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03/11/2022 - 12:23 - Atualizado em 08/11/2022 - 20:32
Palestra sobre os 10 anos da política de cotas abre oficialmente o 'Mês da Igualdade + Equidade na UFU'
Professora da Unicamp e atuante na área de política educacional e afirmativa, Débora Jeffrey foi a convidada do evento, na noite de 01º/11
Por: 
Ítana Santos

Neste mês de novembro, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) propõe a toda comunidade acadêmica e externa a realização do "Mês da Igualdade + Equidade". Os eventos e ações são coordenados pela Divisão de Promoção de Igualdades e Apoio Educacional (Dipae), vinculada à Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Proae). O tema central da programação é o aniversário de 10 anos da Lei de Cotas, assunto que também foi o mote da palestra da convidada da abertura oficial, realizada na noite da última terça-feira (01º/11), a professora Débora Jeffrey, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Reitor Valder Steffen Junior (ao centro) fala durante a solenidade de abertura. (Fotos: Alexandre Costa)

As ações tiveram início ainda no mês de outubro, no dia 31, com apresentação cultural no Campus Monte Carmelo. Os participantes puderam aproveitar um momento musical com Thaynara Vilela e contemplar a apresentação da CIA de Dança com Michelle Arruda.

Quanto à abertura oficial, que ocorreu na Sala de Reuniões de Conselhos, no prédio da Reitoria. Presente na solenidade, a pró-reitora de Assistência Estudantil, Elaine Saraiva Calderari, fez questão de pontuar como era importante a realização do evento naquele espaço. “A Sala dos Conselhos é um espaço muito significativo porque é o local onde acontecem as decisões da UFU, os debates. [...] Todos pertencemos e temos o direito e o dever de estarmos dentro das deciões. Tal raciocínio vai ao encontro do foco do mês temático, que é jogar luz à problemática da necessidade de promoção da equidade racial em nossa comunidade acadêmica, mas, sobretudo, no conjunto social mais amplo", declarou.

A palestrante convidada, Débora Jeffrey, é livre docente na Faculdade de Educação, atuando no Departamento de Políticas, Administração e Sistemas Educacionais (Depase) da Unicamp. Também é líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Política e Avaliação Educacional (Gepale) e vice-presidente da Região Sudeste da Sociedade Brasileira de Educação Comparada(SBEC). Recebeu aos seguintes premiações: Zumbi dos Palmares, pela Câmara Municipal de Campinas, em 2020; Força da Raça, pelo Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra de Campinas, em 2012; e 33º Prêmio Nacional Fundação Bunge Juventude, pela Fundação Bunge, em 2012.

Professora Débora Jeffrey tem experiência na área de Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: política educacional, análise de políticas e programas educacionais, avaliação de sistemas educativos, gestão educacional, educação de jovens e adultos e ações afirmativas

Ela, em sua fala, abordou o tema da Lei de Cotas e destacou a importância da chegada ao marco de 10 anos dessa política. “A importância, primeiro, é garantir os direitos, a reparação histórica, reconhecimento da necessidade do combate ao racismo e o entendimento, também identificação, de um processo de desigualdade racial existente na sociedade brasileira. Então, a Lei de Cotas traz no seu escopo esse propósito de garantir, portanto, o direito à educação da população negra, indigena e também das pessoas com deficiência, que foram cerceadas desse direito seja pelo não lugar, não acesso ou, ao mesmo tempo, pela não efetividade do direito à educação lá na Educação Básica para chegar aqui, no Ensino Superior.”

A necessidade de bolsas e auxílios estudantis que garantam a permanência desses estudantes na universidade foi um assunto defendido por todos os convidados do evento. Débora Jeffrey, ainda, complementou quais outras fragilidades, além da questão da permanência estudantil, a Lei de Cotas ainda apresenta: “O apoio estudantil no sentido do acolhimento dos estudantes, a construção da identidade por conta de todos os problemas decorrentes da mestiçagem no Brasil, principalmente dessa questão identitária dos pardos. Por outro lado, também, esse acolhimento no sentido de evitar o adoecimento do estudante e a mudança de uma cultura institucional, que é o reconhecimento do racismo institucional e a criação de mecanismos que visem combater isso e permitir, portanto, que esses estudantes permaneçam, consigam entrar e concluir seu curso.”

As ações do "Mês da Igualdade + Equidade" estão acontecendo em todas as cidades mineiras em que a UFU possui campi. Elas vão até o dia 30 de novembro - acesse a programação completa no Portal de Eventos.

 

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