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29/08/2022 - 14:32 - Atualizado em 30/08/2022 - 10:05
Projeto avalia competências sobre Vigilância em Saúde entre profissionais da Atenção Básica
Instrumento criado por pesquisadores da UFU poderá ser utilizado em todo o Brasil
Por: 
Túlio Daniel

Integralidade entre Vigilância em Saúde e Atenção Básica busca atender às necessidades da população. (Foto: Banco de imagens/Freepik)

A Atenção Básica é considerada a porta de entrada da população ao sistema de saúde público, responsável por um conjunto de ações individuais, familiares e coletivas que envolvem promoção, prevenção, proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação entre outras ações, inclusive a Vigilância em Saúde. Pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) constataram que essas ações devem ser executadas de modo integrado, por uma equipe multiprofissional que possui responsabilidade sanitária por uma população de um território definido.

Para que haja integralidade nas ações, atendendo às necessidades da população, é necessário que exista uma aproximação da Atenção Básica com a Vigilância em Saúde. De acordo com Jean Limongi, professor do curso de Saúde Coletiva da UFU e coordenador do projeto, embora a importância da atuação conjunta seja reconhecida, ela ainda não acontece efetivamente. Pensando nisso, o grupo de pesquisadores propôs a criação de um instrumento de medida de saúde para avaliar as competências essenciais sobre Vigilância em Saúde entre profissionais da Atenção Básica.

A pesquisa tem a colaboração das professoras Tânia Mendonça, da Faculdade de Medicina (Famed/UFU); Paula Arbex, do Instituto de Letras e Linguística (Ileel/UFU);  Rosimár Querino, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM); e das alunas da UFU Izabela Lima Perissato, do curso de Saúde Coletiva, e Adriana Queiroz, do mestrado profissional em Saúde da Família.

“No Brasil, há muito tempo, tenta-se integrar a Atenção Básica e a Vigilância em Saúde e, na verdade, nunca teve uma ferramenta que pudesse aferir e medir essa integração”, explica Limongi. Na prática, esses setores não estão integrados em relação às suas atribuições e escopo em comum, elementos que inviabilizam o trabalho conjunto. Diversas estratégias foram elaboradas nas últimas décadas na saúde pública brasileira buscando integrar estas duas áreas, porém, isto ainda constitui um dos grandes desafios.

A pesquisa, que se iniciou há dois anos, tem diversas fases até a finalização do instrumento de medida. Uma extensa revisão de escopo da literatura foi realizada. Bases de dados da área da saúde foram consultadas para a elaboração dos itens do instrumento, que foram discutidos amplamente pela equipe de pesquisadores e por uma equipe de revisão linguística.

Na próxima fase, pesquisadores e profissionais de todo o Brasil com expertise nas áreas de Vigilância Epidemiológica, Vigilância Sanitária, Vigilância em Saúde Ambiental e Vigilância em Saúde do Trabalhador atuarão como juízes para avaliar os itens. “Todo esse trabalho tem como objetivo criar um instrumento que possa avaliar se o profissional da Atenção Básica possui as competências essenciais sobre Vigilância em Saúde para sua atuação profissional”, finaliza Limongi.

O projeto criado pelo grupo poderá ser utilizado em todo o Brasil, nas esferas municipal, estadual e federal, e aplicado para profissionais de diferentes níveis de escolaridade como enfermeiros, médicos, nutricionistas, agentes comunitários de saúde, entre outros.

 

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