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21/09/2020 - 14:35 - Atualizado em 24/09/2020 - 16:41
Tirinha de professora da UFU se classifica em concurso sobre microbiologia
História sobre bactérias Gram-positivas e Gram-negativas ficou entre as 10 selecionadas pelo Instituto Butantã
por Autor: 
Julia Alvarenga

 

Tirinha de Ana Laura Grazziotin, classificada no concurso de Histórias em Quadrinhos do Instituto Butantã

 

Em concurso de Histórias em Quadrinhos, com o tema: Micróbios em Tirinhas, promovido no mês de agosto, pelo Instituto Butantã, através das redes sociais do MUSEU DE MICROBIOLOGIA, a tirinha da professora Ana Laura Grazziotin se classificou em quarto lugar.

Professora e pesquisadora visitante da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Uberlândia (Famev-UFU), Grazziotin faz parte da Liga Acadêmica de Bioinformática e Microbiologia (LABiM) e já trabalhava com divulgação científica por meio da arte, como poesias e ilustrações. O concurso foi uma oportunidade para estender esse trabalho por meio de uma história em quadrinhos (HQ). “A proposta foi transformar um assunto da microbiologia em um conteúdo simples, divertido, colorido e acessível ao público”, afirma a professora.

A tirinha intitulada "Clube Aquático Gram-Positivo" trata de forma cômica a técnica de coloração de Gram, utilizada para diferenciar bactérias Gram-positivas e Gram-negativas. Nessa técnica, as bactérias são coradas com violeta de metila ou cristal violeta e, em seguida, banhadas em iodo. Depois, são lavadas com um solvente orgânico, como o etanol, e é nesse momento que é possível diferenciar as bactérias: as gram-positivas permanecem coradas, enquanto as gram-negativas têm seu corante removido, pois possuem uma parede celular mais fina e rica em lipídios.

Na imagem, vemos as bactérias “tomando um banho” na piscina de violeta de metila e, por isso, coradas de violeta. O clube aquático representado na tirinha é exclusivo para bactérias Gram-positivas, mas há uma suspeita de uma bactéria Gram-negativa infiltrada. Para solucionar esse mistério, o guarda-vidas do clube dá um banho de álcool nos banhistas, revelando a bactéria Gram-negativa, pois ela teve o corante violeta removido de sua célula. Para alguns teóricos, existe diferença entre história em quadrinhos e tirinha, mas o concurso não diferenciou os termos, deixando os pesquisadores livres para submeter trabalhos que representassem ambos.

Grazziotin acredita que, apesar da ciência ser vista como um assunto complexo e difícil de entender, existem formas de levar esse conteúdo de maneira mais acessível para a população. “Gibis e histórias em quadrinhos são recursos populares e divertidos para usar na aprendizagem. Por meio deles é possível que conteúdos científicos consigam alcançar mais pessoas, não apenas por serem interessantes, mas também pela facilidade de compartilhamento das HQs nas mídias sociais e em sites”, comenta a professora.

 

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