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17/11/2022 - 16:42 - Atualizado em 27/11/2022 - 13:21
Novas exposições do MUnA mostram esculturas e desenhos
‘Bancos Indígenas do Brasil’ e ‘Espécies que flutuam’ poderão ser visitadas entre 22 de novembro e 15 de janeiro
Por: 
Clara Alves (MUnA)

O Museu Universitário de Arte da Universidade Federal de Uberlândia (MUnA/UFU) recebe duas novas exposições na próxima terça-feira (22/11). A primeira delas, “Bancos Indígenas do Brasil”, apresenta a Coleção BEI. A mostra reúne mais de 100 esculturas, escolhidas entre as centenas de peças que formam o acervo de bancos indígenas, concedidas pelos curadores Marisa Moreira Salles e Tomás Alvim. Já a segunda exposição, “Espécies que flutuam: Melíponas e Trigonas”, reúne desenhos feitos diretamente nas paredes do museu pelos alunos do curso de Artes Visuais da UFU, coordenados pelo professor João Agreli. A abertura acontecerá no dia 22 de novembro, às 19 horas, e ficará em cartaz até o dia 15 de janeiro.

Montada na galeria do MUnA, a exposição “Bancos Indígenas do Brasil” apresenta bancos de madeira esculpidos que unem a funcionalidade e a beleza, a arte e a dimensão simbólica referentes à cada etnia de que fazem parte. Vindas de diferentes povos e de diferentes regiões - do Alto e Baixo Xingu, do sul da Amazônia e Centro-Oeste, do noroeste amazônico e do norte do Pará e Guianas –, as esculturas em madeira, em sua maioria em formatos de animais e ornamentadas com grafismos e pigmentos, refletem a complexidade da cultura e a cosmologia dos povos que as produzem.

Os bancos esculpidos representam itens da cultura material indígena que, mesmo quando realocados para fora do seu lugar de origem, continuam sendo símbolos de uma antiga tradição. As esculturas são objetos que resistem à interferência do contato com o branco e a sua permanência na cultura desses povos é um bom indicativo de que a função utilitária não é o principal motivo para que os indígenas continuem a produzi-las ao longo de gerações.

Como diz Cristiana Barreto, em “Bancos Indígenas: Entre Arte e Artefato”, a forma como os bancos são utilizados materializa as regras sociais que regem a comunidade e as suas crenças. Sentar-se sobre bancos faz com que as pernas sejam flexionadas e os joelhos, apontados para o céu, representam o contato entre o céu e a terra, o mundo natural e o mundo sobrenatural. Essa posição, muitas vezes, destina-se apenas aos homens mais importantes de cada aldeia.

Perceber a diversidade dos modelos dos banquinhos é também notar a diversidade cultural entre os povos indígenas do Brasil. Quando englobamos todas as etnias em uma única palavra – “indígena” – acabamos por mascarar a cultura de 234 povos, falantes de 180 línguas e dialetos, distribuídos por mais de 600 terras indígenas pertencentes aos estados brasileiros. É a partir dessa realidade que devemos compreender e interpretar a diversidade dos modelos de bancos, uma vez que eles refletem as diferentes tradições e reafirmam a identidade de cada povo.

Levar essa diversificada coleção para dentro do museu é valorizar a produção cultural e a determinação dos povos indígenas em preservar suas identidades. Além disso, a partir dessa exposição, o MUnA mantém o seu papel de disseminar o conhecimento a respeito da história que não está nos livros e anais, mas que é fundamental para o entendimento da cultura e história nacionais.

A segunda exposição, “Espécies que flutuam: Melíponas e Trigonas”, montada no mezanino do MUnA, reúne nove desenhos site specific (feitos exclusivamente para a instituição), em grandes dimensões, realizados em pontilhismo preto e branco com a caneta POSCA diretamente nas paredes do Museu. A mostra é resultado do intercâmbio entre os cursos de Artes Visuais e Ciências Biológicas da UFU.

Os estudantes do curso de Artes Visuais, durante as disciplinas “Interfaces da Arte” e “Ateliê em Arte e Tecnologia”, desenvolvidas pelo professor João Agreli, realizaram visitas técnicas ao meliponário (criação de abelhas sem ferrão) da UFU, onde a professora do curso de Ciências Biológicas Fernanda Helena Nogueira-Ferreira e equipe realizam suas pesquisas. A partir da vivência no meliponário, os discentes desenvolveram os desenhos que compõem a exposição.

O professor João Agreli, coordenador do projeto, faz parte do grupo de pesquisa "VESMÍDIA/ Vivência, Estética, Mídia" e a exposição constitui ação da linha de pesquisa "Arte e Hibridismo" do grupo.

Fazem parte do projeto, como autores, os discentes: Cecília Moura; Clara Lima; Gabriela Ramos; Isabela Akemi; Bianca Oliveira; Dani Huang; Ana Costa; Otávio Campos; Maria Eduarda Mendonça Cunha; Teruã Piau; Corinne; Marcos Azevedo; Rebecca Emília; Rodov; Bia Pagano; Julia D. Candini; Luísa Salomão; Pedro Carneiro; Lívia Santos Tasinaffo; Eduardo Lima Souza; Ana Gabriela Antonio; Lorena Silva Araújo; Igor Herrera; Orsini Lucas; Babi de Saturno; Nana Strack; Isabella Peixoto; Thauane S. Pinheiro; Katy Barbosa; Ricardo Silvério; Russa Bastos; Ana Carolina; Randreas; Leba; Ana Cecilia Nunes; Tales Abdala de Sordi; Robiscos; Loris; Lune Andrade; Adilson; Giulia Argolo; Raquel Ferreira; Lívia Noleto; Milena Zambelli; Sarah Campanati; Thaynne Domingos; Gabriela Vieira; larasoiz; Dees; Lendra Vísum Ajna; Cabocla Lunática; Radigia; Giovanna Mendes; Zuikaku.

 

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