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20/10/2020 - 14:08 - Atualizado em 22/10/2020 - 16:32
Você sabe o que é o exame de Papanicolaou?
Pesquisa de residente da UFU analisa conhecimentos e atitudes a respeito da prevenção do câncer de colo de útero
por Autor: 
Julia Alvarenga

No mês do Outubro Rosa, muito se fala sobre câncer de mama, mas e o câncer de colo de útero (CCU)? De acordo com o INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA), o câncer de colo de útero é o quarto mais comum entre as mulheres no mundo, com cerca de 570 mil novos casos anualmente. No Brasil, o CCU ocupa a quarta posição de mortalidade por câncer em mulheres, com uma taxa de 6,10/100 mil mulheres em 2018.

Taxas de mortalidade por câncer do colo do útero. Brasil e regiões, 1980 a 2018 - INCA

O exame de Papanicolaou, nome dado em homenagem ao inventor do exame, Georgios Papanikolaou, é um método para identificação do câncer de colo de útero. O Ministério de Saúde recomenda que o exame seja realizado em mulheres entre 25 e 64 anos, que já tiveram relações sexuais, faixa etária em que é mais comum o registro de CCU.

Esse tipo de câncer é uma neoplasia (tumor) de crescimento lento e considerado prevenível. Se o diagnóstico for feito na fase inicial, o tratamento será mais simples e as chances de cura mais altas. Porém, grande parte dos tumores continuam com diagnósticos tardios e, assim, altas taxas de mortalidade.

Em seu trabalho de conclusão de residência “O Exame de Papanicolaou: conhecimento e atitudes das mulheres a respeito da prevenção do câncer de colo de útero”, Letícia Mendes, formada na UFU, realizou uma pesquisa em Uberlândia com a participação de 38 mulheres. Aproximadamente 52% delas nem mesmo correlacionaram o exame de Papanicolaou com o rastreamento do CCU. “Muitas mulheres ainda acreditam que o exame é indicado apenas na presença de alguma alteração ginecológica (corrimento, odor, prurido, entre outros), ou seja, elas não procuram pela prevenção e promoção da saúde, mas pelo diagnóstico de alguma doença”, afirma.

Para combater essa desinformação, é preciso investir tanto na educação em saúde para as mulheres quanto na qualificação dos profissionais de saúde. “É necessário que o profissional de saúde forneça uma escuta ativa e qualificada, orientando a paciente quanto ao exame que ela vai realizar, o porquê deste exame, como é o procedimento, qual a frequência indicada, além de outras dúvidas que forem surgindo com o diálogo. Muitas vezes, a vergonha e o medo estão associados ao receio da exposição do corpo, posição de vulnerabilidade e julgamento por um terceiro, e apenas com um atendimento humano e acolhedor é possível romper essas barreiras”, diz Mendes.

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