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13/06/2019 - 16:33 - Atualizado em 05/07/2019 - 16:14
Alunos de Arquitetura da UFU promovem melhorias em casas
‘Renova Shopping Park’ reformará duas residências por meio de financiamento coletivo
por Autor: 
Lucas Augusto Ribeiro Souza

Imagem de como ficará o quintal depois da reforma - Foto: Divulgação

Alunos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade Federal de Uberlândia (FAUeD/UFU), membros do grupo de pesquisa e habitação MORA, estão com projetos de renovação no bairro Shopping Park, em Uberlândia, onde já foram feitas oficinas de paletes e plantio de muda de plantas. O próximo passo do projeto é a reforma dos quintais de duas casas.

A ação surge do projeto de pesquisa que existe desde 2016 e é feito pelo núcleo de pesquisa composto por professores e graduandos com intuito de desenvolver a resiliência no bairro através, principalmente, de coproduções.

“Já fizemos ações de plantio de mudas no bairro todo, ações para descobrir o que os moradores mais sentiam falta no bairro, quais eram as principais necessidades deles -  tanto no bairro quanto nas próprias casas - e a partir disso, de vários questionários que aplicamos, atendendo em média 120 famílias através dessas ações, englobando workshops, questionários e reuniões. Assim, surgiu a ideia de poder fazer alguma coisa mais prática, aplicando o conhecimento que a gente tem de arquitetura com o conhecimento dos moradores”, conta Natália Fleury, estudante do 9º período de Arquitetura da UFU e bolsista de Iniciação Científica do projeto.

Agora, o grupo MORA conta com uma página no site Catarse, espécie de ‘vaquinha’ virtual, onde as pessoas podem contribuir com doações financeiras a partir de R$ 10 até que arrecadem o valor estimado na meta colocada na página do site. Camisetas promocionais, cartazes e pôsteres estão disponíveis no Catarse como recompensa para as doações. Os interessados podem contribuir aqui.

A escolha das casas

Fleury explica que a escolha das duas casas se deu de acordo com a disponibilidade dos moradores e do interesse deles em participar das atividades propostas pelo MORA:

“Essas duas moradoras se apresentaram mais propícias a fazer essa mudanças nas próprias casas. A partir disso, estamos planejando fazer toda a reforma do quintal. Estamos agora no momento de arrecadar fundos para essa ação, que é onde fizemos o financiamento coletivo no Catarse. Conseguimos o apoio de dois artistas locais para incentivar também essa questão do acesso à arte junto também com o acesso ao conhecimento técnico disponibilizado por nós do núcleo.”

Quintal de uma das moradoras - Foto: Natália Fleury

Por ser um projeto de extensão, o contato com os moradores é reafirmado por um grupo mantido entre os alunos do projeto e os moradores do bairro. Tudo é pensando em conjunto com eles. Até o nome, Renovando Shopping Park, foi escolhido e discutido pelos moradores, reforçando esse vínculo entre os moradores e a universidade.

“Como o nosso principal ponto de atuação são casas de interesse social, e o Shopping Park  é um bairro que tem essa configuração, bem afastado, e sua consolidação a partir do programa Minha Casa, Minha Vida, foi a justificativa da escolha desse bairro para o projeto”, conta a estudante.

 

Mais sobre o projeto

O MORA conta com supervisão da professora Simone Vila e com a participação da Universidade de Sheffield, que se interessou pelo projeto e tem o apoiado desde o início. A professora responsável pelo intercâmbio entre as duas universidades é Fionn Stevenson e, em 2016, chegou a conhecer o bairro. A pesquisa do grupo já foi financiada pelo Santander no início e agora conta com o financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

A continuidade do projeto é observada por meio de questionários e de trabalhos de campo do grupo. Os alunos voltarão, no segundo semestre de 2020, ao bairro para ver as árvores plantadas na oficina de mudas.

A ‘vaquinha’ é flexível, mesmo com a meta do grupo de concluir o valor em julho para que já possam começar a compra dos materiais que serão utilizados. As casas estão previstas para serem finalizadas no fim do ano, entre novembro e dezembro. Por não terem mão de obra especializada, o grupo trabalhará em forma de mutirão com os moradores, sendo feita a reforma de uma casa por vez, com os moradores se ajudando e participando da reforma uns dos outros.

 

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