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11/09/2020 - 17:47 - Atualizado em 14/09/2020 - 13:47
Quem é o povo uberlandense?
A demografia de Uberlândia é o tema da última reportagem da série
por Autor: 
Jhonatan Dias

 

Torcida no Estádio Municipal Parque do Sabiá (Foto: Diélen Borges)

 

699.097: esse é o número estimado de pessoas em Uberlândia no ano de 2020, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cidade é a 30ª mais populosa do país e a segunda colocada em Minas Gerais. Esse tanto de gente é o que motiva as pesquisas da Demografia, área em que o economista Luiz Bertolucci se especializou no mestrado e doutorado. Atualmente, o pesquisador trabalha no Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-sociais da Universidade Federal de Uberlândia (Cespes/UFU).

Para entender as dinâmicas populacionais da cidade, o Cepes realiza pesquisas demográficas e sobre o mercado de trabalho, além de fornecer dados a respeito da economia regional. O Centro foi criado em 1977 e faz parte do Instituto de Economia e Relações Internacionais da UFU.

Bertolucci afirma que, em termos demográficos, Uberlândia sempre foi uma região de passagem. Você já deve ter ouvido a expressão popular ‘uberlandino’ para identificar as pessoas que moram por aqui há muito tempo. As estatísticas mostram que esse senso informal não está totalmente errado: o Censo Demográfico de 2000 apurou que os imigrantes eram mais de 50% das pessoas na região. Mas, anos depois, essas pessoas fixaram a residência aqui e, hoje, a maior parte da população corresponde aos naturais do município.

 

De acordo com Bertolucci, a concentração de pessoas em Uberlândia está na faixa etária entre os 20 e os 44 anos. (Foto: Milton Santos)

 

Para o demógrafo, a pirâmide etária da cidade tende a emagrecer na base e engordar no meio, porque a taxa de fecundidade tem caído em todo o país. Os casais estão tendo menos filhos, por isso, em longo prazo, haverá menos crianças na cidade. Como consequência, a estrutura etária na cidade se concentra dos 20 aos 44 anos, de acordo com o economista.

Bertolucci avalia, após realizar estudos com a equipe do Cepes, que o mercado de trabalho ainda não tem capacidade de absorção integral dos trabalhadores com nível superior. Eles acabam por buscar empregos em outras regiões, como as cidades de São Paulo e do Centro-Oeste. Ou seja, é um movimento de vai e vem: os trabalhadores de nível técnico e médio são atraídos pelas oportunidades daqui, enquanto os que têm graduação buscam empregos em outros lugares.

Essa onda é refletida nos números: em 2018, a média salarial dos trabalhadores formais era de 2,7 salários mínimos, e a taxa de ocupação estava em 35,1%, conforme o IBGE. “Uberlândia tem uma janela de oportunidade demográfica. Temos uma população em idade de produzir, trabalhar, gerar empregos, estudar e de se qualificar. É preciso que a cidade ofereça reais chances de inclusão dessa população no mercado de trabalho qualificado”, afirma Bertolucci.

Em 2020, o pesquisador estima que a população esteja crescendo entre 1,5% e 1,65 % ao ano. Há 20 anos, a taxa era maior: 3%. O número de idosos da cidade está aumentando, mesmo que em um ritmo menor. O que deve ficar na mente dos uberlandenses e dos gestores municipais, para Bertolucci, é: “Como essa população vai chegar no futuro? Com saúde? Com educação? O momento para se preocupar com a população de idosos é agora”.

 

Cientistas tiram dúvidas das pessoas em Uberlândia sobre saúde mental, no evento ‘Pergunte a um cientista’ realizado em setembro de 2018. (Foto: Marco Cavalcanti)

 

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