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29/08/2022 - 16:53 - Atualizado em 01/09/2022 - 17:13
Estudo da UFU analisa o impacto da doença de Chagas no sistema previdenciário e assistencial brasileiro
Pessoas do sexo masculino e residentes em áreas urbanas da região Sudeste do país são a maioria das portadoras da doença
Por: 
Túlio Daniel

Inseto barbeiro é responsável por transmitir a doença de Chagas. (Imagem: Ministério da Saúde)

Até a década de 1990, Chagas era considerada a doença parasitária de maior impacto socioeconômico na América Latina. Ela ocasiona grande implicação biopsicossocial nas pessoas, além de altos custos para os sistemas de saúde, devido à elevada procura por atendimento e demanda por exames, medicamentos e intervenções cirúrgicas e procedimentos.

Estudos sobre a seguridade social relativos a doenças específicas, com dados pormenorizados, são extremamente raros, principalmente pela dificuldade de acesso às fontes de informações. Em relação à doença de Chagas, existem poucos estudos e estes são antigos. Foi pensando nisso que um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), coordenado pelo professor Jean Limongi, do curso de Saúde Coletiva, buscou caracterizar o perfil sociodemográfico de beneficiários da seguridade social brasileira portadores de Chagas.

A pesquisa, que tem colaboração de Keile Santos, perita médica previdenciária do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), de Antônio Oliveira, professor do Instituto de Geografia da UFU, e de Izabela Perissato, aluna do curso de Saúde Coletiva da UFU, identificou fatores associados à concessão de benefícios assistenciais aos portadores de Chagas no período de 2004 a 2016.

O estudo teve início ainda durante a Iniciação Científica de Perissato. “Desde que entrei na universidade despertei o meu olhar e interesse pela ciência; então, fui buscando o conhecimento sobre como era esse mundo e como faria para me inserir neste contexto”, conta a aluna.

A assistência social é a política que provê o atendimento das necessidades básicas, em proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência, à velhice e à pessoa com deficiência. Para a pesquisa, foram levadas em conta as variáveis sexo (masculino e feminino, com base na distinção biológica, conforme recomendado pelas Diretrizes para Equidade de Sexo e Gênero na Pesquisa), idade no início da doença e da incapacidade, tempo decorrido entre a doença e a incapacidade, faixa etária, zona e macrorregião de residência, tipo de benefício recebido (assistencial ou previdenciário), ano de concessão do benefício (2004 a 2016) e forma de filiação à previdência social.

Todo projeto do estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos (CEP) da UFU. Como resultado, a pesquisa identificou 36.023 beneficiados portadores de Chagas. Destes, a maioria é do sexo masculino e residentes em áreas urbanas da região Sudeste do país. O principal benefício concedido foi o auxílio por incapacidade temporária, seguido pela aposentadoria por incapacidade permanente e o amparo assistencial ao portador de deficiência.

“O trabalho forneceu informações inéditas. É interessante destacar que ele é oriundo de uma Iniciação Científica de uma aluna, algo que serve para incentivar os estudantes a fazerem Iniciação Científica e pesquisa”, destaca Limongi. O artigo com mais detalhes sobre a pesquisa foi publicado ainda na "Revista Epidemiologia e Serviços de Saúde (RESS)", do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ress é um dos principais periódicos científicos do país. (Imagem: Captura de tela/Ress)

Por meio dos resultados, os pesquisadores perceberam que o número de portadores de doença de Chagas crônica ainda é grande no Brasil, o que torna necessário o seguimento dessa população nos serviços de saúde, sobretudo na atenção primária, visando retardar a progressão da doença e a incapacidade laboral.

 

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