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Ciência

Equipe da UFU desenvolve foguete experimental on-line e conquista 2º lugar em competição internacional

Em simulações virtuais, o mecanismo alcançou 1km de altura

Por: Laura Justino
Publicado em 25/11/2021 às 12:06 - Atualizado em 22/08/2023 às 16:51

O Latin American Space Challenge fornece estrutura para a competição de foguetes experimentais e engenharia de satélites da América Latina, com o objetivo de incentivar as pessoas a desenvolverem esse engenho e pesquisas na área. (Arte: Epta)

A Equipe de Propulsão e Tecnologia Aeroespacial (Epta)(link is external), vinculada à Faculdade de Engenharia Mecânica (Femec) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), desenvolveu um foguete experimental em um sistema computacional, com o objetivo de participar do Latin American Space Challenge 2021(link is external), que aconteceu pela plataforma Youtube, em 6 e 7 de novembro(link is external).

A competição classificou as 51 equipes de acordo com a potência do combustível que o foguete utiliza. A Epta ficou na categoria “solid motor”, representada pelo motor movido a propelente sólido, e conquistou o 2º lugar entre os oito países participantes.

O foguete Osíris é capaz de alcançar um quilômetro de altura, de acordo com as simulações feitas usando softwares pelo computador. Ele foi desenvolvido totalmente on-line, entre agosto e outubro.

O engenho virtual utiliza uma carga útil e um satélite artificial miniaturizado para pesquisa espacial chamado pocket  cubesat,  que tem a forma de um cubo de 5 cm de aresta.

Esse dispositivo carrega dois rádios que fazem a telemetria, responsável pela transmissão de dados de voo em tempo real, do foguete para a base em solo. Todo o processo é feito através de programação, como um minicomputador dentro do foguete, que faz a captação e encaminhamento de dados.

Foguete experimental virtual Osíris conquista 2º lugar em competição internacional. (Foto: Epta)

 

A equipe

Julia Russo, integrante do Epta e estudante do curso de Engenharia Aeronáutica na UFU, explica que o trabalho era dividido entre a equipe: “as áreas de aerodinâmica, aviônica, estruturas, propulsão, recuperação, payload e gestão de projetos levantava reuniões semanais de integração, para que todas as áreas conversassem entre si, ligando todo o projeto(link is external)”.

A Epta conta com áreas de projeto, marketing, pesquisa, gestão e extensão. O público pode acompanhar o trabalho da equipe por meio do Instagram(link is external)Facebook(link is external), Linkedin (link is external)e Youtube(link is external).

São 30 membros dos cursos de graduação em Engenharia Aeronáutica, Engenharia Mecatrônica, Biomedicina, Biotecnologia, Engenharia Mecânica, Engenharia de Computação, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia Eletrônica e de Telecomunicações, Física (Licenciatura) e Matemática (Bacharelado).

“A equipe se orgulha por defender e apoiar a pesquisa brasileira gratuita e de qualidade fornecida por nossa universidade”, conta Russo.

Os integrantes por cada etapa e parte do foguete eram responsáveis por organizar reuniões, cronogramas e as entregas para o torneio. (Foto: Epta)

 

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Palavras-chave: Ciência Engenharia Mecânica EPTA Engenharia Aeronáutica foguete

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