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06/06/2018 - 15:24 - Atualizado em 07/06/2018 - 17:39
Estudantes da Eseba participam de escavação arqueológica
Atividade simulada envolveu conteúdos das disciplinas de História e Ciências
por Autor: 
Daniel Pompeu (Estagiário de Graduação)

estudantes eseba arqueologia

Estudantes investigam ossada enterrada no parquinho durante atividade (Foto: divulgação)

 

Quando alunos do sexto ano do Ensino Fundamental da Escola de Educação Básica (Eseba/UFU) foram informados que uma pulseira indígena havia sido encontrada enterrada no parquinho, mal sabiam da aventura arqueológica que começaria ali. A partir da descoberta, os jovens fizeram pesquisas, experiências e apresentaram suas conclusões sobre procedimentos arqueológicos e agentes decompositores aos colegas.

Mas o mistério não acabou por aí. Munidos dos novos conhecimentos, pincéis e pás, foram ao local da descoberta para investigar mais a fundo. Descobriram uma ossada de estatura baixa junto a chocalhos e uma boneca de palha. Todo o material encontrado pelas crianças foi fotografado e registrado em seus cadernos. Em seguida, a ossada foi levada ao laboratório de História para reconstituição e análise. Os alunos bolaram hipóteses para as origens da descoberta, que foram posteriormente compartilhadas com toda a turma.

estudantes analisam ossada

Análise em laboratório dos ossos encontrados (Foto: divulgação)

A atividade fez parte de uma simulação no contexto das disciplinas de História e Ciências, ministradas respectivamente pelos professores Christian Alves Martins e Katimila Guimarães Girotto. De acordo com Martins, a proposta era extrapolar os conhecimentos que podem ser adquiridos em sala de aula. “Além dos conteúdos da proposta curricular de História e Ciências, [os alunos] também tiveram contato com noções transdisciplinares de autonomia, organização, planejamento, investigação, observação, trabalho em grupo, registro e exposição oral”, explica.

Ainda segundo o professor, a escavação arqueológica no tanque de areia do parquinho evidenciou a importância de conceber diferentes espaços educativos no interior da própria escola. Martins coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas de Espaços Educativos Inovadores (Gepeei), que estuda iniciativas como essa. “O tanque de areia até então era apenas um tanque de areia, foi a partir da atividade que o espaço pôde se tornar um ambiente de aprendizado”, diz. O grupo reúne alunos da Eseba que podem refletir sobre este tipo de prática em seu próprio ambiente de ensino.

No âmbito das novas práticas de aprendizado da escola também foi promovido um encontro entre seus alunos e uma intercambista da Guiné-Bissau no final do ano passado. A estudante pôde compartilhar experiências de seu país de origem no contexto dos conteúdos Cultura Afro-Brasileira da disciplina de História.

estudantes reunidos com professores

Jovens reunidos com professores das disciplinas de História e Ciências (Foto: divulgação)

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