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11/08/2022 - 11:16 - Atualizado em 29/08/2022 - 19:10
Especialista do HC-UFU orienta sobre a monkeypox
Período de evolução desta zoonose é de cerca de 21 dias
Por: 
Cristiano Sobrinho - Unidade de Comunicação Social HC-UFU/Ebserh

Unidade de Vigilância em Saúde do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU/Ebserh) orienta sobre os principais sinais e sintomas da monkeypox, uma variante da varíola. A doença, considerada uma zoonose endêmica em algumas regiões do continente africano, tem se espalhado rapidamente entre humanos em diversos lugares do mundo e foi considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como emergência pública de preocupação global.

O principal sinal da doença, causada pelo Monkeypox vírus, são as lesões vesicais vermelhas na pele, mas também é comum entre os infectados dores musculares, dor de cabeça, cansaço, estado febril e aumento dos linfonodos (ínguas). A transmissão ocorre principalmente por meio de contato com objetos contaminados (toalhas, roupas etc) ou com as lesões e fluidos de uma pessoa que está com a doença. A duração dos sintomas e das lesões varia de 2 a 4 semanas.

Para Francielly Marques Gastaldi, médica infectologista do HC-UFU, a doença é benigna; no entanto, é necessário que os grupos imunossuprimidos tenham mais cautela. “De maneira geral, ela tem uma evolução natural e tanto as lesões quanto os sintomas tendem a desaparecer em cerca de 21 dias. Pessoas com comorbidades ou com baixa imunidade precisam ter atenção redobrada para evitar complicações”, alerta.

Até o momento, ainda não há medicamento específico e aprovado para o tratamento da monkeypox no Brasil. O cuidado é realizado por meio do controle e alívio dos sintomas além de ações de prevenção.

 

Como deve ser a conduta nos serviços de saúde?

Considerando o crescente número de casos entre humanos, é preciso atentar-se a alguns cuidados para prevenir a contaminação; portanto, após a avaliação de possíveis diagnósticos diferenciais, os casos suspeitos devem ser notificados à Epidemiologia/UVS (ramal 2504) e o paciente deve permanecer em isolamento até o desaparecimento das crostas (em casa ou em quarto privativo se estiver hospitalizado).

O atendimento ao paciente suspeito ou com diagnóstico confirmado deve ser realizado utilizando os equipamentos de proteção individual adequados (luvas, capote e máscara cirúrgica para atendimento habitual ou N95 para procedimentos que produzam aerossóis). A higienização de superfícies e objetos contaminados deve ser feita com quaternário de amônia (GermRio).

É importante lembrar-se que a transmissão por gotículas pode ocorrer em casos de contato próximo durante a assistência.

 

Evolução da doença

Na imagem é possível ver a evolução das lesões na pele. “Elas iniciam como pequenos pontinhos vermelhos na pele e vão evoluindo para vesículas preenchidas com secreção. Com o passar das semanas, elas se rompem e se transformam em crostas que vão secando até desaparecer”, explica Francielly Gastaldi.

 

Política de uso: A reprodução de textos, fotografias e outros conteúdos publicados pela Diretoria de Comunicação Social da Universidade Federal de Uberlândia (Dirco/UFU) é livre; porém, solicitamos que seja(m) citado(s) o(s) autor(es) e o Portal Comunica UFU.

 

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