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04/11/2022 - 16:52 - Atualizado em 07/11/2022 - 10:22
Conhecimento em empreendedorismo para fortalecer a pesquisa acadêmica e a indústria nacional
Proposta é colocar o assunto nas questões diárias de sala de aula e das pesquisas acadêmicas
Por: 
Cristiane de Paula (jornalista Cintesp.Br/UFU)

Roda de conversa sobre empreendedorismo no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica da UFU. (Foto: Cintesp.Br)

Imagine alunos de pós-graduação tendo noções de empreendedorismo. Este está sendo o direcionamento que um professor do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Uberlândia (PPGEM/Femec/UFU) vem adotando em sala de aula. A novidade começou na retomada das aulas, depois do período de férias.

A proposta de colocar o assunto “inovação e o mercado de trabalho” nas questões diárias de sala de aula e das pesquisas acadêmicas foi do professor Arthur Alves Fiocchi, do PPGEM, que também é pesquisador do Centro Brasileiro de Referência em Inovações Tecnológicas para Esportes Paralímpicos (Cintesp.Br/UFU).

“Queremos conhecer mais do processo de inovação, transferência e licenciamento de tecnologia. Estamos vivenciando essa necessidade no Cintesp.Br, que este ano entregou 22 equipamentos em Tecnologia Assistiva (TA). Percebemos tantos projetos bons com potencial para gerar resultados para a sociedade e não discutimos em sala de aula o empreendedorismo como uma das metas para levar as pesquisas além da sala de aula”, comenta o professor Arthur Fiocchi.

“Não fomos ensinados a inovar e esse vai ser um desafio que começará a ser apresentado aos alunos de graduação e pós-graduação para que usemos nossos conhecimentos em engenharia para resolver problemas da indústria e da sociedade. Temos que incentivar o empreendedorismo e a inovação entre os alunos e professores”, completa Fiocchi.

A proposta provocou uma união de esforços. Além do professor Arthur Fiocchi, do curso de manufatura aditiva, também faz parte do novo desafio o professor de desenho de máquina Alexandre Zuquete Guarato, e os alunos da pós-graduação.

Nesta primeira reunião, que terá agenda frequente, a convidada foi a professora Michelle Castro, da Faculdade de Gestão e Negócios (Fagen/UFU), que também é consultora do Centro de Incubação de Atividades Empreendedoras (Ciaem/UFU). Ela apresentou, no formato de roda de conversa, noções básicas sobre empreendedorismo.

O bate-papo superou as expectativas. A principal curiosidade foi sobre: quem pode ser empreendedor? “No caso dos alunos da universidade, às vezes, eles não querem ter um negócio próprio, mas eles podem fazer parcerias e uma empresa, uma indústria, pode produzir a ideia deles em escala e eles gerenciarem a ideia”, completa Michelle.

Para a consultora do Ciaem/UFU, é preciso desmitificar a palavra empreendedorismo e divulgar o conceito de que empreender pode ser feito de diversas formas, desde a abrir um negócio próprio até a levar inovação às empresas que já existem, forma conhecida como intraempreendedoríssimo, fazendo parcerias, fazendo licenciamentos ou como colaborador que desenvolve inovação em produtos ou processos.

Outra forma de empreender que demandou explicações foi a aplicação na área social, questão levantada pelo doutorando e engenheiro mecânico Henry Fong Hwang. “Nós queremos conhecer mais formas de facilitar a transferência de tecnologia, de ampliar o acesso da população às inovações que desenvolvemos aqui nos laboratórios da universidade”, diz Hwang.

A professora Juliana C. Braga, do curso de Design e também pesquisadora do Cintesp.Br/UFU, não só participou da iniciativa como convidou alunos do curso para incluírem o empreendedorismo nos projetos acadêmicos.

De acordo com o professor e pesquisador Arthur Fiocchi, esse direcionamento com empreendedorismo e participação de áreas diferentes fortalece o processo de busca por inovação, tanto tecnológica ou de gestão, otimiza os resultados acadêmicos e os projetos de extensão. Ele considera que a iniciativa pode despertar para a mudança da realidade brasileira no caminho do desenvolvimento, com foco, inclusive, na redução da dependência tecnológica estrangeira e na promoção do desenvolvimento econômico e social. “Entender que a união entre universidade, indústria, governo e sociedade é um dos caminhos de prosperidade para o Brasil”, completa Fiocchi.

A principal questão discutida nessa roda de conversa foi entregar para a sociedade a inovação pesquisada e desenvolvida na universidade. “Toda a sociedade se beneficia, a empresa por ser diferente enquanto ela leva algo novo para o mercado e ela passa a ser diferente, consegue gerar maiores retornos, passa a ter diferencial competitivo no mercado, gera empregos de maior valor agregado, maior receita, mais renda, gera mais impostos para o governo e gera soluções inovadoras para o mercado. Então, toda a sociedade se beneficia disso”, conclui a consultora e professora da Fagen.

 

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