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16/12/2021 - 16:54 - Atualizado em 16/12/2021 - 17:51
Mês de novembro marca desaceleração na inflação do Índice de Preços ao Consumidor de Uberlândia
Valores dos produtos pesquisados pelo Cepes/UFU tiveram elevação de 0,37% no mês passado; já a cesta básica apresentou barateamento de 1,37%
Por: 
Milena Félix

Imagem: Pixabay

Nesta quinta-feira (16/12), o Centro de Estudos, Pesquisas e e Projetos Econômico-Sociais da Universidade Federal de Uberlândia (Cepes/UFU) divulgou o boletim com os resultados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Cepes) relativos ao mês de novembro em Uberlândia.

O IPC é um índice utilizado para acompanhar as tendências da inflação de um determinado local em um certo período. Ele mede a variação de preços de um conjunto de produtos fixos, comparados mês a mês. O Cepes também realiza uma análise do preço da cesta básica de alimentos em Uberlândia e do valor necessário para manter uma família de quatro pessoas na cidade.

Em novembro, o índice sofreu uma elevação de 0,37% em relação a outubro, ou seja, o custo de vida continua aumentando. Há 18 meses, desde maio de 2020, o índice tem crescido continuamente, sem folga. De acordo com Henrique Barros, coordenador do Cepes, essa tendência é resultado de um conjunto de fatores presentes nas economias internacional e nacional: “Houve uma ruptura nas cadeias globais de produção que afetou os preços de diversos produtos e serviços no mundo inteiro. Esse impacto foi amplificado por eventos da nossa própria economia, como as crises climática/energética e política.”

Imagem: Boletim IPC-Cepes

No entanto, o IPC do mês de novembro cresceu um pouco menos que nos meses anteriores, o que mostra uma desaceleração. Enquanto do mês de setembro para outubro houve aumento de 1,04%, de outubro para novembro houve variação de 0,37%, o que marca uma diferença de 0,67 pontos percentuais. O resultado acumulado do IPC-Cepes no ano é 7,76%, enquanto em 12 meses o resultado acumulado é 9,06%.

 

Variações por item

O levantamento analisa 235 itens de bens e consumo, agrupados em nove grupos. Dentre eles, houve alta nos preços de cinco grupos, e baixa em quatro. Os grupos que tiveram alta foram os de transporte (1,61%), despesas pessoais (0,43%), alimentação e bebidas (0,38%), educação (0,24%) e habitação (0,12%). Já os grupos vestuário (-1,34%), comunicação (-0,62%), artigos de residência (-0,24%) e saúde e cuidados pessoais (-0,07%) foram os que tiveram baixa nos preços.

O destaque do mês ficcou por conta da continuidade da elevação do preço do subitem gasolina, que registrou uma variação mensal de 4,25%, contribuindo com 0,24 pontos percentuais para o resultado final do IPC-Cepes.

Já a Cesta Básica de Uberlândia registrou um valor de R$ 569,51, com queda de 1,37% em relação a outubro, que o valor de R$ 577,43. Essa redução é atribuída aos menores preços do tomate (-15,31%), da batata (-8,84%), do leite (-3,55%), do feijão (-2,46%) e do arroz (-1,79). Os valores dos demais produtos da cesta, por outro lado, registraram alta em relação ao mês anterior.

Assim, o trabalhador que ganha o Salário Mínimo Oficial (R$ 1.100) precisou trabalhar 113h54 para poder adquirir a cesta básica, enquanto o valor mínimo necessário para uma família de quatro pessoas se manter em Uberlândia ficou em R$ 4.784,48.

 

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