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02/10/2018 - 14:48 - Atualizado em 08/10/2018 - 17:35
Pesquisa sobre insuficiência cardíaca recebe menção honrosa em congresso
Estudo realizado no Hospital de Clínicas da UFU constata que pacientes devem mudar estilo de vida e alimentação
por Autor: 
Natália Spolaor

Participantes da pesquisa eram antendidos no Ambulatório de Cardiologia (Foto: Marco Cavalcanti)

Todos os anos, 50 mil pessoas morrem por complicações cardíacas no Brasil, segundo o estudo da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), realizado em 2015. Apesar das tecnologias já existentes, a estimativa é que 100 mil novos casos são diagnosticados a cada ano no país.

Dentre as doenças que afetam o coração está a insuficiência cardíaca, quando o órgão não consegue bombear sangue suficiente para o resto do corpo, provocando falhas no coração. Alguns fatores que estão relacionados com a doença são a quantidade de consumo de sódio e a aptidão cardiorrespiratória.

Com o objetivo de investigar o impacto desses fatores sobre a qualidade de vida dos pacientes diagnosticados com insuficiência cardíaca, o enfermeiro e pesquisador Omar Pereira de Almeida Neto, docente da Faculdade de Medicina (Famed/UFU), desenvolveu a pesquisa “Avaliação Longitudinal de Construtos Clínicos e Psicométricos em Pacientes com Insuficiência Cardíaca”.

O estudo faz parte de sua tese de doutorado, que foi realizada no Programa de Pós-Graduação em Atenção à Saúde pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), sob a orientação da professora Leila Aparecida Kauchakje Pedrosa. Já as análises clínicas aconteceram no Ambulatório de Cardiologia Amélio Marques, do Hospital de Clínicas de Uberlândia (HCU/UFU), com pacientes atendidos na própria localidade.

 

Desenvolvimento

Eletrocardiograma foi um dos exames realizados nos pacientes (Foto: Milton Santos)

No início, foram 108 participantes, com idade média de 66 anos. Por meio de exames de ecocardiograma, eletrocardiograma, aptidão cardiorrespiratória e consumo de sódio, foi analisado o comportamento dos sistemas cardiovascular e respiratório dos pacientes, já que ambos impactam no desempenho das atividades do dia a dia, influenciando a qualidade de vida.

Os atendimentos eram realizados no ambulatório do HCU, onde o pesquisador integrava uma equipe de estudo sobre cardiologia. Esse acompanhamento foi feito de forma longitudinal, ou seja, ocorreu de seis em seis meses, por um período de dois anos. O tempo foi um fator importante para o pesquisador compreender como se comportava o quadro de cada paciente.

“A gente abordava esses pacientes na sala de espera e o ambulatório, por já conhecer a gente, tinha um consultório específico. Antes do atendimento médico, eram aplicados os questionários e [a gente] fazia o controle de exames. Via no sistema os resultados se eram compatíveis com a evolução médica e com os instrumentos que a gente também aplicava na pesquisa”, afirma Neto.

Ao final dos dois anos de estudo, os resultados foram diferentes do que se esperava. Permaneceram 72 pacientes devido à ocorrência de internações e óbitos. Esse dado se apresentou maior do que o esperado, quando comparado com a literatura.

Para evitar essas internações e óbitos, os pacientes devem mudar o estilo de vida e a alimentação, pois quando esses fatores estão ruins, afetam o objetivo principal, a qualidade vida. “[O paciente] tem uma péssima aptidão cardiorespiratória, a mínimos esforços ele tem fadiga e cansaço. Quando o consumo de sódio está muito inadequado, tem muita alteração de eletrocardiograma e ecocardiograma”, explica.

 

Premiação

 

Em agosto deste ano, a pesquisa, que foi financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), foi premiada com menção honrosa no XXXVIII Congresso Norte-Nordeste de Cardiologia, que tinha como tema “Coração e Crescimento Sustentável”.

“Foi gratificante, já tinha tido essa experiência antes, mas não com um tema tão específico da área. Este ano o evento fugiu do tema doença, até por isso a pesquisa se encaixa no objetivo deles. Eles quiseram trabalhar estratégias multiprofissionais para que o paciente, tendo ou não doença cardíaca, tenha uma qualidade de vida”, diz Neto.

 

De volta à UFU

 

Com 27 anos, o pesquisador é um dos professores mais jovens na universidade, tendo terminado em 2013 a graduação em Enfermagem na UFU. Logo em seguida, Neto já começou a pós-graduação. “O pessoal até brinca, porque eu terminei o mestrado e o doutorado em quatro anos, porque no mestrado eu já desenvolvi minha pesquisa de doutorado. A gente fazia duas pesquisas concomitantes. O doutorado em si eu terminei em um ano e nove meses”, explica o professor.

Na época em que o pesquisador recebeu o título de doutor, era docente na Universidade Federal do Goiás (UFG). Porém, como desejava voltar para a UFU e atuar como professor, prestou o concurso na universidade e foi aprovado. “É gratificante estar na instituição que eu me formei em graduação e compartilhar espaço com pessoas que participaram da minha formação. Quando a gente entra na universidade é tudo muito grande, com esses professores doutores, mas as coisas vão acontecendo e, às vezes, a ficha nem cai que aconteceu tudo tão rápido e deu tudo certo”, conta Neto.

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