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30/07/2020 - 21:42 - Atualizado em 31/07/2020 - 11:30
Sobre o que é comum
O respeito à civilidade
Por: 
Walleska Bernardino Silva e Franciele Queiroz da Silva

Por Isabelle Florêncio

 

George Floyd foi assassinado em 25 de maio, nos Estados Unidos da América (EUA). George era um ex-segurança negro e Derek Chauvin, um policial branco. Após o primeiro supostamente comprar um cigarro com uma nota falsa de $20, a polícia o teria abordado, asfixiando-o ao se manter em cima do homem, que dizia “eu não consigo respirar” até não ser capaz de emitir som algum. Foram 8 minutos e 46 segundos sobre o pescoço de George.

João Pedro Mattos, 14, foi atingindo por um tiro de fuzil em 18 de maio, aqui no Brasil. O adolescente estava na casa dos tios quando a polícia começou a operação, disparando 60 tiros e acertando um nas costas do garoto.

Em 2012, outro adolescente negro de 17 anos morreu a tiros pelo vigia George Zimmerman, na Flórida, quando estava indo visitar seus parentes em um condomínio fechado. Philando Castile foi baleado e morto em 2016 pelo policial Jeronimo Yanez, acusado de homicídio, mas absolvido um ano depois. A policial Amber Guyger entra no apartamento do jovem Botham Jean por engano, o matando a tiros por pensar que se tratava de um ladrão.

Todos os casos trazem um enredo diferente, com personagens semelhantes. O movimento #BlackLivesMatter (Vidas Negras Importam) vem ganhando destaque estável nas redes sociais e os protestos vêm envolvendo diversas figuras públicas e internautas. Como dito pela artista Taís Araújo, “Gente não é número. Gente tem nome, tem vida, tem história”. O caso de George Floyd se tornou mais um exemplo, mas os manifestos por sua causa duraram dias.

Isabelle Alves Florêncio, 14 anos, aluna do 9ºB da Escola de Educação Básica da UFU

“Me chamo Isabelle Alves Florêncio, tenho 14 anos e estou cursando o 9° ano. Estudo na mesma escola desde os 5 anos; gosto de ler, ouvir música e brincarcom a minha cadela. Também adoro fazer conta, escrever e estudar história em geral.”

 

Você sabia?

O movimento antivacina e a disseminação de notícias falsas

 

Foto: Alexandre Costa

 

Por Anne Gabrielle Martins de Souza

 

Estamos vivendo um período em que a pandemia da Covid-19 é o assunto mais comentado na nossa sociedade. No entanto, não podemos esquecer que outras doenças nos afetam também, como são os casos do sarampo e da poliomielite; estas são doenças que podem ser evitadas se tomarmos os devidos cuidados, principalmente se nos vacinarmos corretamente. Como nem tudo são flores, as campanhas de vacinação nem sempre alcançam a meta de vacinação necessária para o público-alvo, muitas vezes porque as pessoas esquecem de tomar a vacina, mas, também, em alguns casos, por acreditarem que ela não é algo que funciona.

A informação de que a vacina não é eficaz é mentirosa e pode causar o retorno de doenças já erradicadas ou outras complicações. As pessoas que possuem essa crença são consideradas membros do movimento antivacina, ou seja, indivíduos que não acreditam na eficácia das vacinas. O movimento tem crescido a cada dia mais e está se tornando cada vez mais presente na nossa sociedade.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a vacina é a forma mais eficiente de prevenir uma série de doenças. Dados apontam que a medida é responsável por evitar, atualmente, de 2 a 3 milhões de mortes por ano. Apesar de já existirem aqueles que não acreditavam ou desconfiavam da eficiência das vacinas, a comunidade médica acredita que houve um estopim para o surgimento desse movimento.

De acordo com o site Guia do Estudante, “em 1998, o médico britânico Andrew Wakefield publicou um estudo em uma respeitada revista científica, a Lancet. Nele, Wakefield relacionava a vacina tríplice viral, que previne contra a caxumba, o sarampo e a rubéola, ao autismo. Das 12 crianças com autismo analisadas no artigo, oito teriam manifestado a doença duas semanas depois da aplicação da vacina. A teoria era de que "o sistema imunológico havia sofrido uma sobrecarga com a imunização”. O site afirma, também, que “um tempo após a publicação, o estudo começou a ser questionado. O médico estava envolvido com advogados que queriam lucrar a partir de processos contra fabricantes de vacinas. Além disso, ele utilizou dados falsos e alterou informações sobre os pacientes”.

Mesmo depois do estudo ser refutado pela comunidade médica, revelando que era falso e que não se poderia confiar nele, as pessoas citam o estudo relacionando com as vacinas de um modo geral. As consequências desse movimento nos atingem todos os dias, com os pais de crianças que não vacinam seus filhos (muitas vezes, acreditando nas fake news espalhadas nas redes sociais, como o WhatsApp e o Twitter), auxiliando o retorno de doenças que tinham “sumido do mapa”. A OMS declarou que os surtos de sarampo que estão ocorrendo se devem à falta de cobertura da vacina em certas regiões. Aproximadamente 110 mil pessoas morreram por causa da doença em 2017, mesmo com a existência de uma vacina considerada por profissionais da saúde como segura, eficaz e acessível.

