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22/09/2021 - 13:32 - Atualizado em 24/09/2021 - 16:29
Pesquisador da UFU desenvolve biossensor que detecta fungo multirresistente
Estudo foi capa do volume 235 da Talanta, revista internacional
Por: 
Julia Alvarenga

Pedro Guedes é doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Genética e Bioquímica (Foto: Arquivo pessoal)

Pesquisa realizada na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) é capa do volume 235 da Talanta, revista científica internacional. Publicado em julho, o artigo aborda o desenvolvimento de um biossensor eletroquímico para a detecção rápida do fungo Candida auris.

Pedro Guedes é autor da pesquisa e está vinculado ao Grupo de Pesquisa do Laboratório de Biossensores (Biosens) e ao Programa de Pós-Graduação em Genética e Bioquímica (PPGGB/UFU). O estudo foi orientado pela professora Ana Madurro, do Instituto de Biotecnologia, e co-orientado pelo professor João Madurro, do Instituto de Química.

De acordo com o pesquisador, Candida auris é um fungo multirresistente, associado a surtos em ambientes hospitalares. É considerado uma ameaça crescente à saúde pública, apresentando altas taxas de morbidade e mortalidade.

“Ao acompanhar reportagens nos noticiários sobre surtos de Candida auris em hospitais, tive a ideia de desenvolver um biossensor para detecção rápida desse fungo, pois os métodos de detecção atuais apresentam muitas falhas”, conta Guedes.

A revista Talanta tem fator de impacto 6.057 e é vinculada à ScienceDirect

O pesquisador explica que o biossensor funciona como uma plataforma diagnóstica em que a amostra é adicionada no eletrodo de ouro que contém uma fita simples de DNA (sonda) específica para detectar o DNA da Candida auris.

A detecção do fungo é feita por meio da técnica de voltametria de pulso diferencial, monitorando o pico de oxidação da ninidrina, reagente utilizado para verificar a presença de aminas. “No momento da detecção indireta, quanto maior for a concentração de ninidrina, maior o sinal eletroquímico, o que indica a presença de DNA da Candida auris na amostra”, completa.

Com apoio da Agência Intelecto — órgão da UFU responsável pelo estímulo à inovação e à proteção do conhecimento gerado na instituição —, foi feito um depósito de patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).Guedes relata que o reconhecimento internacional é fator motivador para sua carreira de cientista. “Esse é um exemplo de que no Brasil, e claramente neste contexto está inserida a UFU, são desenvolvidas pesquisas de ponta, com potencial para atingir o patamar de serem consideradas destaque de capa de uma revista internacional de alto impacto, servindo como motivação para outros grupos de pesquisa”, afirma.

A pesquisa teve financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

 

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