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31/10/2019 - 17:18 - Atualizado em 05/11/2019 - 08:27
Estudante representa a UFU em conferência no México
Evento se propõe a estudar as transformações da ordem econômica mundial
por Autor: 
João Pedro Rabelo

Esta foi a primeira participação da aluna Júlia Andrade, do curso de Relações Internacionais, em um evento internacional (Foto: Arquivo da pesquisadora)

A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) foi representada, entre os dias 14 e 15 de outubro, no evento “V Conferência Bienal da Rede Latinoamericana de Direito Econômico Internacional", que aconteceu na Cidade do México, no México. A conferência é um evento bianual e a última edição foi sediada pela Costa Rica. 

A finalidade é criar um espaço interativo de discussões sobre o papel da América Latina na economia internacional e reunir autoridades no assunto de diversas partes do mundo. Na ocasião, a estudante Júlia Andrade, do curso de Relações Internacionais, apresentou o artigo “O legado colonial do Direito Econômico Internacional: a ocultada colaboração brasileira em Breton Woods”, produzido com a parceria e orientação da professora Tatiana Squeff, da Faculdade de Direito (Fadir/UFU). 

O trabalho se propôs a debater a participação do Brasil na conferência de Breton Woods, de 1944, que segundo Squeff, definiu as bases do modelo neoliberal que se implantou no plano internacional ao final da Segunda Guerra Mundial. De acordo com a professora, a contribuição brasileira não é normalmente conhecida, apenas as atuações de Estados Unidos e Grã-Bretanha são lembradas, algo que “conduz ao que chamamos de sustentação da colonialidade no ambiente econômico global”. 

Andrade ressalta que à época, na conferência, o Brasil propôs uma importante cláusula, que foi aceita, e que definia “a flexibilização dos recursos disponibilizados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), para países que dependem da agroexportação, que exportam produtos primários. O argumento do Brasil para propor isso, explica a pesquisadora, foi o de que esses países "dependem muito de questões naturais e de oscilações de preços de mercado e por isso são mais suscetíveis a déficits nas balanças de pagamento”. 

Para Andrade, o evento foi uma oportunidade de conhecer a área que deseja atuar e reforçar a participação do Brasil em Breton Woods. (Foto: Arquivo da pesquisadora)

A discente ainda explica que a flexibilização proposta visava um estímulo ao comércio internacional, tendo em vista que “se esses países entrassem em déficit, eles começariam a retrair as importações de outros países, o que prejudicaria todo o sistema internacional”, conta Andrade. Essa cláusula ficou conhecida como “Waiver Clause” e foi elaborada por Otávio Gouveia de Bulhões, economista e advogado brasileiro (1906-1990). 

A participação no evento foi a primeira da aluna de relações internacionais apresentando uma pesquisa científica e a relevância do trabalho se dá numa dimensão em que existem poucos estudos com a abordagem que foi feita. Para Squeff, essa é uma oportunidade que alunos têm de ter uma “experiência internacional, promover a pesquisa e se envolver na área acadêmica”.

Andrade reconhece que o evento permitiu que ela descobrisse a área que deseja seguir na carreira. Além disso, foi uma chance de “conhecer várias pessoas de diferentes países, ter contato com várias culturas e mostrar que o Brasil teve uma atuação importante, mas que muitos não sabiam disso”, nas palavras da estudante.

 

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