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01/06/2021 - 08:49 - Atualizado em 01/06/2021 - 11:05
Programa #ObraDoMês, do MUnA, busca ampliar relações entre comunidade e acervo artístico
Ação on-line começa nesta terça-feira (01º/06), nas mídias sociais do museu
Por: 
Beatriz Ortiz

Dinamizar o acesso do público às obras, criar vínculos entre comunidade e patrimônio e promover o reconhecimento da importância da coleção museal e da sua preservação. Esses são os objetivos do Programa #ObraDoMês, que se inicia hoje, 1º de junho, a partir das 18 horas, nas mídias sociais do Museu Universitário de Arte da Universidade Federal de Uberlândia (MUnA/UFU).

O programa apresentará, a cada mês, uma obra do acervo artístico do museu, oferecendo conteúdos semanais em torno dela, como: apresentação da obra escolhida, narração da sua história até chegar ao MUnA, descrição do processo de doação ou aquisição da obra pelo museu, leitura da obra permeada da biografia do artista, diálogos entre ela e outros trabalhos artísticos e conversas com convidados no formato de lives.

O museu já desenvolve ações para divulgar o acervo em seu perfil no Instagram e em sua página no Facebook desde abril de 2020, com a hashtag #AcervoMUnA, apresentando, até então, uma obra por semana. De acordo com Tatiana Sampaio Ferraz, coordenadora do Setor de Acervo e professora do Instituto de Artes (Iarte) da UFU, o novo formato é uma escolha editorial que busca “acompanhar o dinamismo das mídias sociais”, “aprimorar o relacionamento com o público” e “salientar os diferentes aspectos de uma obra”.

“Nós optamos pelo formato do Programa #ObraDoMês para promover um processo de imersão em relação às obras e aos artistas. Buscamos sensibilizar o público, convidando-o a evocar um olhar atento e criar um reconhecimento da coleção enquanto capaz de contribuir com a construção da identidade do sujeito e com o resgate da memória, compreendendo a cultura enquanto aspecto fundamental da comunidade”, complementa a integrante da equipe do Setor de Acervo do MUnA Laís Martins.

A pintura "Couple", de Lucy Citti Ferreira, mostra dois corpos se amparando.

'Couple', de Lucy Citti Ferreira, é a primeira pintura do Programa #ObraDoMês. (Imagem: Portal Acervo MUnA)

 

Arte, identidade, memória e comunidade

A formação da identidade dos sujeitos e o resgate da memória coletiva são duas contribuições do patrimônio público salientadas pela estagiária do museu Laís Martins. Estudante do curso de Artes Visuais da UFU, ela atua no Setor de Acervo do MUnA desde 2019 - primeiro, como voluntária e, depois, como bolsista.

Para ela, o acesso aos arquivos do acervo possibilita a consolidação do sujeito enquanto integrante da comunidade. “Quando a gente entra em contato com obras de diferentes linguagens, sejam pinturas, gravuras, ilustrações ou esculturas, elas revelam sobre a nossa comunidade”, ressalta. “Muitas obras que estão presentes no acervo são de artistas locais ou de artistas que passaram pelo MUnA, que tiveram uma vivência em relação à construção da cidade. Então, acessar uma obra que diz respeito a um artista de Uberlândia, da região ou do país, significa acessar a própria história”, argumenta.

Ela acrescenta, ainda, que é por meio do vínculo com a comunidade e do olhar do público que as obras adquirem significado: “Sem o público e sua comunidade, as obras perdem a capacidade de comunicação, o que torna o vínculo entre comunidade e patrimônio imprescindível."

 

Programação

A obra escolhida para inaugurar o Programa #ObraDoMês em junho é a pintura à óleo “Couple” (1935-1947), da artista paulistana Lucy Citti Ferreira. O trabalho, de gênero retratista, foi doado ao acervo artístico do MUnA, junto a 35 obras, pela Pinacoteca do Estado de São Paulo, em 2019.

Lucy Citti Ferreira está sentada, com uma expressão séria e o rosto encaixado sobre a mão direita.

Pintora, desenhista, gravadora e professora, Lucy Citti Ferreira (1911-2008) foi aluna e modelo de Lasar Segall, que fez este retrato. (Foto: Google Arts & Culture)

A live sobre Ferreira, programada para 15 de junho, às 18 horas, no perfil do MUnA no Instagram, contará com a presença da curadora e pesquisadora Regina Teixeira de Barros, que, junto com a curadora Rosa Esteves, catalogou o espólio da artista e organizou a exposição “Lucy Citti Ferreira” (2013) na Pinacoteca. Outro convidado é o professor do curso de Artes Visuais do Iarte Alexander Gaiotto Miyoshi, que mediou a doação da Pinacoteca ao MUnA.

Além de Ferreira, outros artistas de renomes local, regional, nacional e/ou internacional serão retratados no programa, como Amílcar de Castro, Ana Paula Andrade, Danilo Garcia, Regina Silveira, Geraldo Queiroz, Hélvio de Lima e Hélio Siqueira.

 

Acervo do MUnA

A constituição do acervo artístico do MUnA se iniciou em 1975, antes mesmo da fundação do museu. A coleção foi principiada pelo extinto Departamento de Artes Plásticas da Faculdade de Artes, Filosofia e Ciências Sociais (DEART/FAFCS), que, em 1985, criou a Galeria de Arte da UFU. Dez anos depois, ela já somava cerca de 90 obras.

O MUnA foi inaugurado em 1996 e, desde então, seu acervo é ampliado por doações e aquisições. Atualmente, conta com mais de 750 obras de artistas como Alfredo Volpi, Cildo Meireles, Fayga Ostrower, Ido Finotti, Maciej Babinski, Nelson Leirner e Shirley Paes Leme. Em 2020, o projeto “MUnA Online: do museu para o mundo”, viabilizado pelo Edital do Programa Municipal de Incentivo à Cultura de 2020, assegurou a disponibilização do acervo artístico do museu no Portal Acervo MUnA.

 

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