”, afirma Dreossi.

 

Permanência

 

No contexto atual, com a consolidação de políticas públicas como as cotas sociais e raciais, a cara da universidade pública mudou rapidamente. Mais estudantes de baixa renda sentam nos bancos destas instituições, e as informações coletadas na pesquisa assumem importância acadêmica, prática e, até mesmo, política. “Se as cotas trouxeram para a universidade estudantes de baixa renda, é preciso pensar em uma política de permanência. A pesquisa nacional de 2014 mostrou que tem pelo menos um terço dos estudantes que vivem com até um salário mínimo per capita. Portanto, se eles tivessem que pagar a universidade, não estariam aqui”, afirma Trópia.

Nesse cenário, a pesquisa é importante para pensar políticas e ações de assistência estudantil e também para fortalecer e ampliar as que já existem, como o Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), que tem como finalidade ampliar as condições de permanência dos jovens na educação superior pública federal.

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