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09/08/2022 - 07:55 - Atualizado em 11/08/2022 - 09:29
Livro reúne relatos e conceitos sobre cuidado paliativo domiciliar
E-book ‘Vozes e experiências de mulheres que cuidam em domicílio’ é de autoria de mestre em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da UFU
Por: 
Laura Justino

É o gênero feminino que mais assume o cuidado paliativo domiciliar. (Foto: Freepik).)

Insistente, com fé, coragem e alegria. É assim que Resiliente se descreve. Durante a infância, ela era responsável por seus três irmãos e pelos serviços domésticos. Atualmente, sua rotina é cuidar da sua mãe, vítima de um acidente vascular cerebral.

“Eu termino uma coisa e já estou pensando em outra”, relata Resiliente,  que se sente sobrecarregada com as tarefas diárias, mas acredita que a pessoa acamada fique mais feliz e saudável quando está perto dos familiares, em casa.

Essa é uma das cinco histórias que compõem o e-book gratuito produzido por Veronica Gomes Assunção Borges, mestre em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da Universidade Federal de Uberlândia (IP/UFU), e por Renata Fabiana Pegoraro, professora da mesma instituição.

A obra reúne relatos e conceitos sobre o cuidado paliativo domiciliar: “os cuidados paliativos são prestados às pessoas com doenças graves e ameaçadoras da vida, que podem ter a demanda de dependência total, como no caso dos pacientes com sequelas neurológicas graves, que é o perfil das pessoas cuidadas pelas entrevistadas”, explica Azevedo.

Resiliente, Superação, Guerreira, Vencedora e Perseverante são os nomes que as cinco mulheres entrevistadas escolheram para serem chamadas na pesquisa elaborada por Borges, que aborda o impacto sofrido por cada cuidadora quanto à incapacidade e dependência funcional de seu ente querido.

Elas cuidam de familiares com a idade entre 17 e 72 anos que apresentam sequelas neurológicas graves. A maioria conta sobre a experiência de crescer com  pai que fazia o uso prejudicial de bebidas alcóolicas..

A pesquisadora percebeu que as altas hospitalares inesperadas pela família podem impactar os parentes por causa do despreparo deles para se tornarem cuidadores. Por isso, ela recomenda que a equipe de saúde forneça orientações para garantir uma capacitação adequada para o cuidado em casa.

Borges afirma que o cuidado é historicamente assumido pelo gênero feminino e reforça a necessidade de políticas públicas e ações em saúde para alcançar e apoiar os cuidadores.

O livro é fruto da dissertação produzida por Borges, sob a orientação da professora Pegoraro. Defendida em 28 de julho de 2021, o trabalho buscou compreender a experiência sobre cuidado paliativo domiciliar para ajudar nas propostas de melhoria de vida das cuidadoras e servir de material para futuros estudos.

 

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