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05/11/2019 - 14:01 - Atualizado em 11/11/2019 - 14:29
Animais mortos transformados através da arte da taxidermia
Conheça o trabalho do laboratório da UFU que visa a conscientizar sobre atropelamentos
por Autor: 
Portal Comunica
Por: 
Mateus Xavier*

 

O portal Comunica UFU publica nesta semana uma série de textos produzidos durante o curso de extensão de Divulgação Científica, promovido em outubro e novembro pela Diretoria de Comunicação Social (Dirco) e pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Os textos são de autoria dos alunos do curso, orientados por jornalistas da UFU que fazem parte da equipe de palestrantes. Este segundo foi escrito pelo estudante Mateus Xavier, do sexto período da graduação em Ciências Biológicas do Campus Pontal, orientado pela professora Kátia Gomes Facure Giaretta.

 

A Polícia Militar Ambiental é parceira do Laboratório de Taxidermia do Campus Pontal, onde o estudante Mateus Xavier (à direita) desenvolve suas pesquisas (Foto: arquivo dos pesquisadores)

 

Durante uma viagem de poucas horas por rodovias brasileiras é comum encontrarmos algum animal silvestre morto por atropelamento. Cachorros-do-mato, tamanduás e tatus estão entre as principais vítimas. 

A conversão da vegetação natural em áreas agrícolas e a expansão da malha viária têm contribuído para um aumento no número de atropelamentos de animais silvestres. Essas perdas podem causar a extinção local de algumas espécies. 

Medidas de proteção, como a construção de passagens de fauna, e a educação ambiental de motoristas e futuros motoristas são importantes para reduzir o impacto das rodovias sobre a biodiversidade. 

Nesse sentido, a taxidermia, conhecida como a arte de “dar vida” à pele, representa uma estratégia de divulgação científica e conscientização que pode ser utilizada em projetos de extensão, com o objetivo de reduzir os atropelamentos de animais silvestres nas rodovias. 

A taxidermia consegue, por meio de diferentes técnicas, recriar e mostrar de forma bem natural um animal morto, sendo uma ótima ferramenta para educar e conscientizar sobre a importância da conservação da biodiversidade e os impactos das ações humanas, principalmente a quantidade alarmante de atropelamentos. 

Exposições de animais silvestres taxidermizados como ferramenta de educação ambiental também contribuem para um maior conhecimento sobre os animais nativos da região, apresentando ao público informações sobre ecologia e manutenção da biodiversidade. 

A taxidermia ainda alcança outros objetivos, como recurso didático inclusivo para pessoas com deficiência visual, oferecendo a oportunidade de perceber, através do tato, como é a pelagem ou a dentição de um determinado animal. 

Existe um Laboratório de Taxidermia na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Em parceria com a Polícia Militar Ambiental, é feito um trabalho de recolhimento de animais atropelados, preparação das peles e montagem dos animais. O laboratório funciona no Campus Pontal, em Ituiutaba, e é vinculado ao Instituto de Ciências Exatas e Naturais. A coordenação é da professora Kátia Gomes Facure Giaretta.

 

Quem se inscreveu no curso de Divulgação Científica e está em outros campi, como Mateus Xavier, tem acompanhado os módulos pelo Youtube (Foto: Reprodução do Youtube)

 

*Mateus Xavier é estudante do sexto período da graduação em Ciências Biológicas do Campus Pontal e orientando da professora Kátia Gomes Facure Giaretta.

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