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Evento

Movimentos sociais dos anos 60 são tema de palestra internacional

Giulia Strippoli, da Universidade Nova de Lisboa, foi a professora convidada

Publicado em 10/11/2015 às 12:07 - Atualizado em 09/06/2025 às 22:12

Começou nesta terça-feira na UFU a Jornada Internacional da Pós-Graduação em Ciências Sociais. Por meio convênio de cooperação internacional, firmado com a Universidade Nova de Lisboa, para o primeiro dia de palestras, o evento contou com a participação da professora italiana Giulia Strippoli.

Militâncias transnacionais: partidos comunistas e movimentos sociais ao longo dos anos 1960” foi o tema de apresentação da pesquisadora, cuja fala teve como enfoque as experiências da França, da Alemanha e de Portugal, visando entender a direção do radicalismo dessas ações. Estes militantes eram radicais a respeito do quê? Ao passado, aos partidos tradicionais, aos representantes tradicionais? Ou eram radicais em comparação a outros movimentos, como aqueles na Alemanha ou até no Brasil? O que é radical e com relação ao quê? Eram lutas contra o poder, mas qual tipo de poder, qual instituição?”, pontua a professora.

Além disso, Strippoli afirma que a reflexão acerca das movimentações sociais nos anos 60, ajuda a pensar os movimentos contemporâneos, principalmente no que diz respeito à forma como eles se dão, à formação do discurso e ao conteúdo das reivindicações. Como exemplo, ela cita a organização pelas redes sociais: “Não existia mobilização nas redes sociais nos anos 60, então é possível discutir como a linguagem que se constrói nas redes sociais influencia na forma e no conteúdo dos movimentos que surgem a partir dela”, discorre.

Nesta quarta-feira, 11, a Jornada receberá a professora Annabelle Bonnet, da École des Hautes Études em Sciences Sociales, na França. O tema da conferência será “Feminismo, política e transformação social”. A palestra terá início às 9h, no auditório 5O-A do campus Santa Mônica. Não é necessário fazer inscrição.

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