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28/09/2021 - 14:30 - Atualizado em 25/10/2021 - 10:42
Parasitológico: divulgação científica de forma simples e acessível para a sociedade
Conheça alguns projetos sobre parasitologia desenvolvidos por biólogas do Instituto de Ciências Biomédicas da UFU
Por: 
Túlio Daniel

Mostra realizada em uma das escolas rurais, antes da pandemia de covid-19 (Foto: Arquivo pessoal)

A divulgação científica é uma das principais dificuldades encontradas pelos pesquisadores. Pensando nisso, as técnicas-administrativas e biólogas do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Uberlândia (ICBIM/UFU), Juliana Miranda e Vanessa Ribeiro, criaram, em 2019, um perfil no Instagram, chamado Parasitológico, que busca fazer divulgação científica sobre parasitologia de forma simples e acessível para a sociedade.

O desejo de atuar nas redes sociais começou dois anos antes, por causa de uma inquietação a respeito da divulgação da parasitologia, que é a linha de pesquisa delas, mas ainda muito negligenciada. Anteriormente à criação da página, Miranda começou a atuar em escolas da rede pública, tanto urbana quanto rural, através de projetos de extensão desenvolvidos junto a alunos do Programa de Pós-graduação em Imunologia e Parasitologia Aplicadas (PPIPA).

Realização de jogo sobre parasitologia em escola municipal rural, antes da pandemia de covid-19 (Foto: Arquivo pessoal)

Diferentemente da atuação nas redes sociais, os projetos nas escolas tinham o envolvimento de um maior número de pessoas, alinhados com supervisores e professores das escolas, e com datas de início e fim. De acordo com Miranda, a ideia era literalmente ir até à sociedade. “A gente tem uma coisa de divulgar só como disponibilizar, ou tornar aquilo mais amplo, através da internet e de ferramentas que temos atualmente. Mas não, podemos fazer divulgação indo até o lugar, através da interação, principalmente com crianças. A gente percebe, quando estamos lá, como despertamos esse interesse nelas, a gente vê ‘no olho’ o resultado. Na internet, ou podcast, também temos retorno, mas é diferente”, explica.

De uma forma mais lúdica, a equipe promovia, nas escolas, palestras sobre parasitologia, posse de animais, doenças transmitidas por poluição e imunologia. Pensando em um projeto a longo prazo, surgiu o Parasitológico. Miranda explica que, apesar dos projetos de extensão nas escolas, ainda havia uma necessidade de divulgar diferentes coisas por parte dos pesquisadores. Desse modo, a ideia do Instagram surgiu para tentar levar para a sociedade assuntos sobre parasitologia de uma forma mais simples e dinâmica. “A gente fala que a parasitologia é muito quadrada. Eu vou nos congressos e são sempre as mesmas coisas, as mesmas palestras, os mesmos layouts, o livro é sempre igual. Nossa intenção é mudar um pouco isso”, afirma Ribeiro.

Perfil do Parasitológico no Instagram

Uma das dificuldades encontradas no início, quando Ribeiro atuava como docente, era os alunos da graduação entenderem aquela linguagem. “A preocupação é sempre trazer conteúdos complexos numa linguagem acessível e contextualizada, porque se aquilo não faz parte do seu mundo, você não vai prestar atenção”, explica a bióloga.

Tendo isso em vista as redes sociais, o grupo traz conteúdos para a atualidade, na forma de memes e formatos que estão repercutindo. Por causa da pandemia de covid-19, os projetos de extensão nas escolas foram interrompidos e, agora, os trabalhos se concentram nas redes sociais. Com isso, o grupo produziu um livro paradidático, para ensino de imunologia e parasitologia para alunos do ensino básico, e está finalizando um atlas sobre parasitologia.

Livro desenvolvido para educação básica sobre parasitologia

Ao serem questionadas sobre as principais dificuldades encontradas na divulgação científica, as técnicas destacam que é "traduzir" um conhecimento, que para elas é algo simples, para atingir o público que se encontra fora dos muros da universidade. “É um exercício que eu tento fazer. A gente não aprende a escrever sobre ciência. A gente sai como biólogo, formado, com conhecimento técnico, mas temos dificuldade imensa em fazer uma matéria para um jornal, por exemplo”, conta Miranda.

Outra dificuldade encontrada está dentro da própria universidade. A parasitologia está muito voltada para a saúde e, dentro do ICBIM, ainda há pouca produção sobre isso. Além disso, de acordo com elas, muitos professores que estão dentro do próprio instituto não enxergam o que têm sido feito, não sendo uma realidade próxima.

Um dos questionamentos é a falta de reconhecimento de que não são apenas docentes que fazem projetos de extensão. “O que nós temos visto muito na UFU é que quem faz extensão é apenas professor, e eu sempre faço questão de falar que sou técnica administrativa; apesar de que todo julgamento que recebemos é sempre alguém nos chamando de professoras”, finaliza Ribeiro.

Você pode acompanhar as ações do projeto pelo perfil no Instagram, @parasito.logico. Este texto faz parte de uma série de reportagens desenvolvida pelo Comunica UFU sobre alguns projetos da Rede de Divulgadores da Ciência da UFU. Caso ainda não faça parte da Rede e queira colaborar, basta entrar em contato pelo e-mail comunicaciencia@ufu.br. Além disso, o Comunica Ciência tem um canal no Telegram. Para fazer parte, basta acessar o link: https://t.me/comunicacienciaufu.

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