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11/06/2018 - 11:41 - Atualizado em 28/06/2018 - 12:52
Pesquisador da Rede de Biotérios de Roedores da UFU ganha prêmio internacional
Recebimento será em outubro, em Baltimore, nos Estados Unidos
por Autor: 
Fabiano Goulart

Médico veterinário responsável técnico e coordenador da Rede de Biotérios de Roedores da UFU, Murilo Vieira da Silva, ganhador do prêmio (Foto: Fabiano Goulart

 

No último dia 6 de junho, a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propp) recebeu a informação de que um pesquisador da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), foi o brasileiro vencedor do prêmio Iclas Travel Awards, concedido anualmente pelo Conselho Internacional para Ciência Animal de Laboratório (Iclas), com sede em Bruxelas, na Bélgica, a cientistas que apoiam o valor de estudos com animais de laboratório de alta qualidade, definidos geneticamente e microbiologicamente em pesquisas. “Esse prêmio nos dá a oportunidade de apresentar para a comunidade científica mundial o trabalho que desenvolvemos na Rede de Biotérios da UFU, o que confere distinção e reconhecimento internacional ao pesquisador e à instituição e mostra para o mundo que a Universidade Federal de Uberlândia se preocupa com o bem-estar de animais que estão sendo submetidos a pesquisas”, explica o ganhador do prêmio, o médico veterinário responsável técnico e coordenador da Rede de Biotérios de Roedores da UFU, Murilo Vieira da Silva. Além dos cuidados com a estrutura física das instalações e com o manejo para o bem-estar dos roedores, Silva ressalta, também, que a Rede da UFU procura sempre, por meio de métodos alternativos, utilizar o menor número possível de animais em experimentação.

Além do representante da América do Sul, um pesquisador da América Central e outro escolhido dentre os países que pretendem ingressar na Rede de Biotérios, receberão o prêmio. Como parte da premiação os pesquisadores recebem uma viagem para participar do encontro anual da American Association for Laboratory Animal Science Annual Meeting (AALAS) – maior congresso mundial sobre ciência de animais de laboratório – que, este ano, vai acontecer de 28 de outubro a primeiro de novembro em Baltimore, no estado de Maryland, nos Estados Unidos.

 

Rede de Biotérios de Roedores da UFU (Rebir-UFU), antigo Centro de Bioterismo e Experimentação Animal (Cbea-UFU), vincula-se diretamente à Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (Propp) (Foto: Fabiano Goulart)

 

A rede

 

A Rede de Biotérios de Roedores da UFU (Rebir-UFU), antigo Centro de Bioterismo e Experimentação Animal (Cbea-UFU), vincula-se diretamente à Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (Propp) e produz ratos e camundongos para pesquisas. A Rede atende, de forma gratuita, a toda comunidade acadêmica da UFU, previamente qualificada pela Comissão de Ética na Utilização de Animais (Ceua), da universidade, com o fornecimento de animais, estrutura física e insumos necessários à realização das pesquisas.  “É importante ressaltar que nos últimos anos a Propp vem apoiando sobremaneira as melhorias e manutenção da Rede e, por sua característica multiusuária, qualquer pesquisador da UFU tem acesso aos serviços prestados, através da solicitação disponível em nossa homepage”, afirma o coordenador Murilo Silva.

No ano de 2017 a Rede produziu e forneceu cuidados e insumos para sua manutenção de mais de 11 mil roedores, com qualidade certificada, para o desenvolvimento de diversas pesquisas, de diferentes unidades acadêmicas, no setor de experimentação do Biotério Central e demais Biotérios Experimentais membros da Rede.

Segundo o coordenador, a Rebir-UFU é cadastrada na Rede Nacional de Biotérios de Produção de Animais para Fins Científicos, Didáticos e Tecnológicos (Rebioterio), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – que tem o objetivo otimizar a produção de animais utilizados em experimentos científicos e está integrada, também, à Rede Mineira de Bioterismo, que reúne biotérios das Universidades Federais de Belo Horizonte (UFMG), Lavras (UFLA), São João del Rei (UFSJ), Juiz de Fora (UFJF), Ouro Preto (UFOP), Fundação Oswaldo Cruz, Fundação Ezequiel Dias e da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig). Internamente à UFU, a Rede atende às demandas de cursos de graduação e programas de Pós-graduação de diversas unidades acadêmicas, a exemplo dos institutos de Ciências Biomédicas (Icbim), Genética e Bioquímica (Ingeb), Biologia (Inbio), bem como das Faculdades de Medicina Veterinária e Zootecnia (Famev), Medicina (Famed), Odontologia (Foufu), Educação Física e Fisioterapia (Faefi) - dos campi de Uberlândia e Patos de Minas. “Os grupos de pesquisa usuários da Rede orientaram 623 alunos entre 2013 e 2016, com uma média de 16,4 orientados por docente, sendo 289 alunos de iniciação científica, 207 discentes de mestrado e 127 de doutorado”, ressalta Silva.

O coordenador explica, ainda, que os docentes responsáveis por estes grupos de pesquisa que utilizam as instalações e animais da Rede publicaram, nos últimos quatro anos, em média, 13,2 trabalhos científicos em periódicos indexados, bem como coordenaram ou participaram, no período, de, aproximadamente, três projetos com financiamento externo à UFU.

 

Rede de Biotérios de Roedores da UFU (Rebir-UFU, vinculada à Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (Propp), produz ratos e camundongos para pesquisas (Foto: Fabiano Goulart

 

Apoio a outras instituições

 A Rede de Biotérios de Roedores da UFU, destaca o responsável técnico, mediante demanda espontânea – e com aprovação pela Comissão de Ética no Uso de Animais das respectivas instituições –, forneceu animais e serviços para diversas instituições de ensino tais como as universidades federais Acre (UFAC), de Goiás (UFG), do Paraná (UFPR), do Triângulo Mineiro (UFTM), de Minas Gerais (UFMG), do Rio Grande do Norte (UFRN), para as estaduais de Minas Gerais (UEMG), Paulista (Unesp), de São José do Rio Preto, Universidade de São Paulo (USP), Centro de Biotecnologia e Terapia Celular do Hospital São Rafael da Bahia, para os centros universitários de Patos de Minas (Unipam), do Triângulo Mineiro (Unitri) e Universidade de Uberaba (Uniube), dentre outras instituições de pesquisa públicas e privadas de diversas áreas. Para a consecução desses objetivos, afirma Silva, a Rede de Biotérios de Roedores da UFU está cadastrada no Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) através do Cadastro das Instituições de Uso Científico de Animais (Ciuca) e, portanto, segue rigorosamente as recomendações legais da Lei Arouca – Lei 11.794 de 08 de outubro de 2008 – e demais decretos, resoluções normativas e regulamentações sobre os requisitos relativos à estrutura física de biotérios, em relação às quais a Rede de Biotérios de Roedores da UFU “encontra-se, de forma pioneira em conformidade”, finaliza Silva.

 
 
 
 
 

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