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23/05/2018 - 15:01 - Atualizado em 28/06/2018 - 13:00
Pesquisa de técnico da UFU aponta melhor forma de armazenar sementes de jenipapo
Trabalho de mestrado foi desenvolvido por Sebastião Alves Arruda, da Proplad
por Autor: 
Natália Spolaor

Pé de jenipapeiro em Uberlândia foi utilizado como matriz (Foto: Milton Santos)

Uma árvore que chega a 20 metros de altura com diversas utilizações. Sua madeira é empregada no paisagismo e na recuperação de áreas degradadas. Seus frutos verdes são eficientes na cicatrização. Com a polpa, é possível fazer doces, sucos, vinhos e licores. Do tronco, raízes, folhas e brotações são produzidos medicamentos para problemas estomacais e respiratórios. Com tantas finalidades, o Genipa americana L., popularmente conhecido como jenipapeiro, é muito comum nas zonas úmidas do Brasil.

Para preservar essa espécie, é necessário o armazenamento das sementes do jenipapeiro. Porém, elas não conseguem suportar grandes períodos em embalagens, tornando seus grãos improdutivos. Em busca de uma solução, o técnico Sebastião Alves Arruda, da Pró-Reitoria de Planejamento e Administração (Proplad) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), pesquisou em seu mestrado qual  embalagem permitiria uma conservação mais duradoura dos grãos de jenipapo.

Pesquisa foi realizada em um prazo de seis meses (Foto: Milton Santos)

A dissertação foi desenvolvida para o Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade Brasil, na cidade de Fernandópolis/SP, com orientação da professora Gisele Herbst Vazquez. Já o experimento foi realizado no Laboratório de Sementes, do Instituto de Ciências Agrárias da UFU, com o auxílio do técnico de fitotecnia do laboratório, Adílio de Sá Júnior.

Arruda conta que começou o mestrado em Ciências Ambientais por gostar da área agrícola e que recebeu apoio na UFU. “A pesquisa foi desenvolvida por afinidade. Os professores se dispuseram a me ajudar, o técnico do laboratório também. Já até plantei em beira de rio um pé de jenipapo”, relata.  

 

O experimento

 

Com o objetivo de avaliar qual a embalagem que conservaria as sementes de jenipapo por mais tempo e sem perda do potencial para plantação, foram escolhidos cinco tipos de embalagem: saco de papel, saco plástico, saco plástico com condição de vácuo, saco plástico com sementes revestidas com biofilme e saco plástico a vácuo com sementes com biofilme. Os períodos para avaliação foram de 15, 45, 75 e 105 dias.

A pesquisa durou seis meses, com início em dezembro de 2015 e término em junho de 2016. Para começar, foram selecionados 200 frutos. Em seguida, eles foram cortados ao meio, as sementes retiradas, lavadas com água, peneiradas juntamente com areia, lavadas novamente e colocadas para secar à sombra por sete dias. Depois, as sementes foram colocadas nas embalagens, armazenadas durante os dias programados e, posteriormente, plantadas.  

Cada fruto de jenipapo contem cerca de 50 a 80 sementes (Foto: Milton Santos)

Foram utilizadas oito mil sementes na pesquisa. Arruda conta que todos os dias era preciso acompanhar o desenvolvimento das mudas. “Eu ia ao laboratório cedo, pesava, media e marcava quantas e quais nasceram. Quanto mais tempo as sementes ficam armazenadas, mais demoram para germinar”, explica.

Ao final da pesquisa, concluiu-se que a melhor forma de conservar as sementes é armazenar em sacos de papel, já que somente as que estavam nessa embalagem conseguiram germinar após 105 dias. Quando comparada à porcentagem de germinação nos outros períodos, as que estavam no saco de papel apresentaram um índice maior.

 

A publicação

O artigo feito por Arruda foi publicado na Revista Bioscience Journal na edição de março/abril de 2018. Além disso, foi apresentado no Congresso Técnico Científico da Engenharia e da Agronomia (Contecc), na Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, no Belém/PA, em agosto de 2017.

 

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