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30/09/2021 - 09:26 - Atualizado em 20/10/2021 - 08:38
Decisão do Consun reflete entendimento de representantes dos estudantes, docentes e técnicos administrativos da UFU
Dirigentes das entidades avaliam e explicam os motivos da resolução coletiva que estipulou o retorno híbrido para as atividades dos cursos de graduação, a partir do próximo dia 29 de novembro
Por: 
Fabiano Goulart

Condução da assembleia geral extraordinária foi realizada na Sala dos Conselhos. (Foto: Alexandre Costa)

Suspensas em 18 de março de 2020, as atividades acadêmicas presenciais dos cursos de graduação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) tiveram sua data de retorno definida na 9ª Reunião do Conselho Universitário da Universidade Federal de Uberlândia (Consun/UFU) no ano de 2021. Após cinco reuniões, foi aprovada a Minuta de Resolução que estabeleceu o modelo híbrido como formato de retomada das atividades referentes ao semestre 2021-1 - cujo início está agendado para 29 de novembro. As especificidades da organização e oferta do ensino no formato híbrido serão definidas em assembleia pelo Conselho de Graduação (Congrad/UFU), às 14 horas da próxima quarta-feira (06/10).

Somadas as cinco sessões necessárias à discussão e votação dos pontos mais polêmicos, essa reunião extraordinária do Consun atingiu quase 20 horas de debates para a aprovação da versão final do documento, com 104 votos a favor, três contrários e oito abstenções. A decisão, portanto, representa o coletivo dos entendimentos dos conselheiros presentes – votantes ou apenas com direito à palavra –, garantidas as proposições e votações dos representantes de discentes, docentes e técnicos administrativos. A seguir, alguns deles expressam seus argumentos e opiniões – vencedores ou não –, manifestados ao longo das cinco tardes da reunião.

 

Representatividade

Formado por gestores da universidade e membros eleitos entre os três segmentos da UFU, o Conselho Universitário é o órgão máximo de função normativa, deliberativa e de planejamento, responsável por definir a política universitária que orienta a instituição em todas as suas ações.

Dentre os 156 conselheiros com direito a voto, além do reitor – que é seu presidente –, e do vice-reitor, o Consun reúne 32 diretores de Unidades Acadêmicas, 58 coordenadores de Cursos de Graduação e 31 coordenadores de Programas de Pós-Graduação. Também com direito a voz e voto estão os conselheiros eleitos por seus pares, sendo 22 representantes discentes de graduação, 1 representante discente de pós-graduação e 10 representantes técnicos administrativos.

Integram também o conselho máximo da UFU 17 conselheiros – sem direito a voto e com direito à fala –, que são os seis pró-reitores da instituição, prefeito universitário, representantes da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Uberlândia (ADUFU-SS)Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições Federais de Ensino Superior de Uberlândia (Sintet-UFU)Diretório Central dos Estudantes (DCE)Associação dos Pós-Graduandos (APG), Escola Técnica de Saúde (Estes)Escola de Educação Básica (Eseba)Diretoria de Comunicação Social (Dirco). e os assessores administrativos da Reitoria nos campi Monte Carmelo, Patos de Minas e Pontal (Ituiutaba).

A representatividade da integração da UFU com a sociedade é garantida com a presença de três membros do Conselho de Integração Universidade-Sociedade, eleitos por seus pares, sendo um representante patronal, um representante de trabalhadores e um representante dos demais membros da comunidade externa.

Algumas sessões do Consun são transmitidas, ao vivo e na íntegra, pelo Canal da UFU no YouTube a todos os que queiram acompanhar os temas decisórios da universidade. Foi o que ocorreu nos debates sobre essa matéria.

 

Representante dos estudantes

Conforme explicita o representante do Diretório Acadêmico (DCE) no Comitê de Monitoramento a Covid-19 da UFU e representante discente no Consun, Arthur Luiz Ferreira, a articulação dos estudantes começou bem antes do início das reuniões do Consun. “Nós estivemos organizados e reunidos em torno do Conselho de Diretórios e Centros Acadêmicos (Condas), quando tiramos essa proposta de apoiar o retorno de forma presencial das atividades práticas e ser contra o retorno das atividades teóricas nos mesmos moldes. A maioria dos cursos da universidade votou para que o DCE defendesse isso e foi o que fizemos: retorno presencial apenas das aulas práticas e que os Colegiados [de Cursos] assim vão definir”, explica.

