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29/03/2021 - 13:06 - Atualizado em 06/04/2021 - 09:02
Cientistas apontam relação entre entrada de coronavírus no cérebro e redução de potássio no sangue
Artigo de pesquisadores da UFU e outras instituições foi publicado em revista internacional
Por: 
Diélen Borges

 

Os pesquisadores observaram os mecanismos de neuroinvasão, ou seja, as rotas de entrada do SARS-CoV-2 em neurônios (Foto: Pixabay)

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em parceria com outras universidades do Brasil e dos Estados Unidos, investigou a capacidade do coronavírus de invadir áreas do cérebro que regulam o equilíbrio hidroeletrolítico e podem estar envolvidas na redução dos níveis de potássio no sangue em pacientes com Covid-19. O resultado da pesquisa foi publicado na última sexta-feira (26/03) na revista internacional Neuroscience & Biobehavioral Reviews.

Os pesquisadores observaram os mecanismos de neuroinvasão, ou seja, as rotas de entrada do SARS-CoV-2 em neurônios do sistema nervoso central, que pode ocorrer diretamente pelo bulbo olfatório ou pela corrente sanguínea. Segundo o professor Robinson Sabino-Silva, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICBIM/UFU), o artigo mostra que a entrada do coronavírus em três áreas do cérebro (núcleo paraventricular, núcleo supra-óptico e órgão subfornical) se relaciona à redução de potássio no sangue. Essas áreas são responsáveis pelo equilíbrio hidroeletrolítico do nosso organismo. Elas fazem a regulação da quantidade de íons, como sódio, potássio e cloreto, no sangue. 

"O potássio é um mineral que carrega uma carga elétrica quando dissolvido no sangue e sua regulação é importante para o funcionamento das células, especialmente músculos, coração e nervos", explica o médico pneumologista Thúlio Marquez Cunha, da Faculdade de Medicina (Famed/UFU), que também assina o artigo. "Uma alteração nos níveis de potássio no sangue pode alterar a excitabilidade elétrica das células, desencadeando fadiga, câimbra e alterações no ritmo cardíaco e respiratório, o que prejudica a recuperação de pacientes com Covid-19", completa Cunha.

Além de Sabino-Silva e Cunha, outros dois pesquisadores da UFU participaram do estudo: Ana Carolina Gomes Jardim e Luiz Ricardo Goulart, ambos do ICBIM. Completam a equipe os cientistas Igor Santana de Melo e Olagide Wagner de Castro, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Wagner Luis Reis, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e Ashok K. Shetty, da Texas A&M University College of Medicine (Estados Unidos).

A revista Neuroscience & Biobehavioral Reviews tem alto fator de impacto: 8.339. Essa é a principal métrica de avaliação das revistas científicas e é calculada com base nas citações feitas à publicação. "Foi um dos trabalhos com a revista de maior fator de impacto que publicamos nos últimos anos", afirma Sabino-Silva.

A pesquisa é financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Teranóstica e Nanobiotecnologia e por doações dos Institutos Nacionais de Saúde e do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

 

A revista Neuroscience & Biobehavioral Reviews tem alto fator de impacto: 8.339 (Foto: Reprodução Neuroscience & Biobehavioral Reviews)

 

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