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01/04/2022 - 12:01 - Atualizado em 06/04/2022 - 12:36
Conheça a jovem cientista premiada que representará a UFU em feira nos EUA
Com estudo sobre uso do própolis no combate à doença periodontal, Maria Eduarda Ferreira já participou de dois eventos
Por: 
Túlio Daniel

Maria Eduarda Ferreira participa de pesquisas no Laboratório de Ensaios Antimicrobianos da UFU. (Foto: Arquivo pessoal)

Quando estava no segundo ano do Ensino Médio, em 2020, na Escola Estadual Professor José Ignácio de Sousa, Maria Eduarda Ferreira foi contemplada com uma bolsa de Iniciação Científica pelo Programa Institucional de Iniciação Científica do Ensino Médio (Pibic-EM), por convênio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Em junho do ano passado, ainda no Ensino Médio, Ferreira participou da segunda edição da Feira Brasileira de Jovens Cientistas (FBJC). Na ocasião, ela ganhou o Prêmio de Excelência em Pesquisa, ficou em segundo lugar na categoria de Ciências Biológicas e conquistou uma credencial para participar da 20ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace).

A Febrace aconteceu entre os dias 14 e 26 de março deste ano e, agora com 17 anos, a aluna ganhou outros dois prêmios e uma credencial para a Feira Internacional de Ciências e Engenharia Regeneron (Isef), em Atlanta, nos Estados Unidos, entre os dias 7 e 13 de maio. As novas premiações foram o primeiro lugar na Categoria Geral Ciências Biológicas e o prêmio da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq).

Da esquerda para a direita, Carlos Henrique Gomes Martins, Maria Eduarda Ferreira e Nagela Bernadelli apresentando a pesquisa na Febrace. (Foto: Arquivo pessoal)

 

A pesquisa

O estudo desenvolvido por ela teve orientação do professor Carlos Henrique Gomes Martins, do Laboratório de Ensaios Antimicrobianos (LEA) e do Instituto de Ciências Biomédicas (Icbim/UFU), e co-orientação de Nagela Bernadelli, biomédica e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Imunologia e Parasitologia Aplicadas (PPIPA/UFU), além de uma colaboração do professor Jairo Bastos, da Universidade de São Paulo (USP) e dos professores Ricardo Ambrósio e Rodrigo Veneziano, da Universidade de Franca (Unifran).

O principal objetivo foi a análise da atividade antibacteriana do própolis verde, um composto natural produzido pelas abelhas, para combater as doenças periodontais. Na cavidade bucal humana, encontram-se diversos sítios ecológicos, constituídos por milhares de bactérias, que podem causar doenças odontológicas graves, como cáries, doenças endodônticas e a periodontite.

Os diferentes tipos de tratamento de doenças periodontais levam à utilização de medicamentos empíricos, o que resulta na resistência das bactérias. Isso faz com que haja a necessidade de identificar novos compostos com potencial antibacteriano e, por isso, muito se tem estudado o uso do própolis, que é uma substância resinosa produzida a partir de brotos e flores com secreções salivares, ceras e pólens das abelhas.

Pesquisadores ganham prêmio na Feira Brasileira de Jovens Cientistas. (Foto: Arquivo pessoal)

A fim de avaliar qual a concentração que inibe o crescimento da bactéria, os pesquisadores adicionaram própolis nas bactérias estudadas e as deixaram em repouso por 72 horas. Após os três dias de observação, acontece a concentração bactericida mínima: com 32 horas em processo de incubação, é possível analisar se houve ou não o crescimento da bactéria.

Com os experimentos, foi possível identificar que todas as oito bactérias trabalhadas no estudo foram inibidas de crescimento, mostrando o quanto a atividade antibacteriana da própolis é eficaz frente a essas bactérias e como existem diversos produtos naturais que precisam e devem ser estudados.

Com as novas premiações, Martins destaca ainda mais a importância da Iniciação Científica no Ensino Médio: “Teremos a oportunidade de apresentar nos Estados Unidos o que o aluno do Ensino Médio realiza na Universidade Federal de Uberlândia. A UFU permitiu o uso dos laboratórios, e a bolsa [de Iniciação Científica] estimula que a gente possa receber esses alunos e que eles possam desenvolver [pesquisas] desde cedo, o que vai estimulá-los a continuar pesquisando quando fizerem uma graduação”.

Recentemente, já com o Ensino Médio concluído, Ferreira foi aprovada no curso de Física da USP, e ainda não consegue mensurar o impacto de representar a UFU em uma feira internacional. “Mais do que isso, vejo a importância de mostrar para o mundo a ciência jovem do Brasil, que a gente ainda está na luta, pela ciência que é tão desvalorizada. Apesar de tudo, estamos dispostos a ir e representar nosso país da melhor forma possível e, dessa forma, incentivar cada vez mais as atividades científicas”, conclui.

 

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