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04/05/2021 - 15:32 - Atualizado em 04/05/2021 - 17:14
Especialista do HC-UFU destaca a importância do diagnóstico e do tratamento para o controle da asma
Dia Mundial de Combate à Asma é celebrado nesta terça-feira (04/05)
Por: 
Cristiano Sobrinho - Unidade de Comunicação Social HC-UFU/Ebserh
Por: 
Juliana Valéria (Unidade de Comunicação/HC-UFU)

Imagem: Freepik.com

Falta de ar, chiado (sibilos), sensação de aperto no peito e tosse são alguns sintomas da asma, uma doença inflamatória crônica das vias respiratórias, que atinge até 18% da população mundial. Considerada um problema de saúde pública, desde 1998, na primeira terça-feira de maio, é celebrado o Dia Mundial de Combate à Asma.

De acordo com a chefe do Serviço de Pneumologia Pediátrica do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU/Ebserh), Marina Melo Gonçalves, a asma pode se manifestar em qualquer idade. “Existem pacientes que apresentam a doença de forma bastante sintomática na infância, porém as crises param na adolescência ou idade adulta. O contrário também é verdadeiro: adultos que nunca tiveram crises ou sintomas da doença na infância podem apresentá-los posteriormente”, explica.

Apesar de ser considerada uma doença sem cura, ela pode ser controlada. Por isso, é importante ficar atento aos sintomas e procurar um médico para definir o diagnóstico. A pneumologista pediátrica comenta que o diagnóstico é feito por meio da identificação dos sintomas característicos, do exame físico, por exames de função pulmonar, como a espirometria, bem como exames de sangue, testes alérgicos e exames de imagem, como radiografia; todos definidos de acordo com o perfil e evolução da doença.

O tratamento é feito com medicações que ajudam na prevenção e no controle, sendo também importante a identificação de situações que podem levar a crises, como infecções virais, mudanças de temperatura, ou exposição a algum fator irritante.

Os especialistas alertam que a queda da temperatura contribui para o aumento dos casos de asma. “Durante as estações frias, nos abrigamos mais em ambientes fechados e, com isso, somos mais expostos aos vírus respiratórios que circulam nessas estações. Ao ter mais infecções respiratórias, o paciente apresenta, concomitantemente, maior número de crises. Além disso, a mudança de temperatura por si só pode funcionar como um irritante das vias aéreas, contribuindo também para o aumento das crises de asma no período mais frio”, esclarece Marina Gonçalves.

Para muitos pacientes, a doença apresenta caráter genético; ou seja, mesmo com uma vida saudável, pessoas com casos na família - principalmente, de pai e mãe -, podem apresentar a doença. No entanto, a asma pode ser controlada com o tratamento adequado.

O HC-UFU tem dois ambulatórios para tratamento de pacientes com asma. Crianças são atendidas no Ambulatório de Asma e adultos, no Ambulatório de Pneumologia. O hospital oferece, ainda, testes de função pulmonar e de alergias, importantes para o tratamento da doença.

 

Asma e Covid-19

Em tempos de pandemia do novo coronavírus, a Iniciativa Global para o Manejo e Prevenção da Asma (Global Initiative for Asthma - GINA) alerta sobre a necessidade de se manter um bom controle da doença com o tratamento medicamentoso - que não deve ser suspenso -, e dos cuidados ambientais. Além disso, reforça que pacientes asmáticos não são mais propensos a apresentar Covid-19 em relação à população não asmática. Outro dado importante é que as medidas de prevenção para Covid-19, como o uso de máscaras e álcool gel, reduziu as infecções por outros vírus no ano passado, diminuindo também as crises de asma associadas à infecção viral.

 

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