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05/02/2019 - 09:40 - Atualizado em 08/02/2019 - 18:46
Alunos de Engenharia da UFU criam projeto sobre veículos elétricos
Trabalho visa desenvolver motocicleta acessível para pessoas com deficiência
por Autor: 
Gabriela Francis

 

Alunos utilizam o laboratório da Faculdade de Engenharia Elétrica para desenvolver seus projetos (Foto: Alexandre Costa)

 

Estudantes do curso de Engenharia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) estão desenvolvendo, durante o primeiro semestre de 2019, um projeto que visa unir pesquisa, extensão e competição internacional para a produção de veículos elétricos inovadores.

O intuito principal de todas as vertentes do projeto é reunir, para a mesma equipe de alunos, algumas oportunidades que conciliem tanto a parte social quanto o contato com tecnologias e conhecimentos de países diversos, para que os estudantes se sintam mais motivados com a própria graduação. A equipe trabalha em um laboratório recém-iniciado para o projeto pela Faculdade de Engenharia Elétrica (Feelt).  

 

Pesquisa e extensão

 

O projeto de pesquisa, aberto a toda a universidade, está em trâmite para se tornar projeto de extensão e tem como objetivo criar uma motocicleta elétrica que facilite não apenas a acessibilidade, como também a permanência de pessoas com deficiência em diversos locais. “Hoje o que a gente mais tem são coisas que facilitam o acesso do cadeirante, não que viabilizem a permanência dele sozinho, que tragam uma independência”, explica o aluno de Engenharia Mecânica, e idealizador do projeto, Ruy Alves.

O protótipo se resume a um veículo motorizado que permite a acoplagem de uma cadeira de rodas à motocicleta, trazendo mais autonomia para o cadeirante realizar tarefas sem a ajuda de outras pessoas.

De acordo com o estudante, a pesquisa, baseada em projetos europeus, surge por meio da necessidade de promover maior inclusão social. “Todo mundo tem o direito de ir e vir, mas esse direito é adquirido”, enfatiza. Alves explica que atualmente os meios de acessibilidade disponíveis no mercado só facilitam a entrada em ônibus ou lugares específicos, e não a circulação em outras vias.

O projeto traz maior segurança e cumpre as normas de trânsito, entretanto, a principal intenção é proporcionar flexibilidade e facilidade para o cadeirante se adequar a qualquer meio a que queira ir, e não apenas uma cadeira de rodas que o permita transitar em setores públicos. “A pessoa acopla a cadeira de rodas no veículo que nós estamos projetando e vai aonde quiser, tudo com segurança e baixo custo”, acentua Alves.

O laboratório da FEELT onde desempenham as atividades dispõe de diversos equipamentos (Foto: Alexandre Costa)

 

Competição

 

A equipe de alunos da UFU também pretende participar da competição europeia Moto Student, que acontece em Aragón, na Espanha, a cada dois anos, na qual os alunos utilizam todo o conhecimento adquirido em pesquisa para construir um veículo elétrico.

O interesse pela competição surgiu devido ao fato de receberem motor elétrico e outros equipamentos de uma moto elétrica que possibilitam pesquisa e desenvolvimento do projeto almejado pela equipe, após pagarem o valor referente à inscrição, que custa cerca de R$ 10 mil.

Como precisam de parte desse dinheiro até 30 de março, para que a participação no evento competitivo seja possível, bem como para realizar outras operações no decorrer do estudo, os alunos estão arrecadando fundos financeiros de diferentes meios. Eles resolveram vender garrafinhas de água em pontos específicos da cidade, como semáforos de avenidas movimentadas, para garantirem uma maior visibilidade e arrecadação de fundos de forma rápida, uma vez que as outras formas de arrecadação - como patrocínios e financiamentos através da universidade - demandam mais tempo para serem disponibilizadas.

“Sabemos que esse é um meio muito utilizado, além de ser um jeito de ter acesso à população e poder expressar nosso trabalho, tanto que nós não estamos vendendo água diretamente, a água é um motivo para a abordagem. Todos são orientados a explicar o projeto”, conclui o estudante.

 

Alunos

 

A proposta foi resultado de um desejo de motivar os alunos de Engenharia a permanecerem na graduação, tendo em vista o alto índice de desistências dentro desses cursos, de acordo com levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com base em análise de dados do Ministério da Educação (MEC).

O processo seletivo para entrada de novos integrantes na equipe não será teórico, mas prático, desconsiderando o Coeficiente de Rendimento Acadêmico (CRA), com intuito de estimular a participação dos alunos, com a condição de que, dentre as horas dedicadas dentro do laboratório de pesquisa semanalmente, uma porcentagem seja para estudos da graduação.

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