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29/07/2019 - 14:57 - Atualizado em 02/08/2019 - 16:04
Mulheres estudam mais que homens em Uberlândia
Estudo do Cepes/UFU mostra que 17,6% da população feminina têm curso superior contra 13,8% da masculina
Por: 
Matheus Maia

Foto: Marco Cavalcanti

 

A desigualdade no acesso à escola, segundo o sexo das pessoas, foi analisada no segundo volume da série “A Mulher no Município de Uberlândia-MG: Trabalho, Educação e Demografia”, desenvolvida pelo Centro de Estudos, Pesquisas e Projeto Econômico-Sociais da Universidade Federal de Uberlândia (Cepes/UFU). A pesquisa, que visa comparar o acesso a todas as etapas de ensino de homens e mulheres, foi coordenada pelo técnico Marcelo Lopes de Souza, mestre em Economia pela UFU, e foi dividida em três recortes: acesso das crianças em idade escolar; nível de instrução da população adulta acima de 25 anos e matrículas no ensino superior. 

A pesquisa aponta que o percentual de mulheres sem instrução ou com Ensino Fundamental incompleto em Uberlândia era inferior ao dos homens em 2010 (38,6% e 40,8%, respectivamente). O estudo mostra, ainda, que o percentual de mulheres com ensino superior completo em 2010 era de 17,6%, enquanto o de homens era de 13,8%.

 

Proporção de pessoas com 25 anos ou mais, por sexo e nível de instrução, em Uberlândia e no Brasil em 2000 e 2010 (Fonte: Cepes/UFU / Arte: Anna Cahuy)

 

A pesquisa aponta queda da participação das mulheres em áreas nas quais elas tradicionalmente são maioria, como “Saúde e bem estar social”, em que a participação caiu 6%, e de “Educação”, com queda de 3,2%. Houve aumento da participação feminina em áreas de tradicional presença elevada dos homens, como “Engenharia, produção e construção” e, principalmente, “Agricultura e veterinária”, com crescimento no número de mulheres de 4,8% e 7,4%, respectivamente.

 

(Fonte: Cepes/UFU / Arte: Anna Cahuy)

 

O curso de Medicina é a única exceção. De acordo com Marcelo Souza, como o percentual de participação passou de 60,4%, em 2010, para 48,4%, em 2017, poderia passar a ser considerado como um curso de participação intermediária baixa e não mais intermediária alta, como em 2010. De toda maneira, ainda seria um curso de participação feminina intermediária.

Souza afirma que as mulheres, de modo geral, têm melhores indicadores de acesso à educação do que os homens desde 1980. Porém, os dados mostram que há mais mulheres negras que não terminaram o ensino fundamental do que homens brancos. Entre os homens negros, o índice de não conclusão do ensino fundamental é ainda maior.

 

(Fonte: Cepes/UFU / Arte: Anna Cahuy)

 

O trabalho do Cepes tem como temática o panorama da mulher em vários segmentos da sociedade local e tem como objetivo, além de apresentar dados concretos, levantar discussões a respeito dos temas. Como fonte de dados, o pesquisador  utilizou o portal de Estatísticas de Gênero do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados do Censo Demográfico de 2000 e 2010, e microdados do Censo da Educação Superior (Inep) de 2010 e 2017. O terceiro volume da série trará dados demográficos relacionados ao gênero em Uberlândia. O trabalho é coordenado pelo economista Luiz Bertolucci Júnior, doutor em Demografia pela Universidade Federal de Minas Gerais.

Leia a pesquisa completa na página do Cepes.

 

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