A articulação entre DCE e Condas, segundo o conselheiro, é superior à direção do DCE. Por sua vez, a gestão do diretório aprovou e orientou para a defesa do posicionamento. “Então, nós conversamos inúmeras vezes com a Reitoria, com as pró-reitorias competentes e sentimos que deveríamos também articular com nossas entidades parceiras, Sintet e Adufu; e nós tivemos muito êxito nessa construção no Conselho Universitário”, avalia.

Quanto à segurança de alunos, técnicos e docentes, Ferreira afirma que o posicionamento do DCE foi decisivo para a exigência do cumprimento do protocolo de vacinação para o acesso aos espaços de práticas presenciais: “Nós exigimos a obrigatoriedade da vacinação até o início das aulas, pelo menos com a primeira dose, para os alunos se matricularem. Conseguimos essa articulação para que a Reitoria disponibilizasse EPIs, como máscaras, para todos os alunos que vão retornar; enfim, o DCE analisa como muito boa essa articulação, essa construção, e que a Minuta de Resolução saiu dentro do que o posicionamento do Condas e do DCE já haviam definido.”

Ao mencionar que há membros da comunidade universitária contrários à implementação atividades remotas e, da mesma forma, contrários ao retorno das atividades práticas, o estudante reitera que as atividades práticas são um “gargalo”, principalmente para os cursos integrais da área da Saúde e que sua falta prejudica muitos os discentes. “Os alunos já estavam em estágios dentro do Hospital de Clínicas, com todo o protocolo, mas muitos não estavam podendo integralizar os seus cursos, com matérias totalmente práticas. Como que você vai fazer de forma remota uma disciplina com 240 horas e que é totalmente prática? Então, os Colegiados [de Cursos] não liberaram essas disciplinas”, desabafa o conselheiro.

Alunos de Medicina Veterinária, em aula prática no Campus Umuarama. (Foto: Milton Santos/arquivo)

 

Representante dos docentes

De acordo com seu presidente, Sidney Ruocco Júnior, a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Uberlândia – Seção Sindical (Adufu-SS) entende que, “na resolução que regulamenta o retorno híbrido e presencial de algumas atividades acadêmicas, o Consun cometeu alguns equívocos muito sérios”. Segundo ele, “um deles foi permitir o retorno em atividades presenciais de pessoas que tenham tomado apenas uma dose de vacina; pois deveriam ser exigidas as duas doses para imunização completa – com exceção da vacina da Janssen, que é aplicada em dose única”.

Para Ruocco Júnior, outro problema “foi não regulamentar a suspensão imediata de atividade acadêmica presencial, caso algum presente na mesma infringir as normas sanitárias”. O presidente da associação alega que “as opções feitas colocam em risco trabalhadores e trabalhadoras em educação e estudantes da UFU”.

 

Representante dos técnicos administrativos

O Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições Federais de Ensino Superior de Uberlândia (Sintet-UFU), conforme o seu coordenador-geral e representante técnico-administrativo no Consun, Robson Luiz Carneiro, considera que todas as discussões ocorridas na última reunião do Consun representaram um marco para o fortalecimento do segmento dos técnicos administrativos e das técnicas administrativas da universidade. “Foi uma atuação brilhante dos(as) nossos(as) representantes, sempre com foco na preservação da vida, na proteção dos servidores (técnicos e docentes), nas necessidades formativas dos discentes e na defesa da institucionalidade e da autonomia da UFU, exatamente nessa ordem”, ressalta.

Carneiro afirma que o Sintet tem consciência de que os discentes não podem ter prejuízos. Sendo assim, adveio “a necessidade de se encontrar um modelo que consiga trazer alguma normalidade em sua formação e garanta essa formação com segurança, preservando a autonomia universitária”.

Ainda de acordo com o conselheiro, o Sintet acredita que, “apesar do anseio de todos e de todas em trazer de volta alguma normalidade em nossas vidas, em nossas formações, não é aceitável, ou recomendado, que se desconsiderem os riscos de uma decisão atabalhoada, apressada e sem base em fundamentos sólidos de proteção à vida e à saúde dos trabalhadores, sejam eles técnicos, docentes, terceirizados ou estagiários; enfim, são vidas, são pais, irmãos, mães de família e que precisam estar protegidos”.

 

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