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23/03/2022 - 11:07 - Atualizado em 23/03/2022 - 14:53
'Nadar é mais!', um prêmio aos amantes do esporte e suas histórias em formato literário
Professor Eduardo Macedo de Oliveira conta neste livro a sua trajetória na natação e eterniza memórias para o esporte de Uberlândia e brasileiro
Por: 
Ítana Santos

Relembrar, eternizar e agradecer. Estes são os três motivos que levaram o professor Eduardo Macedo de Oliveira, graduado em Educação Física e mestre em Educação pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a escrever o livro “Nadar é mais!”. A obra foi lançada virtualmente no último dia 12 de março e está disponível para venda no site da editora Sibipiruna. O educador, que já foi atleta e técnico de natação, além de praticante e competidor em outros esportes, traz no livro a história de sua trajetória profissional, a fim de compor a memória do cenário esportivo e, principalmente, da natação da cidade de Uberlândia.

Macedo ingressou na turma de Educação Física da UFU em 1986, mas já chegou na universidade com uma vasta bagagem esportiva, tanto como técnico profissional quanto como atleta. O mestre, em Educação e nas piscinas, já treinou e trabalhou nos dois principais clubes de natação da maior cidade do interior de Minas Gerais, o Praia Clube e o Uberlândia Tênis Clube (UTC). Campeão mineiro, brasileiro universitário dos 100m livres, do brasileiro master nos 50m livres, brasileiro absoluto no 4x100m medley e vice-campeão brasileiro absoluto nos 50m livres, ele viu os dias de isolamento causados pela pandemia da covid-19 como oportunos para relembrar seu passado e escrever o livro “Nadar é mais!”. Revisitar as memórias, buscar contato com pessoas que viveram com ele alguns momentos importantes e eternizar essas histórias foi um trabalho que durou cerca de um ano e meio.

Servidor da UFU desde 1997, tendo ingressado como docente na Escola de Educação Básica (Eseba) - e ocupando o cargo de assessor na Diretoria de Comunicação Social (Dirco) desde 2013 -, ressalta que no Brasil há uma grande dificuldade em preservar a memória, principalmente a esportiva, e que sua obra serve para ajudar, de forma modesta, a corrigir essa falha. “Nós vivemos em um país que tanto no campo cultural, político e, em especial, o esportivo, não existe uma memória preservada. Quando eu falo de memória, não só produção literária, mas registros nas instituições. Meu livro trata da minha trajetória esportiva e profissional. Embora seja 'Nadar é mais', eu trabalhei em outros esportes, atuando como atleta e profissional”, completa Macedo.

Preferência pelo lançamento virtual foi uma opção do autor para manter as indicações de biossegurança por conta da pandemia da covid-19. (Fotos: Alexandre Costa)

O professor relembra que uma vez chegou a ligar para a Confederação Brasileira de Desporto Aquático (CBDA) para obter informações sobre o campeonato Troféu Brasil, do qual participou na edição de 1984. Queria saber os tempos realizados por ele e os outros atletas nas provas. Porém, a resposta não foi a mais animadora. A sede da CBDA, que fica no Parque Aquático Júlio Delamare no Rio de Janeiro, havia sido inundada e todos os arquivos foram perdidos; ou seja, de 1994 para trás não há registros sobre a natação brasileira. Ele também frisa que essa falta de dados é comum em Uberlândia: "Os clubes que já representei também não possuem documentos que preservem a memória esportiva local." Por esses fatores, para escrever seu livro, Macedo precisou recorrer às histórias orais, fotos e jornais que guardou da época de competições.

“O primeiro objetivo é essa questão [da memória]. As pessoas que presenciaram [minha trajetória], que me conhecem vão ter minha explicação, minha visão das coisas. Como é que eu comecei, como é que eu passei a trabalhar como técnico profissional, as coisas de que eu participei, as dificuldades que eu tive, esse negócio todo. O objetivo é talvez inspirar um atleta, um futuro atleta. É contribuir, né? Outro objetivo, que eu falo no prefácio, é que isso possa estimular outras pessoas [a escrever]; gente que também tem várias histórias”, afirma Macedo.

Para aqueles que gostam de um spoiler, no livro, os leitores irão encontrar histórias desde a infância do autor até sua fase pós competições e trabalho na idade adulta. Dentre elas: a mudança de clube, quando ainda era criança; a pausa na natação durante alguns anos para trabalhar; o retorno às piscinas e a fase vitoriosa como atleta - algo que ele diz não ter explicação -; o convite para ser treinador da equipe principal do clube, sem mesmo ter uma formação profissional; e suas histórias de competições e viagens. O professor admite não saber dizer como começou na natação. Só lembra que, aos nove anos de idade, já estava dentro das piscinas do Praia Clube, nadando. Mas sabe dizer, e com muito orgulho, como a natação foi crucial para sua formação humana e profissional. Sem sua trajetória esportiva, ele não consegue imaginar o que seria hoje e quais caminhos teria tomado.

Macedo ainda tem o desejo de lançar novos livros, sendo que o próximo deve reunir uma coletânea com textos produzidos para a coluna 'Ponto de Vista', do jornal 'Correio de Uberlândia'

Além de relembrar e eternizar essas memórias, Macedo também escreveu alguns capítulos dedicados aos colegas de profissão e aos pais dos seus ex-alunos, como forma de agradecimento. Ele, que é um grande defensor do esporte como instrumento social e acredita que a prática esportiva deva ser atrelada ao sistema educacional, diz ser muito grato a todos que o apoiaram em sua fase profissional como técnico. Reencontrar seus ex-alunos tendo sucesso em suas ocupações profissionais e relembrar como foi conviver com eles durante anos, praticamente dos oito aos 18 anos de cada um, é um momento gratificante para ele. Saber que os desafios apresentados pelo esporte e a sua atuação como professor contribuíram para a formação dessas pessoas faz com que Macedo perca horas relembrando as características e boas histórias com cada um deles com muito orgulho em suas palavras. Lembranças que estão gravadas, eternamente, no livro.

 

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