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23/01/2017 - 07:20 - Atualizado em 25/01/2017 - 15:42
Ansiedade afeta maioria dos graduandos da UFU
Pesquisa piloto embasou estudo sobre perfil dos estudantes das universidades federais de todo o país
Por: 
Hermom Dourado

O ingresso no ensino superior e a vivência acadêmica são um momento singular na vida do estudante. Mudanças significativas, novas experiências, a busca por realização profissional, o momento de saída da adolescência e a entrada na idade adulta, maior autonomia frente aos estudos e a própria vida. Esse verdadeiro turbilhão de fatos e emoções faz com que seja fundamental a preocupação com a saúde mental dos universitários.

Com base nesse entendimento, uma equipe de servidores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) realizou, em 2014, uma pesquisa piloto sobre o perfil dos seus graduandos, questionando-lhes sobre saúde e qualidade de vida – ambos temas de interesse e competência das políticas de assistência estudantil.

O trabalho foi tão representativo que embasou a realização um estudo em nível nacional (envolvendo as universidades federais), por meio do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Estudantis (Fonaprace), órgão assessor da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Foto: Marco Cavalcanti

Constatações

Psicóloga que atua na Divisão de Saúde (Disau), órgão subordinado à Diretoria de Qualidade de Vida do Estudante, da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Dirve/Proae), Michele Aparecida Xavier Falco informa que 19% dos 22.107 estudantes de graduação que responderam à pesquisa haviam procurado atendimento psicológico há mais de um ano; 7,8% nos últimos doze meses; e 4,5% estavam em acompanhamento naquele momento. “Além disso, 7,2% dos estudantes já tinham feito uso de medicações psiquiátricas e 3,2% estavam tomando remédios com esta finalidade”, revela.

A psicóloga explica que a pesquisa também buscou identificar as principais dificuldades pelas quais podem passar os estudantes. “Foi percebido que as de natureza interpessoal e psicológica afetam significativamente a vida acadêmica de 18,1% dos discentes que enfrentaram dificuldades de adaptação a novas situações, tais como cidade, moradia e distância da família. O índice dos que tiveram dificuldades em função do relacionamento familiar também foi de 18,1%. Já 16,6% apontaram problemas de relacionamento social e interpessoal; e 14,1%, em função de relacionamentos amorosos ou conjugais”, detalha, acrescentando que foram citadas também dificuldades significativas em função da vivência de situações de violência psicológica (3,8%), física (1,6%) e sexual (1,2%).

Outro aspecto relevante levantado junto aos graduandos da UFU dá conta de que 57,1% do total dos discentes entrevistados afirmaram ter sentido ansiedade ao longo dos 12 meses anteriores e que este fator interferiu na vida acadêmica. “Ainda neste tópico, insônia ou alterações significativas no sono afetaram 27,5% dos discentes; 18,2% alegaram ter sofrido com sensação de desamparo/desespero/desesperança; 15,3% sentiram tristeza persistente e a timidez excessiva foi o drama declarado por 12%. Outros empecilhos pessoais citados pelos estudantes: sensação de desatenção/desorientação/confusão mental – 14,4%; problemas alimentares (grandes alterações de peso ou apetite, anorexia, bulimia) – 9,5%; medo/pânico – 7,9%; ideia de morte – 4%; e pensamento suicida – 2,8%”, enumera Michele Falco.

Na avaliação da profissional, todos estes dados evidenciam a importância do cuidado da saúde mental do estudante universitário e a necessidade de que as instituições de ensino, por meio de suas políticas de assistência estudantil, possibilitem que ele seja escutado sobre o que o faz sofrer, como se sente e quais são os seus projetos de vida; bem como invista em ações que possibilitem novas e saudáveis formas de viver.

Ainda nesta semana, a próxima da série de reportagens que o Portal Comunica está produzindo – em parceria com a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis –, por ocasião da campanha “Janeiro Branco”, enfoca de que modo as dificuldades emocionais levantadas na pesquisa citada neste texto se relacionam com o cotidiano da vida acadêmica.

 

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