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07/04/2020 - 14:11 - Atualizado em 07/04/2020 - 14:23
Jornalista formado pela UFU conta como é assessorar a Fiocruz
"Com a emergência de um novo vírus, todos temos muito a aprender", afirma Lucas Rocha
Por: 
Diélen Borges

Você sabe em quais áreas atuam os jornalistas? 7 de abril é o Dia do Jornalista e o portal Comunica UFU publica, neste mês, uma série em homenagem aos profissionais dessa área que se formaram em nossa universidade, trabalham aqui ou já contribuíram conosco.

 

A rotina de Rocha na Fiocruz envolve fazer clipping, reportagens sobre saúde e cobertura de eventos (Foto: Josué Damacena/IOC/Fiocruz)

 

Há sete anos, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) formava sua primeira turma de jornalistas. Entre eles estava Lucas Rocha, que hoje é repórter e assessor de imprensa do Serviço de Jornalismo e Comunicação do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), na cidade do Rio de Janeiro. 

Ele trabalha lá desde 2013 e, ultimamente, nós também temos visto a Fiocruz quase todo dia, em nossas telas informativas. Não é para menos: o contexto é de pandemia e a instituição é uma das mais importantes do mundo na área de pesquisa em saúde pública. E podemos aproveitar o Dia do Jornalista, 7 de abril, para entendermos o trabalho de um assessor como Rocha, que atua como uma ponte de comunicação entre a ciência e a sociedade. 

A Fiocruz é dividida em unidades técnico-científicas que fazem ensino, pesquisa, inovação, assistência, desenvolvimento tecnológico e extensão no âmbito da saúde. O assessor conta que cada unidade tem uma equipe de comunicação, que atua com autonomia, mas de forma integrada com a Coordenação de Comunicação Social da Fiocruz. Na equipe dele tem cerca de dez pessoas.

A rotina de um jornalista que trabalha em assessoria envolve uma atividade que, no jargão da comunicação, é chamada de clipping. Por exemplo, um assessor da Fiocruz, como Rocha, monitora os principais sites jornalísticos brasileiros e estrangeiros, com foco no noticiário de ciência, saúde e políticas públicas de interesse, e também as páginas e as redes sociais do governo brasileiro e de organizações internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS). 

"Em situações de crise, como a atual pandemia do novo coronavírus (covid-19), estabelecemos protocolos de monitoramentos temáticos que incluem a busca por artigos científicos de relevância nos principais repositórios de periódicos, incluindo plataformas pré-print, e revistas científicas", conta o jornalista.

Para que serve o clipping? "O monitoramento tem como objetivo municiar as ações de tomada de decisão estratégica, manter as fontes atualizadas para demandas de atendimento à imprensa e a própria equipe de comunicação alinhada e atenta para antecipar os próximos passos de desdobramento da crise em evolução."

Quem trabalha em assessoria também escreve. Além de fazer esse monitoramento, Rocha produz reportagens sobre saúde pública - com temas como dengue, malária, febre amarela, gripe e sarampo - e faz cobertura de eventos científicos e entrevistas com pesquisadores da Fiocruz. 

Perguntamos a ele por que seu trabalho é importante e ele respondeu que o jornalismo é fundamental para a construção de sociedades democráticas. "A divulgação científica realizada por instituições de pesquisa e universidades públicas tem diferentes objetivos. Eu destacaria três deles: passar o conhecimento adiante, dar respostas à sociedade sobre o que tem sido desenvolvido com o dinheiro público e despertar vocações para a formação de novos cientistas, uma profissão nobre que abrange as mais diversas áreas do conhecimento."

Oferecer à população informações com qualidade, apuradas com fontes confiáveis, é papel fundamental do jornalista, segundo Rocha, em um mundo que vive problemas como a disseminação de conteúdo falso, as chamadas fake news, e em que o conhecimento científico vem sendo desacreditado por movimentos como o antivacina. 

"Com a emergência de um novo vírus, como no caso do SARS-CoV-2, responsável pela pandemia da covid-19, todos temos muito a aprender. Cientistas, jornalistas, autoridades de saúde: todos estamos enfrentando um desafio muito grande. Diante de um vírus novo, para o qual ainda não há uma vacina ou tratamento específico e sobre o qual ainda pairam muitas lacunas no conhecimento, a informação em saúde é uma aliada fundamental."

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