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11/09/2020 - 18:06 - Atualizado em 11/09/2020 - 18:08
HCU-UFU participa da Campanha de Sobrevivência à Sepse
Profissionais são capacitados para aplicar intervenções diagnósticas e terapêuticas em curto prazo a partir da suspeita clínica da doença
por Autor: 
Portal Comunica UFU
Por: 
Juliana Valéria / Ascom HC-UFU

 

Conhecida como infecção generalizada ou septicemia, a sepse, é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção e é uma das principais causas de morte evitáveis no mundo. No Brasil, de acordo com o Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS), a mortalidade é de 44,8%.

Para diminuir esses índices, as equipes de saúde precisam travar uma corrida contra o tempo e a informação é a maior aliada. "Todas as instituições devem treinar suas equipes para reconhecer os primeiros sinais de gravidade da sepse, como: febre, queda da pressão arterial, aceleração do coração, respiração rápida, fraqueza, diminuição da urina, sonolência e confusão mental", explica a coordenadora do protocolo de sepse do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), Maria Márcia Caetano Silva.

O HC-UFU participa da "Campanha Sobrevivendo à Sepse", que consiste na execução de um protocolo assistencial gerenciado com base em oito intervenções diagnósticas e terapêuticas que devem ser seguidas em um prazo de seis horas, a partir da suspeita clínica da doença.

Com a adesão à campanha, foi criada em 2017, a Comissão de Vigilância Clínica de Sepse, composta por coordenadores de diversas áreas do hospital. "A finalidade é adequar o protocolo à realidade do HC-UFU, elaborando fluxos de atendimento aos pacientes, de coleta e realização de exames e de administração de antibiótico na primeira hora do diagnóstico", conta Silva.

A Unidade de Terapia Intensiva Adulto (UTI) foi a primeira a implementar o protocolo. Diariamente é feito o acompanhamento, o que possibilita a coleta de informações, a avaliação da adesão das equipes, além de alimentar o banco de dados do hospital e do ILAS.  Além da UTI Adulto, o protocolo já está implantado na unidade de Pronto Socorro Geral e em andamento no Pronto Socorro de Ginecologia e nas unidades de internação, Cirúrgica 2, Clínica Médica e Maternidade.  

E os resultados são positivos. A paciente J. S., 25 anos, é uma sobrevivente da sepse. Ela deu entrada no HC-UFU, no dia 3 de maio deste ano, com suspeita de Covid-19, precisou ser entubada e encaminhada para a UTI. O estado de saúde se agravou e logo foi identificado um choque séptico de foco pulmonar e urinário. O protocolo foi iniciado imediatamente à comprovação da infecção. A paciente recebeu alta do hospital no dia 17 de junho, após 46 dias de internação. "O diagnóstico e o tratamento rápido do meu quadro de infecção pela equipe da UTI salvaram a minha vida. Hoje estou bem e posso cuidar dos meus filhos", relata.    

Dia Mundial da Sepse

Com o objetivo de divulgar a importância da prevenção, identificação e tratamento precoce, o dia 13 de setembro foi instituído como o Dia Mundial da Sepse. O HC-UFU sempre prepara uma programação para marcar a data. Este ano, em virtude da pandemia do novo coronavírus, o evento será online. Além da divulgação da série de lives, promovida pelo ILAS, no CANAL DO YOUTUBE, a equipe do HC vai realizar duas lives, nos dias 28 e 29/9, com o tema "Sepse em tempos de Covid-19".

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