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29/11/2019 - 13:48 - Atualizado em 04/12/2019 - 09:05
Veja como funcionará a Rede de Laboratórios Multiusuários da UFU
Estrutura da Relam foi inaugurada e apresentada à comunidade acadêmica na manhã desta sexta-feira (29/11)
por Autor: 
João Pedro Rabelo

 

Relam encontra-se no prédio do Bloco 6Z, no Campus Umuarama. Em torno de 20 equipamentos serão utilizados em pesquisas científicas. (Fotos: Alexandre Costa)

 

As pesquisas científicas estão entre as principais atividades das universidades federais do país. Sejam elas das áreas das ciências humanas, exatas, biológicas e da saúde, essas pesquisas exigem que os espaços acadêmicos estejam equipados e forneçam o ecossistema necessário para o desenvolvimento e continuação de estudos científicos que possam mostrar à sociedade o que é feito dentro dos muros de uma universidade pública.

Pensar em um espaço de integração, com equipamentos de ponta alocados em um laboratório, que possam reunir os mais variados grupos de pesquisa pode parecer difícil, levando em consideração as especificidades de cada área do conhecimento, mas esse cenário está sendo construído na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Isso porque a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UFU inaugurou, nesta sexta-feira (29/11), a Rede de Laboratórios Multiusuários (Relam).

A rede tem por objetivo integrar equipamentos e grupos de pesquisa da universidade em um único espaço, administrado pela Propp. A Relam conta com uma estrutura física de dois laboratórios situados no Bloco 6Z, no Campus Umuarama. Nesses dois laboratórios estão alocados equipamentos de ponta usados em diversas pesquisas nas áreas de Citometria de Fluxo e Microscopia Avançada, Biologia Molecular, Análise de proteínas, Cultura e Criopreservação de Células. A inauguração da rede de laboratórios aconteceu na manhã desta sexta-feira, mas a criação do projeto se deu a partir da Portaria 432, em 16 de abril desse ano, e os esforços da equipe vinham acontecendo há cerca de um ano e meio.

O funcionamento da Relam está diretamente ligado à Propp como uma “facility”, um espaço multiusuário com sistema online de agendamento de equipamentos de forma transparente. Todos os materiais e equipamentos que se encontram vinculados à rede foram financiados por agências de fomento, como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), a empresa Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep) e projetos de incentivo, como o CT-Infra, para viabilizar a modernização e ampliação da estrutura dos serviços de apoio à pesquisa.

A rede atenderá a grupos de pesquisa de todos os campi da UFU e contará com uma equipe técnica especializada no funcionamento de cada equipamento, para auxiliar os trabalhos de pesquisa. Aos pesquisadores que desejarem fazer uso do espaço, será preciso realizar um agendamento por meio de um site que ainda será disponibilizado.

Murilo Vieira da Silva, presidente do comitê gestor da Relam, explica que a ideia da criação do setor partiu da experiência que a UFU teve com a Rede de Biotérios. “Nós tivemos que fazer várias adequações nesses biotérios, no início, que foram bastante onerosas. Por isso, a forma que a instituição entendeu que deveria se adequar da maneira mais racional foi integrando os biotérios em uma rede comum para todas as pessoas da UFU utilizarem”, conta. Essa ideia deu muito certo. A partir de então a gente começou a pensar sobre isso para os demais laboratórios, foi quando surgiu a Relam, para integrar esses equipamentos de alto valor agregado num único espaço”, acrescenta. 

Silva também explica que sempre existiram equipamentos multiusuários, pleiteados por editais do CT-Infra e do Finep, dentro da universidade em laboratórios ligados a unidades acadêmicas. A novidade, com a Relam, é a alocação desses aparelhos de uma forma integrada, em um prédio institucional, favorecendo a integração entre pesquisadores, reduzindo o custo de manutenção dos equipamentos e aumentando a produção científica. O valor agregado de toda a aparelhagem chega à casa dos R$ 4, 5 milhões. 

Microscópio confocal é um dos equipamentos utilizados em pesquisas de biologia molecular

Na inauguração da rede estiveram presentes o reitor, Valder Steffen Junior; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Carlos Henrique de Carvalho; e o procurador do Ministério do Trabalho, Eliaquim Queiroz, além de alguns membros do corpo acadêmico que auxiliaram na estruturação dos laboratórios, entre eles, os professores José Antonio Galo e Alberto Moraes, do Instituto de Ciências Biomédicas (Icbim), Matias Pablo Juan Szabó, da Faculdade de Medicina Veterinária (Famev), e Carlos Ueira Vieira, do Instituto de Biotecnologia (Ibtec).

Segundo Steffen, “o objetivo é fazer com que os equipamentos possam ser utilizados de maneira orgânica em benefício da comunidade universitária e, certamente, em benefício da sociedade brasileira”. O reitor também falou sobre a importância da ciência e da divulgação científica em informar e sensibilizar a população sobre os trabalhos que são realizados dentro da universidade. Por fim, salientou que, apesar das dificuldades financeiras que as universidades enfrentam, ainda foi possível chegar a um “benefício comum, significativo e bastante expressivo na UFU”. 

O pró-reitor Carvalho destacou que “a universidade ganha um acesso transparente a equipamentos de alto custo, que exigem a presença de técnicos altamente qualificados e que vai ampliar as pesquisas científicas para que a comunidade possa usufruir de todo o trabalho que foi feito”. O procurador Queiroz destacou o uso “louvável e com eficiência” de recursos públicos.

Na cerimônia de inauguração, o reitor, Valder Steffen Júnior, e o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Carlos Henrique de Carvalho, estiveram presentes junto à comunidade acadêmica

A coordenadora da Relam, Ana Cláudia Arantes, apontou para ao menos 60 projetos de pesquisa em andamento, envolvendo 22 pesquisadores, entre alunos de graduação, com projetos de iniciação científica e alunos de pós-graduação, com projetos de mestrado, doutorado e pós-doutorado em todos os programas da UFU. Em torno de 20 equipamentos estão alocados nos dois laboratórios do prédio, no Bloco 6Z. As técnicas Juliana Silva Miranda e Mariani Borges Franco são as responsáveis por auxiliar e supervisionar os trabalhos de pesquisa na Relam.

De acordo com Arantes, os trabalhos realizados pela rede de laboratórios são contínuos e desenvolvem pesquisas sobre câncer de mama e de próstata, análise de parasitos como o Toxoplasma gondii, o Leishmania sp., o Trypanosoma cruzi, que “são de suma importância para a saúde pública, no combate às doenças chamadas negligenciadas”, além da prestação de de serviços a análise de genomas, de DNA, para a perícia criminal da Polícia Civil, por exemplo.

Para a coordenadora, a Relam agrega para a sociedade com equipamentos de alta tecnologia que não deixam nada a desejar em relação a universidades estrangeiras, além de contar com um corpo técnico de excelência para lidar com todos eles. A relevância do setor, segundo Arantes, reside no desenvolvimento de novas pesquisas e gerenciamentos em saúde pública.

O presidente do comitê gestor, Silva, revela que foram gastos R$ 8.700 do catálogo da Pró-Reitoria de Planejamento e Administração (Proplad) para estruturar os laboratórios e R$ 43 mil com a instalação de ar condicionado e manutenção de equipamentos. “Tudo foi estruturado com a boa vontade e o espírito de cada uma das pessoas que participaram do projeto. Dado o benefício que a estrutura dará, é um valor relativamente baixo”, finaliza.

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