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31/07/2019 - 14:07 - Atualizado em 01/08/2019 - 13:33
Projeto de mestrado da UFU gera livro sobre paradesportismo feminino
Escrito pela jornalista Cíntia Souza, ‘Guerreiras’ apresenta a história de cinco para-atletas uberlandenses e será lançado na próxima sexta-feira (2/8)
Por: 
Hermom Dourado

Arte: Divulgação

 

“Este projeto me fez viver a vida de outra maneira. Passei a valorizar as pequenas ações e a buscar os sonhos, mesmo que eles pareçam distantes e impossíveis.” Com estas palavras, Cíntia Souza resumiu a experiência de produção de seu primeiro livro, Guerreiras: histórias de mulheres para-atletas nunca antes contadas, fruto do trabalho final para a obtenção do título de mestre em Tecnologias, Comunicação e Educação, pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia (Faced/UFU). A obra, de 120 páginas, será lançada em um evento com entrada gratuita nesta sexta-feira (2/8), às 19h, na Oficina Cultural de Uberlândia - Rua Tiradentes, 24, Bairro Fundinho.

Entre as presenças já confirmadas estão as de Amanda Souza, Daniele Martins, Gisele Ferreira, Joana Silva e Laila Suzigan, que possuem em comum o amor pelo paradesporto e são as protagonistas do livro. “Guerreiras traz apenas cinco histórias dentre outras milhares ocultas em nossa sociedade. Cinco histórias que se cruzam. Cinco lições de vida que nos fazem erguer a cabeça e dar a volta por cima. São cinco Guerreiras – com “g” maiúsculo mesmo – em uma sociedade excludente e machista. Minha ideia é fazer um convite aos leitores: que se deixem levar e tenham, a cada capítulo, uma nova descoberta; que descubram, a cada história, um novo sentido para a vida. Estas mulheres descobriram este sentido, ao enfrentarem a deficiência com o auxílio do esporte”, explica a autora, que também possui outros dois diplomas expedidos pela UFU, licenciada em Letras (2008) e bacharel em Jornalismo (2014).

Ela informa que o trabalho foi desenvolvido ao longo de praticamente todo o período do curso de mestrado, sendo o primeiro ano dedicado a leituras relacionadas ao tema e o segundo, às entrevistas e à redação. A apresentação à banca examinadora ocorreu em fevereiro de 2018 e teve aprovação de seus três componentes: os professores Luciano Victor Barros Maluly (USP), Marcelo Marques Araújo (UFU) e Rafael Duarte Oliveira Venancio (UFU) – este último, o orientador. 

 

Trabalho rendeu à autora o título de mestrado, obtido em fevereiro de 2018. (Foto: Arquivo pessoal)

 

Questionada sobre os motivos da demora para a publicação e o lançamento da obra, Cíntia aponta a questão financeira. “É um livro totalmente independente. Como não procurei patrocínios, tive que arcar com todos os custos para a produção, desde a diagramação até a impressão dos exemplares que serão vendidos neste evento da próxima sexta, por R$ 50,00 cada. Esta versão impressa é fabricada pela Amazon, mediante as encomendas realizadas pelo site”, detalha.

Ainda de acordo com a autora – que atualmente leciona Inglês e Língua Portuguesa na Escola Estadual Honório Guimarães, em Uberlândia – também será possível adquirir Guerreiras em versão e-book, na mesma plataforma digital, ao preço de R$ 11,76. 

 

Personagens

Amanda Sousa, para-atleta de halterofilismo – a força dos braços a fez esquecer a restrição dos movimentos da perna; desde o nascimento convive com a deficiência; as mãos calejadas refletem o sacrifício da para-atleta, que busca ser a mulher mais forte da América Latina, na categoria até 73 kg.

Daniele Martins, para-atleta de bocha – com uma carreira consolidada e vitoriosa, hoje se dedica ao esporte universitário; luta para que as pessoas com deficiência entrem na universidade e tenham a oportunidade de praticar uma atividade esportiva.

Gisele Ferreira, para-atleta de goalball – o paradesporto a trouxe de volta à vida; as conquistas no esporte criado exclusivamente para as pessoas com deficiência visual permitiram o nascimento de uma nova Gisele.

Joana Silva, para-atleta de atletismo – descobriu a deficiência visual apenas aos 40 anos; começou tarde no paradesporto, mas os resultados chegaram cedo; foi a primeira mulher uberlandense a participar de uma Paralimpíada. 

Laila Suzigan, para-atleta de natação – integrante da premiada equipe do Praia Clube de Uberlândia, tinha 9 anos de idade quando foi diagnosticada com paralisia cerebral; este diagnóstico, porém, ocorreu devido a um erro médico que só veio a ser desfeito cinco anos depois; na verdade, Laila possui uma doença degenerativa dos músculos; entretanto, as braçadas a levam a destinos nunca antes almejados; a água retarda o atrofiamento. 

Amanda e Laila estão prestes a embarcar para Lima, no Peru. Elas fazem parte da delegação que irá representar o Brasil nos Jogos Parapan-Americanos, que ocorrem entre os dias 23 de agosto e 1º de setembro. Em um texto postado no Facebook, a para-atleta de halterofilismo expressou a satisfação por ter sua história narrada em um livro e parabenizou a autora do mesmo: “Ser inspiração na vida das pessoas exige de nós responsabilidade, comprometimento e dedicação. É um prazer estar junto de grandes mulheres e referências do esporte paralímpico de Uberlândia. Cintia Sousa, parabéns pelo excelente trabalho. É lindo ver seu olho brilhar a cada conversa. #empoderamentofeminino #inspiração."

 

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