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16/12/2020 - 17:31 - Atualizado em 17/12/2020 - 15:29
Estudo divulgado pela OMS analisa dificuldades com o ensino não presencial
Trabalho realizado em parceria entre a UFU e o IFNMG está publicado em site da Organização Mundial da Saúde
Por: 
Marco Cavalcanti

Estudo se baseou em um levantamento realizado no primeiro semestre de 2020. (Foto: Marco Cavalcanti)

 

Uma pesquisa realizada  pelo Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), investigou as expectativas de alunos de cursos técnicos e superiores quanto às possibilidades de ensino remoto durante a pandemia de Covid-19.

Os pesquisadores constataram que, além das dificuldades técnicas, referentes ao acesso e à utilização de tecnologias, outros fatores influenciam na desmotivação pelo ensino remoto. Eles vão desde questões sociais e familiares a psicológicas.

O artigo "Expectativas de Estudantes Brasileiros em relação à Aprendizagem a Distância e às Aulas Remotas durante a Pandemia da COVID-19" — originalmente publicado, em outubro, na Educational Scientes: Theory & Practic — foi divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em sua página de internet destinada à literatura global sobre a pandemia do novo coronavírus.

O estudo se baseou em um levantamento realizado no primeiro semestre de 2020 com a participação de 7.203 estudantes brasileiros (55,4% mulheres), entre 14 e 60 anos de idade, de 57 diferentes cursos técnicos (49,68%) e superiores (50,32%) da rede pública da região Sudeste do Brasil. Eles são de 27 cidades, sendo que Salinas, do interior de Minas Gerais, representou a maior incidência de participação (20,32%).

Em suas conclusões, os pesquisadores afirmam que “para se pensar em uma educação a distância de emergência é fundamental considerar o interesse dos alunos, as facilidades e dificuldades relacionadas à vida doméstica, a desmotivação diante de cenário tão difícil, as condições de uso e acesso às tecnologias de comunicação e a desmotivação para o desempenho das atividades produtivas”.

Os resultados da pesquisa demonstraram que há um interesse dos alunos em manter os estudos remotamente. “Mas esse interesse é inversamente proporcional às várias dificuldades de cada aluno, por exemplo, com relação à necessidade de atendimento psicológico, a residência no campo (área rural) e a incidência da infecção de Covid-19, ou seja, vai além da falta de acesso à internet e à baixa capacidade de utilização das tecnologias”, traz o artigo.

O docente Nilton Cesar Lima, da Faculdade de Ciências Contábeis da UFU, afirma que o estudo contribui para o entendimento de como se configuram a aprendizagem a distância e as aulas remotas durante a pandemia de Covid-19.

“Face ao atual momento educacional, os resultados encontrados revelaram a necessidade de visualizar tal prática com parcimônia e ponderação dada a complexidade do processo de ensino-aprendizagem, pois o contexto de inserção das práticas educacionais no cotidiano domiciliar do estudante — tendo em vista, inclusive, a disponibilização e atualização dos aparatos tecnológicos a serem utilizados — não são os únicos fatores que garantem a efetividade no processo de aprendizagem”, analisa Lima.

Conforme o docente, “os resultados evidenciam a necessidade de gerir os aspectos individuais e coletivos (psicológicos, sociais e econômicos) para reduzir as perdas educacionais, por exemplo”.

O artigo é resultado da parceria entre cinco pesquisadores do IFNMG - Gustavo Henrique S. de Souza, Wallas Siqueira Jardim, Geraldo Lopes Junior, Yuri Bento Marques e Rômulo Silveira Ramos - e Nilton Cesar Lima, da UFU.

 

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