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24/06/2020 - 11:19 - Atualizado em 30/06/2020 - 12:16
Vencedores do Desafio Inovação UFU propõem automação do monitoramento de pacientes com Covid-19
Projeto que ficou em 1° lugar na categoria 'Discentes da Graduação' visa a reduzir a transmissão do vírus entre profissionais de saúde
por Autor: 
Amanda Marques

Entre outros prêmios, os vencedores ganharam apoio do Programa de Incubação no Centro de Incubação de Atividades Empreendedoras (Ciaem). (Imagem: Ygor Seiji)

No dia 12/06 foram anunciados os vencedores do Desafio Inovação UFU Covid-19. Ocupando o 1° lugar da categoria "Discentes de Graduação", o projeto “Automação da aferição de variáveis e sinais corporais de pacientes para monitoramento e previsão do quadro hospitalar” propõe um dispositivo eletrônico que automatiza a supervisão de sintomas e reduz o contato entre profissionais da saúde e pacientes com Covid-19.

A proposta foi criada pelos estudantes Arthur Borges, do curso Ciência da Computação, e Ygor Seiji, da Engenharia da Computação, e utiliza sensores para monitorar variações de sinais corporais de pacientes hospitalares. “A ideia do projeto foi pensada especialmente para o desafio. Porém, há bastante tempo, desenvolvemos habilidades em robótica, inteligência artificial e automação, adquiridas ao participarmos de competições, de pesquisas, do laboratório de robótica e afins”, explica Borges.

Os ganhadores foram premiados com apoio do Programa de Incubação no Centro de Incubação de Atividades Empreendedoras (Ciaem/UFU), certificado, troféu e apoio para participação em evento (inscrição e/ou transporte) até o limite de R$ 1 mil.

 

Automação, robótica e inteligência artificial 

Arthur Borges explica que, usando o dispositivo, os médicos e enfermeiros podem diminuir as visitas aos pacientes isolados, reduzindo, consequentemente, a possibilidade de contágio, uma vez que o dispositivo coletará variáveis e sinais corporais como temperatura, taxa de respiração, frequência cardíaca, entre outros. 

“O que nós pretendemos é proteger esses profissionais para que o nosso sistema de saúde não entre em colapso”, afirma Borges. “Acreditamos que nosso produto será bastante utilizado em hospitais para tratamentos de doenças que tenham uma alta taxa de transmissão e que requerem que o paciente seja isolado”, vislumbra.

Os estudantes também pensaram sobre conforto dos pacientes ao usarem o equipamento, que ficará externo ao corpo e não possuirá fios. “Queremos que, ao longo do tempo, o paciente se acostume e nem note o dispositivo, como se estivesse usando um relógio, por exemplo”, esclarece.

Além do dispositivo, o projeto também inclui um sistema integrado que permite que os médicos e enfermeiros monitorem os dados coletados pelo aparelho, por meio de um aplicativo compatível com computadores, smartphones e tablets. Os pacientes também poderão ter acesso às informações monitoradas, que serão disponibilizadas por meio de um cartão de memória, que armazenará todo seu histórico e evolução. 

O sistema enviará notificações inteligentes ao médico responsável, indicando melhoras e pioras de quadro, destacando os enfermos que necessitarem de maior atenção. Esse sistema inteligente também deve realizar previsões sobre o estado de saúde dos pacientes, o que será feito por meio de uma base de dados de diversos históricos, medições e estados de pacientes, construída já durante a fase de teste do projeto.

Borges destaca que o dispositivo eletrônico e o sistema integrado serão apenas uma ferramenta de auxílio para os profissionais da saúde, utilizada em casos em que o contato entre eles e os pacientes já é mínimo. “Nosso produto não é capaz de trocar o soro de um paciente, de explicar sua doença ou de lhe confortar em momentos difíceis. Nós vemos nosso dispositivo como um complemento, e não como substituto do trabalho e do contato humano”, observa o pesquisador.

 

Protótipo, testes e parcerias

Arthur Borges e Ygor Seiji já estão desenvolvendo o protótipo de seu projeto, realizando testes com os microcontroladores do aparelho e com a comunicação sem fio, enquanto aguardam a chegada dos sensores que encomendaram para dar continuidade ao modelo do equipamento. “Enquanto isso, estamos trabalhando em um site e em uma pesquisa para validar a ideia com nosso público-alvo”, afirma Borges.

Durante essa fase de testes, o projeto prevê uma busca de parcerias com hospitais da região para verificar se o dispositivo funciona de maneira adequada, faça medições precisas, comunique-se com o sistema principal, notifique informações adequadas e não seja desconfortável para o paciente, além de realizar a construção da base de dados para as previsões de melhora ou piora de quadro.

Os estudantes estão abertos a propostas de parcerias, críticas e sugestões e se dispõem a esclarecer dúvidas. Interessados podem entrar em contato pelo e-mail arthurbd@ufu.br ou abrothguer@gmail.com.

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