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05/10/2018 - 14:59 - Atualizado em 09/10/2018 - 10:23
Iniciação científica da Administração será premiada em congresso na França
Estudo investigou formas de remuneração e produção nos empreendimentos de reciclagem de Uberlândia
por Autor: 
Natália Spolaor

Estudo foi realizado com gestores de quatro cooperativas de Uberlândia (Foto: Milton Santos)

A pesquisa de uma aluna do sétimo período de Administração da Universidade Federal de Uberlândia (Fagen/UFU) será premiada no Congrès International Francophone en Entrepreneuriat et PME (Cifepme). O evento, que ocorre dos dias 23 a 26 de outubro, em Toulouse, na França, debate sobre empreendedorismo de pequenas empresas em países em desenvolvimento.

O estudo de iniciação científica, intitulado “Formas de produção e remuneração nos empreendimentos de economia solidária do setor de reciclagem de Uberlândia/MG”, foi realizado por Camila Maria de Oliveira e orientado pela professora Márcia Freire de Oliveira, da Faculdade de Gestão e Negócios (Fagen/UFU), no período de agosto de 2017 a julho de 2018. O objetivo foi investigar por que existem tantas formas de remuneração e produção nos empreendimentos de reciclagem.

Camila conta que essas questões surgiram durante a realização de sua primeira iniciação científica, executada em 2016. “É uma continuidade da pesquisa inicial. Quando fizemos aquela pesquisa, identificamos que esses empreendimentos eram muito diferentes entre si nessas questões de produção e remuneração”, explica.

Assim como no primeiro estudo, a aluna elaborou um roteiro com perguntas sobre o processo de produção e remuneração para os gestores de quatro cooperativas de reciclagem: Cooperativa dos Recicladores de Uberlândia (Coru), Associação de Coletores de Plástico, PET, PVC e outros Materiais Recicláveis (Acopppmar), Associação dos Recicladores e Catadores Autônomos (Arca) e Associação de Catadores e Recicladores de Uberlândia (Acru). 

“Também abrimos espaço para eles falarem o que achavam, se eles concordavam com o tipo de remuneração e produção, o que eles achavam que poderia mudar, por que era bom. A gente tentou entender por que [os empreendimentos] eram tão diferentes entre si e por que estavam adotando características de empresas capitalistas”, afirma Camila.

Após obter as respostas, foi feita uma análise comparativa entre os empreendimentos. O resultado apontou que, em uma das cooperativas, a produção era realizada em conjunto e, por não existir distinção de cargos, todos recebiam de forma igualitária. Já em outra cooperativa de reciclagem, cada pessoa tinha uma função no processo de produção e recebia de acordo com o que produzia.

“Um é o gestor clássico da economia solidária. Ele acredita que todos têm a mesma oportunidade, devem trabalhar da mesma maneira e ganhar igual. Já o outro gestor disse que até tentaram fazer de forma igual, mas não deu certo. Um trabalhava mais que o outro e achava injusto ganhar igual. Então, adaptaram para um modo que fosse bom para todos e desse produtividade”, explica a estudante.  

A pesquisa foi financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e teve apoio do Centro de Incubação de Empreendimentos Populares Solidários (Cieps), que realizou a mediação com as cooperativas e disponibilizou um veículo para levar a estudante até os locais.

Essa é a segunda vez que Camila é premiada com um projeto de iniciação científica. “Eu não sabia de novo que iria concorrer a esse prêmio. Eu já fiquei feliz de ser uma publicação internacional, mas não achava que iria passar. Foi outra surpresa boa”, afirma.  

A reportagem sobre o primeiro projeto premiado está no Comunica UFU.

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