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09/08/2019 - 09:53 - Atualizado em 12/08/2019 - 13:52
Paternidade e ciência
Aproveite o Dia dos Pais para conhecer alguns estudos da UFU sobre o tema
por Autor: 
Diélen Borges

 

Foto: Freepik

 

O pai e o parto

Os homens consideram que é importante estar presentes no momento do nascimento dos filhos, mas a maioria não participa das consultas de pré-natal e o principal motivo alegado é a incompatibilidade entre os horários de atendimento e de trabalho. Essa foi a conclusão do trabalho Vivências do pai no pré-natal, pré-parto e parturição no século XXI, de Dannielly Alves Leite, orientado por Carla Denari Giuliani, do curso de graduação em Enfermagem.

Outra pesquisadora, Nyessa Souza Arantes Nogueira, do mestrado em Psicologia, entrevistou oito casais de Uberlândia, antes e depois do parto, e relatou os resultados na dissertação Sentidos da participação de pais e mães no nascimento de seus filhos. Antes do parto, os pais demonstraram desconhecimento e insegurança e, depois, relataram dificuldades para lidar com necessidades básicas do bebê, como a amamentação exclusiva. Segundo a dissertação, os pais também se queixaram de desamparo profissional durante o parto.

 

Pais na literatura

Na tese A representação das masculinidades em textos de Lygia Bojunga, do curso de doutorado em Estudos Literários, a pesquisadora Rosânia Alves Magalhães, orientada por Fábio Figueiredo Camargo, apresenta as obras da escritora brasileira Lygia Bojunga como alternativas na construção de caminhos novos e diferentes dos estabelecidos e naturalizados pelo modelo patriarcal de masculinidade.

O sofrimento da criança devido à ausência do pai é abordado na dissertação Das saudades que se tem: a representação paterna na escrita autobiográfica de Bartolomeu Campos de Queirós, de Carla Damas Silva, orientada por Paulo Fonseca Andrade, no mestrado em Estudos Literários. “Investigamos, com base em estudos psicanalíticos, a escrita literária enquanto possibilidade tanto de elaboração inconsciente da memória marcada pela ausência do pai – remédio –, quanto de perpetuação desse mesmo conflito – veneno”, escreve Silva.

Figuras paternas também são analisadas na dissertação Homem, chefe de família, dilacerado em O Casamento, de Nelson Rodrigues, por Lays da Cruz Capelozi, orientada por Rosangela Patriota Ramos, no curso de mestrado em História. A autora recorre a Sigmund Freud para analisar o tema do casamento e a estrutura familiar.

 

Direitos na parentalidade

O direito de família é uma área que passa por constantes modificações para se adequar às transformações da sociedade e os estudos desenvolvidos no curso de Direito da UFU mostram isso. A paternidade socioafetiva, que é o vínculo gerado entre pai e filho, independente da consanguinidade, é abordada no trabalho A impossibilidade da desconstituição da paternidade socioafetiva, de Barbara de Paula Mendes Oliveira, orientada por Gustavo Henrique Velasco Boyadjian.

A filiação socioafetiva “tem como fundamento a convivência de fato e duradoura, a qual constrói laços afetivos de amor, respeito e carinho recíprocos entre os que convivem como se pais e filhos fossem”, segundo o estudo A multiparentalidade advinda da socioafetividade: sentimentos e ideais que alicerçam as famílias e os reflexos jurídicos no ordenamento pátrio, de Jéssica Bolpeti Scarin, orientada por Karina Lima Junqueira de Freitas. É a partir da ideia de filiação socioafetiva que o direito de família, atualmente, também considera a multiparentalidade, que é quando uma pessoa tem mais de um vínculo parental paterno ou mais de um vínculo parental materno.

A licença-paternidade e a licença-maternidade - afastamento remunerado do trabalho  quando há o nascimento ou a adoção de um filho - também são temas estudados na pesquisa científica em direito. O trabalho Licença-maternidade e licença-paternidade: elementos de igualdade ou diferença de gênero?, de Camila Gonçalves de Brito, orientada por Cândice Lisbôa Alves, reflete sobre como a diferenciação quantitativa a respeito dos dias de licença desestimula a sociedade brasileira com relação à responsabilidade comum entre homens e mulheres no que diz respeito à educação e ao desenvolvimento dos seus filhos. 

Atualmente, a licença-paternidade é de cinco dias e a licença-maternidade é de 120 dias (variando em casos de adoção de acordo com a idade da criança adotada). O estudo Licença-maternidade para casais homoafetivos, feito por Mirele Carneiro Gonçalves e orientado por Márcia Régis Orlandini, defende que a licença-maternidade deve ser concedida às duas pessoas, independentemente de se tratar de um casal formado por duas mulheres ou dois homens.

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