Muitos acreditam que quando optam por não vacinar seu(s) filho(s) ou a si mesmo é uma decisão individual e só irá sofrer as consequências aquele que não tomou a vacina, mas tal crença trata-se, na verdade, de uma desinformação. A partir do momento que as crianças não são mais vacinadas é criado um grupo de risco. As crianças, como portadoras de agentes infecciosos, acabam propagando para outros grupos que serão ameaçados a contrair alguma doença; são eles, os que escolheram não tomar vacinas, mas também aqueles que, por algum motivo, não podem tomar.Aqueles que não podem tomar a vacina geralmente são aqueles que ainda não têm idade para se vacinar contra determinadas doenças ou aqueles que têm alguma deficiência imunológica.De uma forma geral, quanto maior for o número de pessoas que se vacinaram, mais seguro será para nossa sociedade. O fenômeno em que a maioria da população é vacinada controlando, assim, a disseminação de doenças e protegendo quem ainda não se vacina é chamado de efeito rebanho ou imunidade de grupo.

Os conhecidos como antivacinas apresentam diversos argumentos para explicar o porquê de não acreditarem na eficiência da vacinação. Para eles, o correto seria iniciar a vacinação quando o sistema imunológico estivesse mais ‘maduro’; também acreditam que as vacinas deveriam ser dadas uma de cada vez e que o tempo entre uma e outra deveria ser maior. Eles defendem que aplicar doses combinadas ou simultâneas causaria uma suposta sobrecarga imunológica. Segundo a OMS, as razões pelas quais as pessoas escolhem não se vacinar são complexas e incluem falta de confiança, complacência e dificuldades de acesso às vacinas; há também aqueles que alegam motivos religiosos para não se vacinarem ou não vacinarem seus filhos. Muitas vezes, os pais que não vacinam seus filhos pensam: “Afinal, por que vacinar meu bebê,  se não há casos da doença a mais de uma década?”. Isso pode até parecer mentira, mas, na maioria dos casos, a escassez da doença é motivo para a não vacinação.

Normalmente, as pessoas que são do movimento antivacina começaram a acreditar em conteúdos compartilhados nas redes sociais - em muitos casos, em fake news. Um exemplo é o conteúdo anti-vax, no Facebook, que adota crenças genuínas, incluindo a ideia de que a poliomielite não existe.A relutância ou a recusa para vacinar foi incluída pela OMS em seu relatório sobre os 10 maiores riscos à saúde global. Os movimentos antivacinação são extremamente perigosos, porque ameaçam reverter o progresso alcançado no combate a doenças evitáveis por vacinação, como sarampo e poliomielite. A OMS afirma, conforme já explicitamos, que “a vacinação é uma das formas mais eficientes, em termos de custo, para evitar doenças. Ela atualmente evita de 2 a 3 milhões de mortes por ano, e outro 1,5 milhão poderia ser evitado se a cobertura vacinal fosse melhorada no mundo.”

Como solução para esse problema, o professor Dr. Carlos Graeff Teixeira, do Grupo de Parasitologia Biomédica da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), sugere que os cientistas brasileiros acelerem um movimento de divulgação sobre a utilidade das vacinas, com informações científicas sobre os seus benefícios. A vacina é uma forma extremamente eficaz e importante para a prevenção de determinadas doenças. Nesse sentido, faz-se importante que todos entendam que, quando o indivíduo não se vacina, não é só ele quem sofre as consequências, mas, sim, todos aqueles que estão em grupos que não podem tomar a vacina. Para que isso mude, diversas medidas deveriam ser tomadas, entre elas e, principalmente, interromper disseminação de notícias falsas sobre vacinas.

Anne Gabrielle, 14 anos, Eseba/UFU

“Adoro dançar com minhas amigas, escutar música, ver filmes e jogos de cartas de baralho. Prefiro ver filmes de ação e que contam histórias sobre assuntos importantes para a sociedade, como o feminismo, o antirracismo, as revoluções etc. Recuso-me a assistir qualquer filme que tenha algum teor de terror. Vou assumir: sou muito medrosa pra histórias que apresentam alguma casa abandonada e uma família boazinha procurando algum lugar para morar. Em relação à música, gosto de Djavan, gosto de MPB, sou uma super fã de Caetano Veloso e admiro algumas músicas e cantores do pop internacional, como Harry Styles, Lady Gaga, Katy Perry e Bruno Mars, além de gostar de música eletrônica. As minhas bandas favoritas são Skank e Queen. Já as minhas matérias preferidas são Matemática, Geografia e Língua Portuguesa.” 

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