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10/05/2019 - 10:15 - Atualizado em 13/05/2019 - 14:09
Veja como foi o ato em defesa da ciência promovido por pesquisadores da UFU
Comunidade acadêmica expôs trabalhos e saiu em marcha pelo Centro de Uberlândia
por Autor: 
Diélen Borges
Por: 
Com informações de Anna Cauhy, João Pedro Rabelo, Matheus Maia e Taciana Sousa

 

Trabalhos foram expostos na Praça Tubal Vilela (Foto: Milton Santos)

 

Professores, técnicos e estudantes da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) fizeram um ato em defesa da ciência e da educação no Centro de Uberlândia na tarde desta quinta-feira (09/05). O objetivo foi chamar a atenção da sociedade para a importância da pesquisa científica desenvolvida na universidade, após o bloqueio de 30% do orçamento de custeio anunciado pelo Ministério da Educação (saiba mais na Nota Oficial divulgada pela UFU).

Pôsteres, equipamentos e materiais de pesquisa foram expostos na Praça Tubal Vilela para que os cientistas explicassem seus estudos a quem passasse por lá. Um desses estudos, do curso de Física Médica, busca o tratamento de aracnofobia utilizando realidade aumentada e é desenvolvido com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

“O projeto que a gente vem desenvolvendo no Laboratório de Computação Gráfica da UFU é para o tratamento de pessoas com fobia de aranha. A técnica é baseada em realidade aumentada. A gente expõe a pessoa a uma aranha virtual, o que minimiza os riscos de exposição da pessoa a uma aranha verdadeira, minimiza os gastos de deslocamento da pessoa ao local onde tem essa aranha verdadeira e o terapeuta responsável pelo tratamento vai introduzindo níveis de experiências de realismo com aranhas. Com isso ele consegue ter um controle melhor sobre o protocolo de tratamento do paciente", explica o pesquisador.

O estudante Felipe Oliveira da Cunha Silva, do curso de Ciências Biológicas, apresentou sua pesquisa sobre dinossauros que viveram há 70 milhões de anos na região do Triângulo Mineiro. "No imaginário popular dinossauro aparece como ficção científica, mas na verdade não é", disse Cunha, ao defender a importância de dialogar sobre ciência com a população.

Também foram apresentados trabalhos desenvolvidos por estudantes de iniciação científica que ainda estão no ensino médio, mas já fazem ciência em conjunto com a UFU. Maria Clara Silva, aluna do primeiro ano do ensino médio da Escola Estadual Clarimundo Carneiro, desenvolve há quatro anos um produto natural que combate larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. A aluna recebia bolsa da Fapemig, mas decidiu continuar com o estudo mesmo após parar de receber o auxílio.

Museus, setores administrativos, Escola de Educação Básica (Eseba), Programas de Educação Tutorial (PET), organizações sindicais (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Uberlândia e Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições Federais de Ensino Superior de Uberlândia) e outros grupos também participaram do ato.

A empresa júnior Minas Bio, do Instituto de Biologia, mostrou como atua na redução de danos e impactos ambientais causados pelas empresas convencionais. "A empresa júnior presta serviços para a sociedade com um custo reduzido comparado a outras empresas do mercado. Nós estudantes trabalhamos de forma voluntária e a verba arrecadada é utilizada para manter os gastos essenciais", explica a aluna Ana Júlia Alvim.

O herbário da UFU expôs parte da sua coleção, onde há o depósito de plantas secas que são utilizadas para estudos. Essa coleção é referência na nossa região porque plantas de todo o Cerrado, principalmente de Minas Gerais e Goiás, são depositadas nesse local. Esse material serve como base para pesquisas relacionadas à bioquímica das plantas e à área farmacêutica. O herbário recebia recursos da Fapemig, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A estudante Thais Fernandes, do curso de Ciências Sociais e bolsista do PET, falou sobre a insegurança na sua área. "Em uma manhã eu era pesquisadora e professora, na outra acordo e percebo que minha área de atuação como professora está em risco. Busco refúgio na pesquisa e descubro que também está em risco. Me sinto bombardeada de várias maneiras".

Além da mostra científica, manifestantes se revezaram no carro de som para argumentar em defesa da educação e da ciência e contra os cortes progressivos de recursos destinados às universidades públicas. Depois, saíram em marcha pela Avenida Afonso Pena.

As próximas mostras já estão marcadas: no dia 17/05, das 10h às 18h, na Praça Tubal Vilela; e no dia 18/05, das 8h às 13h, no Parque do Sabiá. Mais informações estão disponíveis na página do evento no Facebook.

 

Confira a cobertura fotográfica (por Milton Santos e Alexandre Costa) do ato desta quinta-feira (09/05):

 

 

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