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18/11/2022 - 15:44 - Atualizado em 21/11/2022 - 12:00
Quais são os efeitos de exercícios físicos pós-menopausa?
Pesquisadoras da UFU promovem estudos como forma de garantir uma melhor qualidade de vida
Por: 
Gabriel Reis

Menopausa corresponde à última menstruação. Ocorre, em geral, entre os 45 e 55 anos. (Foto: Freepik)

 

“Está quente aqui ou só eu que estou sentindo?”; “meu corpo está uma verdadeira bagunça!”; “acho que estou chegando na menopausa…”. Estas e outras tantas frases são bastante populares quando se trata da menopausa ou do climatério, mas qual a diferença entre eles?

O climatério é o período de transição entre o estágio reprodutivo e o não reprodutivo. Já a menopausa só acontece quando há a última menstruação, fazendo com que o indivíduo possa apresentar sintomas como forte sensação de calor, irregularidade na duração dos ciclos menstruais, alterações na pele, mudança na concentração de gorduras pelo corpo, dentre outros que variam de pessoa para pessoa.

Quando o período é associado a doenças como a diabetes e problemas de pressão arterial, medidas podem ser necessárias para evitar o seu agravamento e, principalmente, garantir uma melhor qualidade de vida. Pensando nisso, pesquisadoras da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) têm desenvolvido estudos acerca de exercícios físicos que podem ser usados no tratamento dessas doenças crônicas, em casos de pacientes pós-menopausados (que possuam, no mínimo, um ano desde a última menstruação).

 

Em casos de diabetes tipo 2

Desenvolvido como trabalho de mestrado de Caroline Garcês, estudante de Ciências da Saúde pela UFU, o estudo proposto tem como principal objetivo avaliar os efeitos de exercícios físicos na glicemia em pessoas pós-menopausadas e que possuam diabetes tipo 2.

O enfoque nesse público se justifica pelas alterações hormonais que os atravessam durante esse estágio da vida.

“Através de exercícios físicos, podemos melhorar o controle glicêmico e prevenir possíveis complicações das doenças. Por outro lado, existem muitas questões que ainda não se sabem, e é aí que entra o estudo para compreender esses supostos efeitos”, explica Garcês.

Para participar do estudo, o voluntário deve ter entre 45 e 60 anos, possuir pelo menos um ano após a primeira menopausa, ter diagnóstico para diabetes mellitus tipo 2, não fazer uso de insulina por seringas ou canetas (uma vez que pode interferir na resposta glicêmica) e ter disponibilidade para se deslocar até a Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (Faefi/UFU).

A inscrição pode ser feita via WhatsApp (34 99169-0642) ou por meio do link.

Imagem de Divulgação

 

Pós-menopausa e a hipertensão

Tratando da pós-menopausa em pacientes hipertensas, a também mestranda em Ciências da Saúde Tássia Sisconeto, em conjunto com o Grupo de Pesquisa em Exercício, Saúde da Mulher e Cardiometabólica (GEPEMCardio), avalia a aplicação de exercícios aquáticos no controle da pressão arterial dessas mulheres.

“Meu objetivo é entender os efeitos dessas atividades logo após a ginástica na água e como eles se prolongaram 24 horas depois”, esclarece a pesquisadora.

No projeto, desenvolvido em três sessões (familiarização, aquático e controle), Sisconeto analisará ao longo dos dias a pressão arterial, a glicemia e questões corporais. Para ela, ao final do estudo, espera-se que haja uma diminuição da pressão arterial das mulheres participantes do projeto.

Além disso, as pacientes serão direcionadas a grupos de extensão da UFU para que mantenham a prática de atividades físicas.

“Com a pós-menopausa, nós podemos ter o surgimento de vários sintomas, como o calorão e a irritabilidade. Por isso, o exercício físico e uma alimentação de qualidade, são essenciais para conseguirmos controlar esses efeitos, prevenir doenças e garantir uma melhor qualidade de vida”, finaliza Sisconeto.

 

Imagem de Divulgação

 

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